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Mercado financeiro prevê dólar estável a R$ 3,75 durante 2019

Em consulta realizada pelo Banco Central (BC), instituições financeiras realizaram projeções sobre economia brasileira para 2019 e 2020. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,75 no final deste ano, e em R$ 3,78, no fim de 2020.

Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a projeção de crescimento foi reduzida de 2,53% para 2,50%, em 2019. Para o próximo ano, a expectativa caiu de 2,60% para 2,50%. Em 2021 e 2022, a projeção segue em 2,50%. As previsões são de instituições financeiras consultadas pelo BC todas as semanas sobre os principais indicadores econômicos.

A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 4% este ano. Na semana passada, a projeção para o IPCA estava em 4,01%. A estimativa segue abaixo da meta de inflação (4,25%), com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, este ano.

Para 2020, a projeção para o IPCA segue em 4%, há 82 semanas seguidas. Para 2021 e 2022, a estimativa permanece em 3,75%. A meta de inflação é 4%, em 2020, e 3,75%, em 2021, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Fonte: mercadoeeventos.com.br

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Entenda O Que É O Valor Venal Do Imóvel

Entenda o significado deste termo que é muito utilizado no mercado imobiliário

No mercado imobiliário, o termo “Valor Venal” é muito utilizado, principalmente no cálculo de impostos, como o IPTU e o ITBI. Mas o que é o valor venal do imóvel? Qual a sua relação com o IPTU? E como é calculado o valor venal de um imóvel?

O Valor Venal é o valor de referência que vale o imóvel de acordo com o Poder Público – Prefeitura. “O cálculo do valor venal varia de município para município. Em geral, para calcular esse valor, são considerados critérios como: área do terreno ou edificação; valor unitário padrão residencial, com base na Planta Genérica de Valores (PGV); idade do imóvel; posição do imóvel no logradouro; e características construtivas”, explica a advogada Viviana Callegari, especialista em direito imobiliário do escritório Posocco & Advogados Associados.

O cálculo do valor venal do imóvel segue a seguinte fórmula: V = A x VR x I x P x TR

  • V = valor venal do imóvel;
  • A = área do terreno ou edificação;
  • VR = valor unitário padrão residencial, com base na Planta Genérica de Valores do Município (PGV);
  • I = idade do imóvel (contada a partir da concessão do “Habite-se”, da reconstrução ou da ocupação do imóvel — quando não houver “Habite-se”);
  • P = posição do imóvel no logradouro;
  • TR = tipologia residencial ou característica construtiva (modificações, acréscimos reformas etc.).

Esse cálculo varia de cidade para cidade. É importante saber que o valor venal não é o mesmo do valor da venda de imóvel, ele é apenas uma referência. Geralmente, os corretores de imóveis usam o valor venal para ter como base o cálculo do valor de mercado de um imóvel. “O valor venal foi criado para servir como parâmetro de cálculo de impostos e taxas, mas pode ser usado também como base para venda do imóvel”, comenta a advogada.

Mas qual a relação do Valor Venal com o IPTU?

O cálculo do IPTU é feito a partir de alíquotas definidas em lei municipal, aplicadas sobre o valor venal do imóvel.“Em São Paulo, por exemplo, o IPTU é calculado à razão de 1% do valor venal, com descontos e acréscimos definidos por faixa de valor venal, para imóveis construídos para uso residencial exclusivamente”, completa Callegari.

Por exemplo, um imóvel pode ter um valor venal de R$100 mil reais e um valor de mercado de R$130 mil reais, ou seja, para o cálculo de impostos como o IPTU, é usado o valor venal de R$100 mil reais. Para à venda do imóvel será utilizado o valor de R$130 mil.

Fonte: publicidadeimobiliaria.com

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2019 será melhor para o mercado imobiliário, diz presidente da MRV

São Paulo – A redução das incertezas após a eleição deve dar início a um novo ciclo para o mercado imobiliário, avalia o presidente da MRV, Eduardo Fischer. A construtora, que focou nos últimos cinco anos no consumidor de baixa renda, pretende voltar a lançar imóveis de maior valor.

O déficit habitacional do País, que já era elevado, aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde. A seguir, trechos da entrevista do executivo ao periódico.

