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Prévias de incorporadoras mostram reação no 4º tri

A maioria das incorporadoras de capital aberto – com atuação tanto no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida quanto no segmento de médio e alto padrão – deve apresentar melhora nos resultados do quarto trimestre de 2018 na comparação anual, conforme a expectativa do mercado. Na avaliação de analistas, os destaques desta temporada serão, na baixa renda, Tenda e Direcional Engenharia, e nas rendas média e alta, Cyrela e EZTec.

Na quinta-feira, a MRV Engenharia – maior empresa do setor – abre a temporada de balanços. Embora se espere que os resultados da companhia continuem entre os melhores do setor, a média das projeções de Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, J.P. Morgan e Morgan Stanley para o lucro líquido indica queda de 3,7%, no trimestre, para R$ 173,3 milhões. Já a receita líquida média estimada, de R$ 1,42 bilhão, é 3,9% maior do que a de outubro a dezembro de 2017.

Em relatório, o Bradesco BBI e o BTG Pactual dizem esperar leve queda de da margem bruta da MRV devido à representatividade levemente maior da faixa 1,5 do programa habitacional no mix de projetos. A MRV é a top pick do BTG no segmento de baixa renda. O J.P. Morgan cita que lançamentos e vendas da empresa ficaram um pouco abaixo do esperado.

Para a Tenda, a média das projeções do Bradesco BBI, do J.P. Morgan e do Itaú BBA indica alta de 39,8% no lucro líquido, para R$ 50,3 milhões e aumento de 30,8% da receita líquida, para R$ 467 milhões. Na avaliação do J.P., os resultados da Tenda devem ter se mantido fortes, apesar das restrições nos desembolsos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Bradesco BBI avalia que o fluxo de caixa livre da Tenda deva ser expressivo, ainda que menor do que o do terceiro trimestre. Direcional e Tenda são incorporadoras com as melhores recomendações para o Bradesco BBI.

Para a mineira Direcional, o mercado espera retomada da lucratividade, em decorrência do aumento da participação de unidades do programa habitacional em seu mix. A média das estimativas do Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA e J.P. Morgan para o lucro líquido do quarto trimestre é de R$ 16 milhões, ante a perda de R$ 62 milhões no mesmo período de 2017. É esperada receita líquida média de R$ 351,3 milhões, mais do que o dobro dos R$ 170 milhões de um ano antes. O BTG projeta fluxo de caixa livre de R$ 20 milhões para a Direcional.

Conforme o Itaú BBA, os principais destaques do trimestre devem ser Cyrela, EZTec e Direcional.

A média das estimativas do Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, J.P. Morgan e Morgan Stanley apontam lucro líquido de R$ 86,5 milhões para a Cyrela. Isso representa aumento de 76,5% na comparação anual. Para a receita líquida está previsto alta de 17,4%, para R$ 950,4 milhões. O BTG Pactual estima aumento da margem bruta da Cyrela de 32,2% para 34,6% e geração de caixa de R$ 80 milhões.

EZTec tem lucro líquido médio projetado por Bradesco BBI, BTG Pactual, J.P. Morgan e Itaú BBA de R$ 41,3 milhões, maior 65%. A média das estimativas para a receita líquida é de R$ 147,3 milhões, o que indica alta de 71,2%. O Itaú BBA e o J.P. esperam melhora expressiva da receita e das margens da companhia no trimestre. O Bradesco BBI avalia que a redução dos distratos deve ter contribuído para sólida geração de caixa pela EZTec.

Há expectativa também de melhora do resultado líquido da Even Construtora e Incorporadora por parte Bradesco BBI, BTG Pactual, J.P. Morgan e Itaú BBA. As projeções vão de prejuízo de R$ 75,8 milhões a lucro de R$ 3 milhões. Para a receita, a média das estimativas é de R$ 378,2 milhões, com queda de 6,3%. O Itaú BBA tem expectativa que o desempenho da Even seja afetado, negativamente, por contingências relacionadas à impairments (baixas contábeis) de terrenos e despesas gerais e administrativas mais elevadas. O J.P. avalia que os lançamentos recentes da Even devem ter maior contribuição para a receita a partir deste trimestre.

No caso da Gafisa, o prejuízo líquido médio estimado por Bradesco BBI, BTG Pactual e Itaú BBA é de R$ 123,2 milhões, valor 73% menor do que a perda de R$ 462,6 milhões do quarto trimestre de 2017. A média das projeções indica alta de 9,8% da receita líquida, para R$ 180,8 milhões. O BTG estima que a Gafisa consumiu caixa de R$ 10 milhões no quarto trimestre. O Itaú BBA diz esperar que despesas não recorrentes relacionadas a provisões e baixas contábeis pesem nos resultados da Gafisa.

