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Preços e aluguéis de imóveis comerciais ficam estáveis em fevereiro, mostra

Os preços de venda e os aluguéis dos imóveis comerciais ficaram praticamente estáveis em fevereiro, conforme pesquisa do Índice FipeZap de Venda e Locação Comercial.

Segundo o índice, o preço médio de venda de imóveis comerciais encerrou o mês de fevereiro de 2019 próximo da estabilidade, com ligeira alta de 0,03%, resultado similar ao observado no preço médio de locação comercial, com ligeira queda de 0,03% no mesmo período.

Os preços não acompanharam, portanto, a inflação do mês medida pelo IPCA do IBGE, que subiu 0,43% no último mês, enquanto o IGP-M, da Fundação Getulio Vargas (FGV), normalmente usado no reajuste dos contratos de locação, registrou alta de 0,88% .

Nos últimos 12 meses, o preço médio de venda de imóveis comerciais acumula queda nominal, de -3,47%, enquanto os aluguéis recuaram no período -2,06%. A inflação no período acumulou alta de 3,89%, segundo o IPCA, e de 7,60%, de acordo com o IGP-M.

Nos últimos 12 meses preço média de venda de imóveis recuaram – Em fevereiro, entre as cidades monitoradas pelo Índice FipeZap Comercial, Brasília foi a que apresentou a maior elevação de preço de venda (+0,91%), enquanto Salvador liderou a alta na locação (+0,74%). Já em 12 meses, Campinas foi a única a apresentar alta no preço nominal de venda de imóveis comerciais (+0,68%), enquanto, no caso das salas comerciais destinados à locação, os preços apresentaram alta nominal em 4 cidades: Curitiba (5,51%), Salvador (+5,34%), Porto Alegre (+0,72%) e Brasília (+0,11%).

O preço médio de locação comercial em fevereiro nas cidades monitoradas pelo Índice FipeZap foi de R$ 8.886/m2, no caso de imóveis comerciais à venda, e de R$ 37,44/m2, no caso de imóveis para locação. Entre as cidades monitoradas, Rio de Janeiro se manteve como aquela com o preço de venda de imóveis comerciais mais elevado em fevereiro (R$ 10.222/m2), enquanto São Paulo se destacou com o maior valor médio para locação do segmento comercial (R$ 44,28/m2).

Parte inferior do formulário – Quanto à rentabilidade do aluguel comercial, ou seja, o preço médio de locação dividido pelo preço médio de venda dos imóveis comerciais, houve ligeiro aumento frente ao patamar observado em dezembro de 2018. O retorno médio do aluguel comercial (anualizado) foi de 5,23% em fevereiro de 2019, superando a rentabilidade do aluguel residencial para o mesmo período (4,50%), bem como o retorno médio real de aplicações financeiras de referência.

Fonte: ibrafi.org.br

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Programa impulsionou a expansão de incorporadoras

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida foi importante catalisador de crescimento para incorporadoras como MRV Engenharia, Tenda e Direcional Engenharia nos últimos dez anos. Essas empresas já atuavam na baixa renda, mas o programa contribuiu para que ganhassem escala, aprimorassem processos, passassem a repassar, no momento da venda, os recebíveis dos clientes para os bancos parceiros e se tornassem geradoras de caixa.

“O Minha Casa representa, hoje, dois terços do mercado. Para as empresas de baixa renda, o mercado estaria limitado sem o programa”, diz o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. Segundo pesquisa do portal Zap, 56% dos apartamentos lançados na cidade de São Paulo, em 2018, foram enquadrados no programa.

Em 2018, a MRV lançou 41.195 unidades, 75% acima do volume de 2008, último ano antes do anúncio do programa. Para efeito de comparação, em 2008, 52% das unidades lançadas pela incorporadora tinham financiamento enquadrado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), parcela que foi de 97% no ano passado. Entre 2008 e 2018, o volume lançado pela Direcional, aumentou 97%, para 10.572 unidades.

“MRV, Tenda e Direcional usam pouco capital de giro, compram terrenos por permuta e têm estrutura de financiamento que permite o repasse na planta de forma relevante. As empresas puderam crescer e ficar menos alavancadas por causa do Minha Casa”, diz um analista setorial, ressaltando que a MRV (maior operadora do programa, com atuação principal na faixa 2) conseguiu montar estrutura de gestão de obras em todo o país.