2019 deve ser um ano melhor para o mercado imobiliário?

Nesse setor, é preciso sempre tentar antecipar os próximos três anos. Mesmo em 2014, quando o desemprego estava baixo, já se vislumbrava que seriam anos difíceis pela frente, mas 2019 deve ser melhor para o mercado imobiliário. O pior da crise parece ter passado e a demanda por moradia é alta.

A MRV focará em baixa renda?

Não só. Ficamos os últimos cinco anos focados em unidades a partir da faixa 1,5 do Minha Casa, Minha Vida – a segunda menor do programa – e financiadas com recursos do FGTS. A demanda é alta pela baixa renda, mas queremos voltar a construir empreendimentos de valores mais altos e financiados com a poupança. Essas famílias também ficaram com o consumo represado.

O mercado está otimista com a nova equipe econômica?

Sim. A impressão é de que há uma grande racionalidade por parte da equipe. Ela conhece a necessidade de gerar empregos no País e sabe do potencial que o setor imobiliário tem para criar postos de trabalho.

Fonte: exame.abril.com.br

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Caixa cortará recursos de grandes empresas e focará ações

A Caixa Econômica Federal deve fechar a torneira do crédito para grandes empresas, direcionar recursos para a habitação e estimular o mercado de capitais com a venda de ações e debêntures.

A ideia é, com mecanismos próprios, levantar pelo menos R$ 150 bilhões em quatro anos para destinar a novos financiamentos imobiliários.

Desse total, pelo menos R$ 100 bilhões virão da venda de carteira de crédito, e outros R$ 50 bilhões, da abertura de capital de quatro subsidiárias.

Essa estratégia definida a executivos da Caixa pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, significa uma reviravolta na política da instituição, que, até o momento, se comportou como as demais estatais –dependente de recursos do FGTS e do Tesouro para fazer negócios.

Segundo o Banco Central, a Caixa concentra 67% dos empréstimos em grandes empresas, situação que se repete no Banco do Brasil e no BNDES.

“Quem vai para o mercado internacional buscar dinheiro não precisa ir lá [na Caixa]”, disse Guimarães em seu discurso de posse.

Com pouca margem de manobra para ampliar o volume de crédito por causa das exigências internacionais mais rigorosas de segurança nos empréstimos, a Caixa do presidente Jair Bolsonaro devolverá R$ 40 bilhões ao Tesouro.

Ao mesmo tempo, o banco implementará um plano severo para fazer dinheiro.

Pelo menos quatro braços do banco, cujo capital é predominantemente da União, terão participações relevantes vendidas em Bolsa: seguros, aposentadorias privadas, loterias e gestora de investimentos.

A expectativa de Guimarães é que essas operações movimentem o mercado de capitais. Segundo ele, hoje somente 700 mil brasileiros investem em ações, o equivalente a 0,35% da população.

A estimativa é que, com a abertura de capital das subsidiárias da Caixa, será possível fazer com que pelo menos 5 milhões de pessoas comprem papéis dessas empresas.

Em outra frente, Guimarães pretende vender a carteira imobiliária para terceiros, uma prática conhecida no mercado como securitização e que, até o momento, só encontrou barreiras nas administrações passadas.

O banco quer colocar no mercado recebíveis de contratos imobiliários, que têm mais liquidez. São receitas de financiamentos em curso. No entanto, incluem contratos do Minha Casa, Minha Vida, que têm elevado nível de inadimplência.

Outro impulso para o mercado virá do FI-FGTS, o fundo bilionário com recursos do trabalhador que investe em infraestrutura.

Alvo da Lava Jato, que investigou operações envolvendo projetos com grandes empresas, o fundo só deverá liberar recursos para companhias de médio e pequeno portes com ações negociadas na Bolsa.

A ideia é modificar as regras para que, em vez de reaplicar os lucros decorrentes dos investimentos, o FI-FGTS possa destinar os recursos não usados para financiamentos habitacionais —algo como R$ 2 bilhões por ano.

A Caixa também deverá atuar na emissão de debêntures de infraestrutura, papéis que o governo quer estimular para o financiamento de projetos dessa natureza.