Fonte: ibrafi.org.br

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São Paulo vê retomada do mercado imobiliário e compras de imóveis aumentam 13%

SÃO PAULO – O mercado imobiliário brasileiro já mostra sinais de recuperação em São Paulo. É o que revelam os Indicadores do Registro Imobiliário divulgado pelo Fipe em parceria com a Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Em 2018, a capital paulista registrou 159.242 transferências de imóveis, sendo 100.025 delas classificadas como compra e venda de imóveis, que incluem registros de compra e venda, cessão de direitos, permuta e arrematação em hasta pública – um aumento de 13,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Para Ricardo Reis, conselheiro em negócios imobiliários e FIIs, com a aprovação da reforma da Previdência e retomada da confiança e do consumo, o Brasil pode voltar a ser a bola da vez no mercado imobiliário.

Os números do levantamento sustentam tal perspectiva. Entre 2012 e 2016, o total anual de transferências registradas recuou de 204,2 mil para 128,5 mil em São Paulo – uma queda de 37%. Por outro lado, entre 2016 e 2018, a quantidade anual de registros apresentou alta de 23,9% na capital, recuperando parte da queda anterior.

Entre todos os tipos de imóveis transferidos, a predominância foi de apartamentos: 55,4% no acumulado no ano.

Rio de Janeiro
Na “cidade maravilhosa”, porém, a recuperação do mercado imobiliário chega a passos mais lentos.

Segundo o levantamento, foram registradas 66.273 transferências de imóveis em 2018 no Rio de Janeiro, sendo 43.004 categorizadas como compra e venda de imóveis – uma queda de 4,6% em relação ao mesmo período em 2017.

Enquanto São Paulo teve alta de quase 24% no total anual de transferências entre 2016 e 2018, a capital fluminense registrou alta de 12,1%. Por outro lado, na comparação com o mês de novembro, o total de transferências teve alta de 16,8% no último mês do ano, contra queda de 3,5% na capital paulista.

Assim como em São Paulo, a predominância também foi de apartamentos entre os demais tipos de imóveis, com participação de 79,7%.

Fonte: infomoney.com.br

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Bancos privados dão impulso a crédito

Os grandes bancos privados assumiram a dianteira no processo de recuperação do crédito – papel que será reforçado neste ano, a julgar pelas estimativas das próprias instituições financeiras. Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil fecharam 2018 com um estoque de empréstimos e financiamentos de R$ 2,253 trilhões, alta de 5,97% em um ano. O crescimento teria sido de 7,94% se excluído o BB dessa conta.

A disparidade confirma o protagonismo que os bancos privados terão na nova etapa do crédito, numa inversão frente ao que se viu há uma década. No governo Dilma Rousseff, BB e Caixa foram usados para financiar um crescimento econômico baseado no consumo, o que penalizou a rentabilidade e o capital dessas instituições.

Para ajustar as contas com o passado, os bancos públicos já vinham perdendo espaço no crédito desde o início do governo Michel Temer, mas num mercado que estava todo em queda. A participação dos estatais no estoque total de crédito, medido pelo Banco Central, foi de 55,8% em 2015 para 51% em dezembro. Com as carteiras das instituições privadas voltando a crescer mais fortemente no último trimestre de 2018, a tendência é que essa fatia se reduza ainda mais. Os planos do governo de Jair Bolsonaro de reduzir as operações com recursos direcionados também devem contribuir para isso.

“Estamos no ciclo de recuperação, agora vamos entrar num ciclo de crescimento”, afirmou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr., após a divulgação dos resultados no fim de janeiro. O tom contrasta com o adotado ontem pelo presidente do BB, Rubem Novaes. “Você pode levar um cavalo ao bebedouro, mas ele só bebe se quiser. Para o crédito, a mesma situação se apresenta”, disse em entrevista a jornalistas.

A explicação do BB para um crescimento mais tímido do crédito, frente aos pares privados, está no saneamento da carteira. O vice-presidente de negócios de varejo do BB, Marcelo Labuto, disse ontem que algumas linhas – como as de micro e pequenas empresas – passam por esse processo de “limpeza”. “Tenho de desembolsar o suficiente para cobrir as operações que estão saindo e ainda crescer”, disse.

Para o executivo, bancos públicos e privados não partem do mesmo ponto. “O BB nunca deixou de atender as necessidades do mercado, enquanto os concorrentes ora saem, ora retornam, o que faz com que as bases de largada sejam diferentes.”

Se o desempenho do BB foi mais fraco no crédito, por outro lado ajudou a engordar os resultados do setor. Os quatro grandes bancos de capital aberto lucraram juntos R$ 73,2 bilhões no ano passado, em termos ajustados. A cifra representa alta de 12,77% em relação a 2017. Sem o Banco do Brasil na conta, o aumento teria sido de 10,84%.

O BB lucrou R$ 13,513 bilhões no ano passado, alta de 22,2%. A estimativa do banco é entregar um resultado entre R$ 14,5 bilhões e R$ 17,5 bilhões em 2019. “Os números resultam da boa administração que me antecedeu, marcada por contração de despesas, progressivo saneamento da carteira de crédito e correta política de alocação e gestão de capital”, disse Novaes.