Nos últimos anos, a companhia fundada por Rubens Menin se tornou a maior incorporadora do país, superando a tradicional Cyrela. “Sempre trabalhamos com habitação popular. Em 2007, tivemos o maior IPO [lançamento inicial de ações] do setor, em que levantamos R$ 1,2 bilhão. Depois, fizemos um ‘follow-on’ [oferta subsequente] de R$ 800 milhões. Teríamos crescido com ou sem Minha Casa, Minha Vida se fosse mantido o modelo anterior”, diz Menin.

O fundador do MRV ressalta que a habitação de baixa renda já contava com recursos do FGTS para a população com renda de até dez salários mínimos antes de o programa ser lançado em 2009. “O governo do PT criou a marca Minha Casa, Minha Vida e aprimorou o que havia, mas o FGTS sempre teve o papel de financiar a habitação popular”, afirma o presidente da Direcional, Ricardo Ribeiro.

Para Menin, o principal ponto positivo do Minha Casa, Minha Vida foi sua elaboração “com a participação da iniciativa privada, que sempre esteve na mesa para conversar”. O Minha Casa foi elaborado por representantes do governo e da MRV, Gafisa (que havia comprado a Tenda), Cyrela, RNI Negócios Imobiliários (que se chamava Rodobens Negócios Imobiliários), Rossi Residencial, PDG Realty e WTorre entre os últimos meses de 2008 e março de 2009. “Qualquer país precisa de um programa de habitação popular. É uma atividade que gera emprego e desenvolvimento econômico”, diz Menin.

O presidente da Tenda, Rodrigo Osmo, destaca que o Minha Casa “supre moradias para uma classe social que não tem alternativa” e resulta em superávit para a União. Segundo a Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em 2018, o superávit gerado pelas faixas 1,5, 2 e 3 foi de R$ 8 bilhões, considerando-se a arrecadação de R$ 8,9 bilhões em impostos diretos e indiretos e subsídios de R$ 900 milhões do Orçamento Geral da União (OGU).

“Em dez anos, o programa representou geração de empregos e impostos, o que aqueceu a economia, a infraestrutura, a segurança e a saúde pública, além de possibilitar financiamento a famílias”, diz o diretor de Relações Institucionais da Cury, Ronaldo Cury. A Cury – da qual a Cyrela tem 50% de participação – teve mais de 45 mil unidades contratadas pelo programa.

“Com pontos a serem corrigidos, o Minha Casa, Minha Vida é um dos programas habitacionais mais bem conduzidos do mundo”, diz Ribeiro. Em 2018, as faixas 2 e 3 responderam por 87% dos lançamentos da Direcional. A faixa 1 chegou a 60% da receita da Direcional, mas com a forte redução de contratações do segmento, ocorrida a partir 2015, as faixas 2 e 3 ganharam participação.

Para Mauro Bastazin, copresidente da HM Engenharia – incorporadora do grupo Camargo Corrêa com foco na baixa renda -, o programa tem de ser melhorado, mas não se pode prescindir dele. “É um projeto de estado, não de governo, que não pode ser descontinuado”, diz Bastazin. A HM atua, principalmente, nas faixas 2 e 3.

Mas operar no Minha Casa também tem desafios para as empresas, como margens apertadas e oscilações decorrentes dos momentos de inconstância na liberação de recursos do FGTS e do Tesouro Nacional. “A principal fragilidade é a sustentabilidade do FGTS. É difícil para as empresas soltar as amarras sem confiança de que haverá recursos disponíveis para financiar o setor lá na frente”, conta Osmo.

O não entendimento preciso de como operar recursos do FGTS, de se relacionar com a Caixa Econômica Federal , lançar produtos para a baixa renda e atuar em um segmento de giro elevado e margens baixas foram os fatores que levaram empresas que não atuavam no segmento a “ficar pelo caminho” na tentativa de atuar no Minha Casa, Minha Vida, segundo um analista setorial. Há pouco mais de um ano, tem havido novo movimento de retorno ao programa por incorporadoras com presença nas rendas média e alta.