Para isso, haverá uma reformulação para que pessoas jurídicas —como fundos de investimento— também possam aplicar em debêntures. Hoje, as regras do setor restringem esse investimento para pessoas físicas.

Com a medida, haverá espaço nos bancos públicos para levar crédito a lugares em que hoje há escassez, principalmente no Norte e no Nordeste.

A Caixa quer ser um banco para pessoas de baixa renda ao oferecer microcrédito nessas regiões. A meta é, em quatro anos, conceder 30 milhões de empréstimos com juros inferiores a 2%.

Executivos do banco, ouvidos pela Folha, dizem que as metas são muito ambiciosas e de difícil execução.

Abrir mão de grandes clientes seria como dar um cavalo de pau nos rumos da instituição.

Fonte: ibrafi.org.br

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Fundos imobiliários avançam 36,8% e terão maiores rendimentos em 2019

As emissões de fundos imobiliários somaram R$ 12,822 bilhões em 2018, alta de 36,8% ante 2017 (R$ 9,372 bilhões), no maior nível desde 2012 (R$ 15,747 bilhões). Para 2019, a expectativa é de “grandes ofertas” no primeiro semestre e de um crescimento ainda maior.

Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Ainda de acordo com os dados da associação, atualmente, os fundos imobiliários (FIIs) somam R$ 78,115 bilhões em patrimônio líquido.

O diretor de soluções financeiras da Ativa, Fábio Assumpção, explica que o crescimento vem puxado pela recuperação do mercado imobiliário, que de 2013 a 2015 passou por uma fase de altos níveis de vacância, inadimplência e reajustes para baixo do valor dos aluguéis.

“Agora que os investimentos imobiliários começam a se recuperar mais intensamente, junto ao fluxo de lançamentos e fundos, temos um ajuste cíclico da modalidade. Embora ainda exista uma vacância razoável, a expectativa é de melhora e a tendência é de valorização dos fundos”, afirma.

Por meio de relatório, no entanto, o BTG Pactual reitera que ainda há “um longo caminho para que os preços reais dos imóveis alcancem os níveis tidos pré-crise”. Tal situação poderia, por exemplo, influenciar os dividendos distribuídos nos fundos no curto prazo, mas trariam retornos positivos na medida de retomada econômica do País.

De acordo com o responsável pela área de fundos imobiliários da XP Investimentos Gustavo Bueno, porém, tanto a parte de procura de aluguéis como de lançamentos serão beneficiados. “A demanda está puxando todo esse movimento de alta e deve trazer um aumento de margem desses fundos. O mercado acabou de entrar em ciclo proprietário e, agora, segue com boas perspectivas”, acrescenta.

Os últimos dados da B3, consolidados em novembro, apontam que 193 mil investidores alocam seus recursos nos fundos imobiliários. Olhando para as ofertas públicas (a grande maioria das emissões) desse total de investidores, 61,6% são pessoas físicas, 34,5% são investidores institucionais e 3,9% são intermediários e demais participantes ligados à oferta.

“O crescimento de 2019 será ainda maior do que o observado no ano passado, principalmente porque já existem muitas ofertas no pipeline. Mesmo que alguns fundos ainda mostrem vacância, a tendência é de uma alta no valor da distribuição e a expectativa é de já no primeiro semestre teremos forte captação e grandes fundos imobiliários”, opinou o sócio-diretor da Coinvalores, Fernando Silva Telles.

Riscos e dividendos – Seguindo a linha dos rendimentos, os especialistas ainda destacam o apelo dos FIIs em um cenário de taxa básica de juros (Selic) a 6,5%. Atualmente, o rendimento dos aluguéis que tem sido distribuído aos cotistas fica entre 7% a 8% ao ano, com a vantagem de isenção do imposto de renda (IR).

Para Assumpção, o cenário de Selic baixa trará um aumento generalizado na demanda por alocações em renda variável, onde os investidores aceitarão assumir riscos um pouco maiores em prol de manter os rendimentos vistos quando a taxa básica estava elevada.

“Apesar de os fundos imobiliários ainda não terem recuperado completamente toda a correção feita desde o pico, em 2013, essas carteiras são promissoras. A migração do investidor brasileiro para ativos de maior risco, como um todo, já começou a acontecer e deve se intensificar”, avaliou.