O BB tinha R$ 697,3 bilhões em operações de empréstimos e financiamentos no fim de 2018, alta de 1,8% em relação a 2017. Para este ano, a instituição projeta crescimento de 3% a 6%.

Ainda assim, a estimativa é bem inferior à apontada pelos concorrentes. O mais animado do quarteto é o Bradesco, que vem demonstrando bastante otimismo com as perspectivas para a economia e espera crescer entre 9% e 13% no crédito neste ano.

O Itaú prevê alta de 8% a 11% em seu portfólio de empréstimos e financiamentos. “O banco está com planos vigorosos de crescimento na carteira de crédito”, disse o presidente do Itaú, Candido Bracher. Isso inclui, segundo ele, uma disposição maior para oferecer linhas de riscos mais elevados. Já o Santander não divulga estimativas, mas vem avançando em ritmo superior ao dos pares. “Ainda vemos espaço para continuar crescendo com rentabilidade neste ano”, disse o presidente do Santander, Sergio Rial, na divulgação de resultados.

Até agora, a retomada do crédito está concentrada nos segmentos de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas. A demanda das grandes companhias ainda é fraca, e parte dela tem sido suprida pelo mercado de capitais.

A expectativa dos bancos, porém, é que haja maior procura das grandes empresas por crédito com a aprovação da reforma da Previdência, cenário que deve levá-las a desengavetar planos de investimentos. “Nas grandes empresas, a demanda já tem melhorado um pouco e poderá melhorar ainda mais quando for aprovada a reforma da Previdência”, destacou Bracher.

No BB, segundo Novaes, as estimativas “modestas” para o crédito poderão ser revisadas caso haja a aprovação de uma reforma da Previdência “muito boa” – o que, para o executivo, hoje é apenas uma “esperança matemática”.

Fonte: ibrafi.org.br

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Com mais confiança e crédito, classe média volta a comprar imóvel

O ano começa animador para o setor imobiliário. A retomada do crédito com recursos da poupança e o aumento expressivo de lançamentos mais caros em 2018 apontam para um retorno das classes médias ao mercado.

Em 2018, o volume financiado para aquisição ou construção de imóveis interrompeu três anos consecutivos de queda e avançou 15%, segundo a Abecip (associação das entidades de crédito imobiliário).

O grande impulso veio do salto de 33% nos valores financiados com recursos da poupança, o SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), para R$ 57,4 bilhões.

O setor vinha sendo sustentado mais pela demanda no programa de habitação popular Minha Casa Minha Vida.

Já com recursos do FGTS, muito usado no MCMV, o crescimento em 2018 foi de só 2%, para R$ 60 bilhões —patamar de desembolso que segue em níveis históricos altos. A projeção da associação, porém, é de queda de 5% neste ano.

“O FGTS foi fundamental nos anos de crise. Mas ele tem uma característica de fundo, de recursos limitados. O SBPE volta a ter o papel que sempre teve no mercado, de puxá-lo, ainda que sobre uma base baixa”, afirmou Gilberto Duarte de Abreu Filho, presidente da Abecip, ao divulgar os resultados do setor.

No auge, em 2014, os desembolsos do SBPE chegaram a R$ 113 bilhões.

Cristiane Magalhães, diretora de crédito imobiliário do Itaú Unibanco, diz ser positivo ver o avanço do mercado em um segmento “mais livre”. “É um movimento mais natural e menos induzido”, afirma.

O financiamento imobiliário no banco subiu 5,8% em 2018.

Para este ano, a Abecip projeta mais um crescimento de 20% do SBPE, a R$ 69 bilhões.

“Essa é uma estimativa diante de um cenário intermediário de incerteza. Não sabemos se as reformas serão aprovadas”, disse Abreu Filho.

Ele se refere especialmente à reforma da Previdência, considerada pelo mercado financeiro passo fundamental para um ajuste fiscal do país.

A perspectiva de que as contas públicas entrem nos eixos ajudou a derrubar os juros de longo prazo, medida importante para a composição das taxas imobiliárias nos bancos.

Há cerca de seis meses, antes das eleições, contratos com vencimento em 2029, por exemplo, tinham taxas a 12%. Hoje, estão em 9%.

“Vai fazer muita diferença para o mercado o que acontecer com essas taxas. Se as reformas passarem, elas vão cair e o apetite dos bancos e de toda a economia aumentam”, disse o presidente da Abecip.

Lançamentos – Os dados da associação consideram crédito para a compra de imóveis prontos. Mas o crescimento expressivo de lançamentos voltados para a média e a alta rendas indica que incorporadores já antecipam alta da demanda também nos estandes de vendas.