O baixo retorno sobre patrimônio (ROE) – relação entre o resultado líquido e o patrimônio líquido – das incorporadoras que atuam no programa é outra dificuldade. “O ROE é inferior ao custo de capital que as empresas têm para operar”, diz Ribeiro. Os preços médios dos imóveis inferiores aos demais contribuiu para o aumento do volume vendido pelas participantes, mas resultaram também em margens pressionadas. “O grande desafio do setor é entregar rentabilidade”, afirma Ribeiro.

O presidente da Tenda ressalta que a receita das incorporadoras de baixa renda é deteriorada pela inflação, pois os preços dos imóveis não são ajustados pelo programa, apesar das altas dos insumos. Em 2018, a Tenda obteve ROE de 17%, ante 9,7% de 2017. Foi a primeira vez em que esse retorno ficou acima do custo de capital que a empresa tem para operar. “Ao longo de dez anos, a Tenda não entregou o retorno aceito pelos acionistas”, diz Osmo.   

Fonte: ibrafi.org.br

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Com futuro indefinido, Minha Casa faz dez anos

O programa Minha Casa, Minha Vida, que completa dez anos na próxima segunda-feira, vive momento de indefinição com a mudança de governo, mais reticente à concessão de subsídios para estimular setores econômicos, e forte crise fiscal. O que conta a favor do principal programa habitacional do país é ter permitido, desde sua criação, o acesso de mais de 5,5 milhões de famílias à casa própria e estimulado o interesse do setor privado por moradias de interesse popular, ou seja, que atendem ao público de menor renda. Mas, para potencializar os resultados, o governo precisa dar respostas aos principais problemas, como a falta de projetos de qualidade, principalmente, para a faixa 1, e de infraestrutura em locais onde parte dos empreendimentos são instalados, a invasão de imóveis vazios e a retomada das obras paradas em um cenário de recursos escassos.

Lançado em março de 2009 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa, Minha Vida atende, atualmente, a famílias com renda de até R$ 9 mil. Pelos critérios do programa, quanto menor o orçamento familiar, maior o subsídio concedido pelo governo federal. Para famílias com renda de R$ 1,8 mil (faixa 1), por exemplo, o subsídio é correspondente a quase 100% do valor do imóvel e é bancado pela União. Para outras faixas, é oferecido financiamento com um desconto menor. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) custeia 90% desse subsídio e 10% é de responsabilidade da União.

Segundo balanço feito pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) a pedido do Valor, da criação do programa ao fim de 2018, foram contratadas 5,567 milhões de unidades e entregues 4,087 milhões. O programa atingiu seu pico de contratações em 2013 (912.407 unidades), sendo 537.185 para a chamada faixa 1.

A proposta de orçamento original do programa para este ano é a menor desde a sua criação, ao somar R$ 4,6 bilhões. O orçamento pode subir por meio de emendas parlamentares. Segundo fontes, esses recursos serão suficientes apenas para o governo bancar obras paradas ou que estão em execução dos imóveis da faixa 1.

Conforme o ministério, para garantir a execução do programa em 2019, a União deve discutir na chamada junta de execução orçamentária o cronograma de desembolsos e acabou com o limite mensal de pagamento a partir a partir deste mês. No início do ano, foram liberados R$ 100 milhões para o FGTS, que atende às faixas 1,5, 2 e 3 do Minha Casa, e outros R$ 200 milhões para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), responsável pelo faixa 1, para garantir o funcionamento do programa.

O ministério informou, por meio de nota, que o programa é prioridade do governo do presidente Jair Bolsonaro e que a pasta tem trabalhado no aperfeiçoamento da Política Nacional de Habitação, buscando integrar o Minha Casa às demais diretrizes do governo. “O objetivo é focar na qualidade do ambiente construído e em estratégias acopladas ao desenvolvimento, para atender às necessidades da população beneficiada”, declarou o MDR, sem fornecer detalhes.

Em janeiro e parte de fevereiro ano, houve mais dificuldade nas contratações e nos repasses dos recebíveis dos clientes para os bancos em decorrência de impactos da mudança de governo, como a incorporação do Ministério das Cidades pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. Segundo incorporadoras que atuam no programa, a partir de meados de fevereiro, os repasses melhoraram em relação a janeiro, e a expectativa é de volta à normalidade já neste mês.