Já o executivo da XP chama a atenção para os riscos desses ativos. “É preciso filtrar e localizar os fundos ‘blue chips’ que temos na bolsa. Existem muitas posições arriscadas, cujos lastros não condizem com a entrega de dividendos, então é preciso ter cuidado”, diz.

“Além disso, é preciso analisar a praça do ativo e se é o momento certo de ingressar. O ambiente macroeconômico influencia, mas não é preciso pirotecnia para fazer bons investimentos”, conclui Bueno.

Fonte: ibrafi.org.br

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Limite do FGTS permite aos consorciados adquirirem imóveis de até R$ 1,5 mi

No primeiro dia do ano entrou em vigor o novo limite máximo do valor do imóvel que pode ser adquirido utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O teto, anteriormente de R$ 950 mil, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal, passou agora a R$ 1,5 milhão. A medida, anunciada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), permite ao trabalhador consorciado novas opções de compra da casa própria.

No sistema de consórcios, os trabalhadores podem utilizar o saldo do FGTS para oferta de lance ou como complemento da carta de crédito; com o objetivo de adquirir imóvel residencial pronto ou em construção; ou, após contemplação, para amortizar o saldo devedor, pagar parte das prestações ou liquidar o saldo devedor.

“O leque de opções dadas aos trabalhadores de como utilizar o FGTS no consórcio faz com que o sonho da casa própria se torne uma realidade cada vez mais próxima”, destaca o vice-presidente de operações e parcerias da Embracon, Luís Toscano. “É importante, apenas, ficar atento aos pré-requisitos exigidos para usufruir deste recurso como: possuir três anos de trabalho sob regime do FGTS, ter a cota do consórcio no nome do trabalhador, não ser titular de financiamento ativo no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e não ter imóvel no município em que reside ou exerce sua atividade principal”, acrescenta o executivo.

Muitos brasileiros já recorrem a essa prática. De janeiro a setembro de 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC), 2.586 trabalhadores participantes do consórcio de imóveis utilizaram cerca de R$ 112,05 milhões do saldo das contas do FGTS. Desse valor, 62% foi direcionado para a aquisição de imóveis prontos, 17,6% no abatimento do saldo devedor, 9,7% para liquidação de saldo devedor, 6% no pagamento de parte das prestações e 4,4% em compra de imóvel em construção.

Consórcio de Imóvel – O número de participantes ativos do consórcio de imóveis cresceu constantemente ao longo de 2018 e alcançou 877 mil consorciados, de janeiro a outubro. Neste mesmo período, 219,75 mil novas cotas foram vendidas, apontam os dados da ABAC.

Ao longo desses dez meses, o sistema de consórcio imobiliário atingiu o volume de 30,07 bilhões em créditos comercializados, com tíquete médio (valor médio da cota no mês) de 138,6 mil, utilizados por mais de 60 mil contemplados. Ao todo, de janeiro a outubro de 2018, foram disponibilizados 5,99 bilhões em créditos no sistema de consórcio imobiliário brasileiro.

Fonte: ibrafi.org.br

 

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Novo presidente da Caixa descarta privatização do banco, sinaliza entrada no consignado e no microcrédito

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, descartou nesta segunda-feira planos para privatização do banco, preferindo dar ênfase na abertura de capital de subsidiárias, para destravar valor da instituição.

Em discurso na transmissão de posse, ele exemplificou que a Caixa Seguridade pode dobrar sua lucratividade dois anos depois de sua oferta inicial de ações (IPO) na bolsa.

Guimarães pontuou ainda que a Caixa entrará no mercado de cartões consignados, com a meta de atingir 20 milhões de cartões consignados em quatro anos, e que cogita parceria com Banco do Brasil para operar microcrédito.

Ele lembrou que a Caixa tem 96 milhões de cartões de débito e que é “inaceitável” que não esteja no mercado de cartões consignados.

Guimarães voltou a dizer que o banco público dará foco aos empréstimos a pequenas e médias empresas e que, para as grandes, vê o mercado de capitais como alternativa satisfatória para provimento de financiamento.

Em relação à infraestrutura, o novo presidente da Caixa disse que o banco irá priorizar projetos que sejam rentáveis para a instituição e também benéficos para a sociedade.