Lançamentos para essa faixa avançaram 54% nos 12 meses até novembro, último dado da Abrainc (associação das incorporadoras), na comparação com igual período de 2017. Os lançamentos dentro do MCMV subiram menos, 24%, mas ainda são 75% das novas unidades no mercado.

Mirella Parpinelli, diretora da imobiliária Lopes, apontou que o mercado destravou  em outubro, após a eleição.

“O ano começou com os desafios de muitos feriados, Copa, indefinição política. Mas sabíamos que, dependendo do resultado da eleição, o mercado ia reagir. Animou mais do que imaginávamos”, afirmou.

Segundo ela, a imobiliária vendeu 100% mais no último trimestre do ano e dobrou seu faturamento, na comparação com os três meses finais de 2017. “O impulso veio das classes média e alta. Até o terceiro trimestre, o ticket médio do comprador era de R$ 540 mil, mas no três meses seguintes foi para R$ 705 mil”.

Abecip espera que um bom desempenho da poupança em 2019 estimule ainda mais essa fonte de crédito. O saldo dos recursos aplicados no SBPE atingiu R$ 618,1 bilhões em 2018, segundo a associação, que projeta um crescimento de 11% para 2019.

“Já coloca um compromisso nos bancos, uma pressão para financiar mais em 2019”, disse Abreu Filho.

Para Magalhães, do Itaú, a maior disponibilidade de dinheiro para emprestar é um incentivo. Ela destacou também mudanças que entraram em vigor em janeiro que ajudam a flexibilizar o uso, pelos bancos, de recursos da poupança para financiamento imobiliário.

Além disso, a combinação de inflação e juros baixos, benéfica para o setor, que vigorou ao longo de 2018 deve perdurar.

Foi de olho nisso que o bancário Raphael Messagi, 24, decidiu trocar uma casa da família em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, pelo seu primeiro apartamento próprio —uma unidade de um quarto no Ipiranga (na zona sul da capital paulista), que deve ser entregue em 2020.

“Eu procurei bastante. Esperei para ver a questão das taxas. Com a Selic [taxa básica de juros] baixa, vi que não havia previsão de elas subirem tão cedo e achei que era a hora de comprar”, disse.

O juro médio do financiamento imobiliário chegou a 9,5% ao ano em dezembro, segundo o Banco Central —e pode ser próximo de 8% em grandes bancos, dependendo do cliente.

A competição aumentou, as taxas caíram. Não vejo perspectiva para cederem mais, mas também não devem subir”, disse Magalhães.

Segundo Abreu Filho, hoje há políticas e preços semelhantes aos melhores momentos do crédito imobiliário no país. “Se não estamos fazendo ainda mais crédito é porque, de fato, estamos esperando o cliente ter mais coragem e ir para o balcão de venda”.

“A volta da confiança do consumidor é fundamental para uma aquisição de longo prazo como um imóvel”, disse Felipe Cunha, diretor de incorporação da Living, braço da Cyrela.

Para isso, o mercado de trabalho precisa avançar. A taxa de desemprego ficou estável em 2018, a 11,6%, mas o país ainda fechou o ano com 12,1 milhões de pessoas sem trabalho.

“Este ano já demonstra um aquecimento muito mais intenso. Mas o volume mais forte [de compra] deve vir a partir do momento em que os índices de desemprego caírem”, disse Emilio Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec.

Por parte dos empresários, a cautela é maior. O índice de confiança geral da construção ficou estável em janeiro na comparação com dezembro, mas o segmento de edificações avançou.

“Começamos a ter um pouco de luz. Para este ano, a lei dos distratos ajuda bastante”, disse Milton Bigucci, presidente da MBigucci. O texto regulamentou multa de até 50% do valor já pago pelo consumidor que desistir da compra do imóvel.

Focada na classe média, a incorporadora segurou lançamentos nos últimos anos e investiu R$ 120 milhões em terrenos na capital paulista e região metropolitana para garantir novos empreendimentos por mais de uma década.

Mas, dizem especialistas, a combinação de aumento da demanda, com consequente queda de estoques, e o baixo ritmo de construção nos últimos quatro anos deve elevar o preço dos imóveis, principalmente nas grandes capitais.

Fonte: ibrafi.org.br

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Índice FipeZap encerrou janeiro com variação positiva

O Índice FipeZap de Venda Residencial encerrou o mês de janeiro de 2019 com variação de +0,13% na comparação com o mês anterior. O percentual é inferior à inflação esperada para o mês, de +0,38% (IPCA/IBGE), segundo aponta o Boletim Focus do Banco Central do Brasil*. Com isso, o preço médio de venda de imóveis residencial encerraria o mês com queda real (-0,25%). Entre as 16 capitais monitoradas pelo Índice FipeZap, Curitiba apresentou a maior elevação de preço no mês (+1,27%), enquanto Campo Grande registrou a maior queda (-1,53%).

O Índice FipeZap de Venda Residencial encerrou o mês de janeiro de 2019 com variação de +0,13% na comparação com o mês anterior. O percentual é inferior à inflação esperada para o mês, de +0,38% (IPCA/IBGE), segundo aponta o Boletim Focus do Banco Central do Brasil*. Com isso, o preço médio de venda de imóveis residencial encerraria o mês com queda real (-0,25%). Entre as 16 capitais monitoradas pelo Índice FipeZap, Curitiba apresentou a maior elevação de preço no mês (+1,27%), enquanto Campo Grande registrou a maior queda (-1,53%).

Nos últimos 12 meses, o Índice FipeZap acumula ligeiro recuo nominal (-0,06%), resultado que o coloca o preço médio de venda de imóveis residenciais perto da estabilidade no período. Como a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 3,76%, segundo o IPCA (IBGE), a variação real do Índice FipeZap no período é de -3,70%, indicando queda do preço médio de imóveis residenciais. Entre as capitais monitoradas, Curitiba novamente se destaca com o maior aumento nominal de preço no período (+4,41%), sendo, inclusive, a única capital a superar a inflação do período. Por outro lado, Maceió apresenta entre as demais capitais a maior queda de preços acumulada nos 12 meses encerrados em janeiro de 2019 (-5,32%).

O preço médio do m² em janeiro de 2019 foi de R$ 7.174 entre as 50 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap. O município do Rio de Janeiro se manteve como a capital com o preço do m² mais elevado (R$ 9.474/m²), seguida por São Paulo (R$ 8.831/m²) e Brasília (R$ 7.243/m²). Já entre as capitais monitoradas com menor valor médio de venda residencial por m², destacaram-se: Campo Grande (R$ 4.070/m²), Goiânia (R$ 4.214/m²) e Maceió (R$ 4.562/m²).

Fonte: http://investimentosenoticias.com.br

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Perspectivas para o mercado imobiliário em 2019

Este Ano deve ser o ano da retomada do mercado imobiliário no Brasil. Recentes levantamentos do setor indicam um viés de alta nos últimos meses de 2018. A esperança é que a nova equipe econômica do Governo Federal consiga ajustar as contas públicas, gerar mais empregos, melhorar a renda do trabalhador e manter a tendência de queda dos juros aplicados nos financiamentos de imóveis.

O mercado imobiliário possui um ciclo composto por quatro fases: expansão, excesso, recessão e recuperação. Após a crise que assolou o mercado imobiliário no começo desta década, entramos na fase da recuperação no segundo semestre de 2017. Desde então, o setor passou a demonstrar melhoras gradativas e substanciais, em especial nas vendas, que cresceram cerca de 10% neste ano.

Devido a diversos fatos, entre os quais se pode destacar a queda da inflação, a diminuição da taxa de juros e de financiamento, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, a iminente regulação do distrato e ainda as definições políticas nos cenários estaduais e federal, o mercado imobiliário tem notado um significativo aumento no índice de confiança de empresários e consumidores.

Prova disso é que houve um aumento de 52% no número de unidades comercializadas na cidade de São Paulo de janeiro a junho de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017, melhor resultado desde o início da crise em 2013. Outro exemplo que demonstra a reação do mercado imobiliário é que o lançamento de novos projetos cresceu 30% no terceiro trimestre deste ano e, segundo corretores e investidores, a movimentação cresceu ainda mais depois das eleições.

Esse ambiente tem criado expectativas bastante positivas para o setor em 2019. Segundo dados, sinais, indicadores e sobretudo especialistas, deveremos entrar em um período de normalidade econômica. Com isso, a tendência é de crescimento para o próximo ano, ainda mais considerando que teremos a entrada em vigor de algumas novidades, como o aumento do teto para a compra de imóvel com FGTS para R$ 1,5 milhão e a ampliação do Programa Minha Casa Minha Vida.

Ao que tudo indica, 2019 deve ser um bom ano para quem quer vender ou comprar um imóvel e também para quem quer investir no mercado, seja no setor residencial, cuja tendência são imóveis compactos com infraestrutura e a locação por temporada, seja no setor comercial, no qual as empresas têm apostado em um conceito mais colaborativo, com espaços mais amplos e menos divididos, seja ainda em fundos imobiliários, que voltam a ser uma boa opção de investimento.

Fonte: adimplente.jusbrasil.com.br

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Mercado imobiliário entra na mira de brasileiros e estrangeiros que residem fora do país

Investir no país de origem e ainda ter a possibilidade de ver o patrimônio crescer é um ótimo negócio. Grande parte dos brasileiros que mora fora do país está tendo, neste momento, uma possibilidade real de investimento seguro e rentável. É o que afirma Leirson Cunha, diretor-executivo de marketing da Netimóveis e vice-presidente das corretoras de imóveis da CMI-Secovi/MG.