“Não vai ter financiamento de construir pontes que ligam nada a lugar nenhum”, afirmou.

Nesse campo, ele pontuou que o banco tem possibilidade de financiar a iluminação pública em mais de 500 cidades, sendo que poderá replicar nessa área a lógica de securitização de recebíveis que enxega como futuro para o crédito imobiliário.

Guimarães, que se emocionou em diversos momentos da cerimônia, voltou a dizer que a Caixa irá pagar à União a dívida de 40 bilhões de reais que possui em IHCDs (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida) e que esse foi um compromisso firmado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Isso será feito ao longo de quatro anos, sendo que a Caixa empregará nesse pagamento os recursos levantados nas aberturas de capital das subsidiárias, notadamente de seguridade, de cartões, operações de loterias e de gestão de fundos.

Fonte: ibrafi.org.br
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Aspectos da geografia financeira no mercado imobiliário

O mercado imobiliário urbano é altamente diversificado, com inúmeros produtos distribuídos espacialmente pelas cidades. É um setor que tem características próprias, principalmente no que diz respeito ao ciclo de produção, que é relativamente longo se comparado a outras atividades econômicas. Portanto, é uma indústria que aloca e acumula capital no espaço e no tempo.

Pesquisadores em economia urbana que estudam as bolhas imobiliárias, provocadas principalmente por distorções econômicas no mercado, apontam que seus efeitos vão desde a queda abrupta nos preços até os elevados riscos financeiros para os bancos e outros setores da economia. Além disso, ressaltam que efeitos como a vacância, a deterioração do estoque construído e a queda de preços afetam-se mutuamente, e podem prejudicar as áreas urbanas onde se situam.

As recentes crises do mercado imobiliário em países como Irlanda, Reino Unido e EUA revelam a estreita relação entre mercado imobiliário e mercado de capitais. A crise no mercado de hipotecas americano em 2007 e 2008 evoluiu, em pouco tempo, para uma crise financeira e econômica internacional. Isso foi possível porque o risco dos mercados imobiliários locais foi distribuído globalmente por meio de produtos e mecanismos financeiros inovadores (engenharia financeira e securitização), estabelecidos com controles insuficientes e responsabilidades de gestão pouco claras por parte de uma estrutura financeira sofisticada e bem conectada. Subsequentemente, esse risco circulante foi reforçado na forma de escassez internacional de capital no mercado interbancário, afetando novamente as economias locais.

Essa crise trouxe à tona a importância de um regramento mais claro nas operações que envolvem produtos imobiliários e o mercado de capitais. Contudo, expôs também a interdependência essencial que existe entre o mercado imobiliário e os mecanismos de financiamento.

Sob o ponto de vista dos mercados financeiros, a enorme quantidade de capital aplicada em investimentos imobiliários representava um problema fundamental. Os imóveis, financiados principalmente por empréstimos bancários, amarravam grandes somas de capital por longo prazo. As inovações no mercado financeiro acabaram por reestruturar os modelos de financiamento, nos quais o empreendedor necessitava de um fluxo de caixa estável para pagamento do empréstimo durante determinado período, e depois transferia o risco de inadimplência para os bancos.

Essa situação mudou por meio de inovações financeiras, como fundos imobiliários abertos e fechados. Esses fundos obtêm o capital necessário no mercado de capitais, por meio de investidores privados e institucionais. Desta forma, o risco do empréstimo passa do banco para o investidor privado, e o imobiliário é convertido em produtos de investimento financeiro negociáveis, com requisitos de rendimento claros, que, em princípio, podem ser liquidados a qualquer momento.

Atualmente, é imprescindível um amplo conhecimento dos ambientes financeiros globais e do mercado local. Esse conhecimento, no entanto, envolve numerosos aspectos, e é distribuído de forma desigual entre os atores do mercado. Os processos necessários de coleta de informações, de transformação dessas informações em conhecimento de mercado e da distribuição desse conhecimento são essenciais para que empreendedores, governo, bancos e agentes do mercado de capitais, responsáveis pela estruturação segura de modelos de financiamento, garantam um mercado imobiliário saudável dentro dessa nova geografia financeira.

Fonte: ibrafi.org.br