Ele explica que o mercado imobiliário brasileiro passa por um momento único, ideal para investimentos, e essa oportunidade já entrou no radar dos brasileiros ou estrangeiros que residem fora do país. O executivo, que acaba de voltar dos Estados Unidos, foi convidado para ministrar uma palestra em Boston (EUA) para brasileiros interessados em investir no Brasil. Ele conta que, na oportunidade, dezenas de pessoas tiveram a oportunidade de participar do encontro. “Muitos brasileiros que moram fora pensam em investir no Brasil, mas acabam não tendo ideia do que fazer com o dinheiro. Há um sentimento de otimismo com o cenário econômico brasileiro. O número de consultas tem crescido a cada dia”, garante o especialista.

 Leirson conta que o ano já começou com boas notícias no quesito valorização. “O preço nominal médio dos imóveis residenciais em 10 capitais brasileiras subiu 0,64% em 2018. Com isso, os preços no mercado imobiliário voltaram para o campo positivo após fechar em queda por três anos consecutivos: 2017 (-0,60%), 2016 (-2,26%) e 2015 (-0,20%). Segundo ele, os dados foram divulgados na segunda-feira, 21 de janeiro, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), cuja pesquisa considera os valores de imóveis vendidos por meio de financiamento bancário.

 A pesquisa mostrou que, em 2018, oito das 10 capitais pesquisadas tiveram alta nos preços: Belo Horizonte (0,27%), Brasília (0,29%), Porto Alegre (0,40%), Goiânia (1,14%), Curitiba (1,17%), São Paulo (1,31%), Fortaleza (1,31%) e Salvador (1,33%). Na contramão, houve queda dos preços no Rio de Janeiro (-1,49%) e em Recife (-0,22%).

 Leirson ressalta que a realidade de hoje, com o dólar ainda em patamares elevados, representa uma oportunidade segura e rentável. “Aquelas pessoas que conhecem um pouco do mercado de ações sabem que se compra na baixa e se vende na alta e, no mercado imobiliário, não é diferente”, alerta. De acordo com o executivo, a hora agora é aproveitar o poder de compra e investir o quanto antes. “Com a melhora da economia, a valorização dos imóveis é certa”, garante.

 Ele explica que as taxas de juros também são fatores que contribuem para que este seja um momento tão especial no mercado imobiliário. Em 2018, o Banco Central fez o maior corte de juros dos últimos cinco anos. Com as sucessivas quedas das taxas, o financiamento imobiliário se torna cada vez mais atrativo e facilitado. “Se fizermos comparação com os anos anteriores, a disputa pelo mercado imobiliário aumentou muito e isso fez com que os bancos brasileiros baixassem suas taxas para se tornar mais competitivos.”

 PLATAFORMA –  Com base em dados coletados na plataforma imobiliária, a Netimóveis confirma uma evolução significativa do mercado entre 2016 e 2018 – reforçando as expectativas positivas para 2019. “As consultas ao site aumentaram 70% nos últimos dois anos. Além disso, a nossa carteira de imóveis aumentou 27% e já supera em 2019 a marca dos 100 mil imóveis em ofertas únicas (venda e locação), sem repetição”, garante o executivo.

 Ele ressalta ainda que a Netimóveis cresceu 53% em atuação de 2016 para 2018. “Saltamos de 229 para 351 cidades, nas quais compartilhamos negócios na América do Sul. E, em 2018, inauguramos nossa primeira unidade internacional na Europa, a Alphasul Netimóveis, na região de Algarve, em Portugal. Isso só confirma a melhora significativa do mercado e a nossa visão de um crescimento ainda maior para este ano”, acredita Leirson.

Fonte: ibrafi.org.br

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Bradesco espera alta mais forte no crédito

Otimista com as perspectivas para a economia, o Bradesco espera um crescimento de 9% a 13% em sua carteira de crédito neste ano. Se confirmado, será o ritmo mais forte desde 2013, o que ajudou a elevar as ações do banco ontem à máxima histórica.

Sinais dessa melhora já começaram a aparecer no ano passado, quando o volume de empréstimos e financiamentos aumentou 7,8%. O banco fechou dezembro com R$ 531,615 bilhões em seu portfólio total de crédito. “Estamos trocando um ciclo de recessão por um ciclo de recuperação e agora vamos iniciar um ciclo benigno de crescimento”, afirmou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr.

Mais forte, o crédito voltou a ser um dos motores do resultado do banco no quarto trimestre. O Bradesco teve lucro líquido de R$ 5,83 bilhões no período em termos ajustados, superando em 19,9% a cifra alcançada entre outubro e dezembro de 2017. O número veio acima das projeções de analistas. Em todo o ano passado, o lucro cresceu 13,4%, para R$ 21,564 bilhões.

O maior volume de operações e uma mudança na composição da carteira – com mais foco no varejo – ajudaram a atenuar o impacto da queda dos spreads médios no quarto trimestre. Spread é a diferença entre a taxa que o banco paga e a que cobra dos clientes.

De acordo com Lazari, será preciso ganhar ainda mais escala no crédito neste ano para compensar a tendência de compressão da margem. “Temos absoluta consciência de que a queda dos spreads é algo que está dado, vai continuar acontecendo.”

Os segmentos de pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas, que já vinham crescendo, devem continuar liderando a expansão da carteira do banco neste ano. Porém, a demanda de grandes empresas pode finalmente voltar a crescer caso o governo avance na agenda de reformas e privatizações ao longo do primeiro semestre.

Mesmo com uma perspectiva mais forte para os ativos, o Bradesco sinalizou uma nova rodada de queda no risco de inadimplência. O banco espera que as despesas com provisões contra calotes fiquem entre R$ 11,5 bilhões e R$ 14,5 bilhões em 2019. Isso significa que, no pior cenário, ficam no mesmo patamar do ano passado em termos absolutos, mas com uma carteira de crédito muito maior.

“A originação das novas safras de crédito tem mostrado bom desempenho e ainda há espaço para uma melhora marginal na inadimplência”, afirmou o diretor de relações com o mercado, Carlos Firetti, em teleconferência com analistas. “A normalização do custo de crédito ainda não está concluída.”

O banco fechou 2018 com índice de inadimplência de 3,51%, queda de 0,12 ponto percentual no trimestre e de 1,19 ponto em 12 meses. A combinação entre a perspectiva de crescimento das operações e a queda no risco levou as ações preferenciais do Bradesco à maior cotação da história. Os papéis fecharam o dia com alta de 5,65%, a R$ 45,26. “O Bradesco parece estar avançando em um novo ciclo de crédito”, escreveram analistas do UBS em relatório a clientes.

Se conseguir deter a pressão sobre a margem financeira, reduzir o custo de crédito e controlar o crescimento das despesas, o banco pode “facilmente” ultrapassar um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) de 20%, diz análise do Goldman Sachs.

O Bradesco gerou um retorno de 19,7% no quarto trimestre, ante 18% no mesmo período do ano anterior. A rentabilidade ficou em 19% no ano passado. No início de 2018, o banco perdeu para o Santander a marca de segunda maior rentabilidade entre os grandes bancos – o Itaú Unibanco lidera. O Santander gerou retorno de 21,1% no quarto trimestre e de 19,9% no ano todo. Desde então, o Bradesco vem tentando reagir com uma série de medidas – entre elas, uma reorganização administrativa anunciada neste mês para tornar sua estrutura mais ágil.

Lazari disse que há espaço para melhora na rentabilidade, embora não tenha traçado uma meta. “Retorno não é uma corrida de Usain Bolt, de 100 metros. É uma corrida de longo prazo”, afirmou.

Fonte: ibrafi.org.br

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Bradesco ultrapassa a Caixa e lidera concessão de crédito imobiliário no Brasil

Os bancos privados assumiram as rédeas do crédito imobiliário, considerando apenas as linhas de financiamentos com recursos originados nas cadernetas de poupança, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) nesta quarta-feira, 30.

Em 2018, o Bradesco liderou a concessão de financiamentos para a compra e a construção de moradias no Brasil, com empréstimos que totalizaram R$ 15,1 bilhões, Já em 2017, o banco fechou o ano na terceira posição, com R$ desembolsos de R$ 7,8 bilhões.

A Caixa Econômica Federal – conhecida por ser o banco da habitação – ficou em segundo lugar em 2018, atingindo R$ 13,2 bilhões em financiamentos. No ano anterior, a estatal liderou o ranking, com R$ 16,4 bilhões em empréstimos nessa categoria.

O Itaú Unibanco chegou em terceiro lugar em 2018, com R$ 12,1 bilhões. No ano anterior, ficou em segundo lugar, com R$ 8,5 bilhões. O Santander Brasil se manteve na quarta colocação, com R$ 10,2 bilhões, ante R$ 6,2 bilhões. E o Banco do Brasil também manteve sua quinta colocação no ranking, com R$ 5,1 bilhões, ante R$ 2,7 bilhões.

Para 2019, a dinâmica do mercado não deve passar por mudanças significativas, estimou o presidente da Abecip, Gilberto Duarte. Ele lembrou que nos últimos anos, os bancos públicos, especialmente a Caixa, passaram a focar no mercado imobiliário destinado às pessoas de média e baixa renda. Este setor é enquadrado no Minha Casa, Minha Vida e conta com crédito subsidiado por recursos do FGTS, que não são operados pelos bancos privados. “O mercado deve continuar assim”, previu.

Duarte ressaltou que, nas linhas com recursos da poupança, os bancos públicos já vêm operando dentro das condições de mercado, sem incentivos artificiais, há cerca de três a quatro anos. “Os bancos públicos não precisam de subsídio para competir. Eles têm capacidade e competência para isso”, avaliou.

Nesse sentido, ele disse considerar “normal” e “nada estranho” o discurso recente do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de que a estatal vai praticar juros de mercado. “Na verdade, a prática já era essa. E ela tem condições de competir assim”, acrescentou.

Crédito imobiliário – Os financiamentos para a compra e a construção de imóveis totalizaram R$ 117 bilhões em 2018, aumento de 15% em comparação com 2017, de acordo com dados também divulgados pela Abecip. O desempenho ficou em linha com as expectativas da associação, que previa um crescimento na ordem de 15% a 17% para os desembolsos no ano.

Os empréstimos com recursos da poupança (SBPE) alcançaram R$ 57,4 bilhões em 2018, alta de 33%, enquanto o crédito com recursos do FGTS bateu em R$ 60 bilhões em 2018, crescimento de 2%.

No caso da linha com recursos da poupança, foi registrado aumento de 35% nos empréstimos para compra de imóveis usados e alta de 26% para unidades novas. A pesquisa mostrou também que os desembolsos desta linha para financiar a construção de imóveis (crédito destinado à empresas) teve alta de 43% em 2018, e para compra de imóveis (pessoas físicas) teve expansão de 30%.

Taxas devem ficar estáveis – As taxas de juros do financiamento imobiliário tendem a permanecer estáveis ao longo do ano, com possibilidade de oscilações para cima ou para baixo de acordo com a evolução da economia brasileira, especialmente de acordo com o desfecho das reformas estruturais, como da Previdência, disse também o presidente da Abecip, Gilberto Duarte.

O executivo explicou que as taxas praticadas no financiamento imobiliário levam em consideração principalmente as expectativas econômicas de longo prazo, pois os empréstimos tem duração de até 35 anos. “A taxa de juros do longo prazo pode cair se reformas forem aprovadas. Aí, a tendência de todos os setores, inclusive dos bancos, é de maior confiança nos financiamentos, e os juros podem cair”, disse. Duarte ressaltou ainda que os juros do crédito imobiliário já estão em níveis baixos e semelhantes ao do período anterior à crise.

Em relação à demanda, o presidente da Abecip disse ter a expectativa de que a indústria da construção residencial vá reagir mais fortemente neste ano. “Assim como viu em 2018, o mercado deve crescer, com mais lançamentos, e maior demanda por crédito”, estimou. Já entre as pessoas físicas, também tem havido uma reação, porém gradual, de acordo com melhoria da economia e da redução do desemprego, disse.

Mudança de perfil – O mercado de crédito imobiliário deve passar por uma mudança em seu perfil de funding neste ano. Os financiamentos com recursos da caderneta de poupança devem superar os financiamentos das linhas com dinheiro proveniente do FGTS em 2019, uma situação que não ocorria desde 2015.

O crédito para a compra e a construção de imóveis no País deve atingir R$ 126 bilhões em 2019, de acordo com estimativa da Abecip.

As previsões apontam que os financiamentos com recursos originados nas cadernetas de poupança devem atingir R$ 69 bilhões, enquanto os empréstimos com dinheiro do FGTS devem somar R$ 57 bilhões, recuo de 5%.

O presidente da Abecip, Gilberto Duarte, destacou que a poupança voltou a apresentar um desempenho positivo, com mais depósitos do que saques, consolidando um cenário de captação positiva que tende a continuar ao longo dos próximos trimestres. O saldo das cadernetas chegou a R$ 618 bilhões em 2018, montante 10% maior do que em 2017.

“O ano de 2018 foi bastante forte para as cadernetas de poupança”, disse Duarte. “E o cenário econômico está mais favorável, com avanço do PIB, queda do desemprego e taxa de juros baixa, o que faz a poupança ser uma aplicação mais interessante”, pontuou.

Duarte afirmou que a disponibilidade de recursos para a compra e a construção de moradias é saudável e não preocupações em torno da falta de dinheiro para o setor no curto a médio prazo. “São recursos suficientes para financiar a construção”.

O presidente da Abecip destacou também o início das emissões das Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs) no último ano, formando um estoque de R$ 2 bilhões. Segundo o executivo, essa carteira pode vir a atingir “dezenas de bilhões de reais” no curto prazo, considerando a segurança do instrumento e o apetite dos bancos. “As LIGs vão crescer e ocupar uma parcela importante do mercado”, estimou.

Abecip também está conversando com o Banco Central para flexibilizar as aplicações em LIGs por estrangeiros. Hoje, investidores de fora do País precisam abrir uma conta no Brasil para a negociação das LIGs. O objetivo da Abecip é permitir que as aplicações possam ser feitas mesmo do exterior e em moeda estrangeira. Como as taxas de juros praticadas no Brasil são mais altas, a flexibilização das regras poderia abrir as portas para a entrada de um volume elevado de recursos, disse Duarte. Segundo ele, não há prazo para um desfecho dessas discussões, mas o Banco Central tem se mostrado cooperativo.

Fonte: ibrafi.org.br