As contratações do Minha Casa, Minha Vida começaram a desacelerar e mudar o foco (para famílias com renda um pouco maior) entre 2015 e 2016 com a deterioração das contas públicas e a demora na regulamentação da segunda etapa do programa no governo da então presidente Dilma Rousseff que dependia de aprovação do Congresso Nacional.

Em 2015, o governo chegou a empurrar para o FGTS o custo dos subsídios concedidos às famílias de menor renda (faixa 1) para a compra do imóvel no âmbito do Minha Casa, assim como para ajudar a colocar em dia pagamento atrasados às construtoras. Além disso, o governo não repassou o corresponde a 10% que teria de assumir desses subsídios para financiamento das famílias com faixa de renda um pouco mais alta, o que se tornou dívida junto ao FGTS. Posteriormente, a operação foi considerada uma “pedalada fiscal”. Em 2016, dada a falta de recursos para operar a chamada faixa 1, foi criada a faixa 1,5 – mescla de financiamento com subsídios da União – para famílias com renda até R$ 2,6 mil.

No entendimento do fundador da MRV Engenharia, Rubens Menin, enquanto as faixas 2 e 3 são sustentáveis, a faixa 1 consumiu “muito dinheiro” e resultou em empreendimentos de baixa qualidade, com localizações ruins. “A faixa 1 foi usada como plataforma política, sem critério, em todos os governos”, afirma Menin.

Para atenuar problemas relacionados à escassez de recursos do FGTS que costumam ocorrer nos últimos meses do ano, os subsídios para a faixa 1,5 foram reduzidos, no fim de 2018, e estabelecidos limites para financiamentos para o segmento por projeto. As incorporadoras de baixa renda reduziram o que pretendem direcionar para a faixa. Na Tenda, a faixa 1,5 vai responder por patamar de 20% a 30% das vendas em 2019, ante 55% em 2018. A MRV, que lançou cerca de 22% no segmento, no ano passado, deve nele ter menos de 10% das unidades em 2019. Na Direcional Engenharia, a faixa 1,5 deve ficar com fatia de 12% a 15% das vendas, ante expectativa inicial de 20%.

Na avaliação do ex-ministro das Cidades do governo Michel Temer, Alexandre Baldy, que hoje ocupa o cargo de secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, é ” preciso repensar o programa, trabalhar as faixas 1 e 1,5 para família que moram em áreas de risco e ou em condições vulneráveis”. Já o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, disse que “o maior desafio é consolidar o programa, de forma perene, e com sustentabilidade”.

A ex-secretária nacional de habitação do Ministério das Cidades, Henriqueta Arantes, que é consultora da CBIC, afirma que o programa possibilitou que o setor privado pensasse em executar habitação popular. O programa deu escala ao mercado imobiliário para ajudar a enfrentar o déficit habitacional no país, que atingiu 7,77 milhões de moradias em 2017, aponta a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Trata-se do maior número desde 2007. Para Henriqueta, o programa precisa se atualizar e fazer com que estados e municípios passem a promover a infraestrutura necessária a empreendimentos da baixa renda.

Fonte: abecip.org.br

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Apartamentos do ‘futuro’ são aposta do mercado imobiliário

Lançamentos trazem chuveiro com caixa de som bluetooth embutida e luzes de acionamento programado, ao estilo casa dos Jetsons

Você deixa o carro elétrico carregando na garagem, destranca a porta de casa usando apenas a digital e abre as cortinas da sala por comando eletrônico. Na hora do banho, canta debaixo de um chuveiro que toca sua playlist favorita via bluetooth e depois se enrola na toalha que o ponto de toalheiro mantém sempre aquecida. As luzes do quarto já estão programadas para acender assim que você entra – e bem de leve, pois no fim do dia você gosta mesmo é de uma iluminação mais relaxante.

Parece um episódio dos Jetsons ou cena de De Volta Para o Futuro? Pois não é. Essa tecnologia já compõe o pacote de muitos novos empreendimentos imobiliários em São Paulo. Antes itens de luxo, agora são facilidades que conversam também com questões como segurança, comodidade, economia e sustentabilidade – preocupações nada futuristas, por sinal.

Adaptar a planta do imóvel às necessidades e ao estilo de vida do cliente foi uma das sacadas da incorporadora Tegra. Por meio do programa Tegra ID, as personalizações são feitas ainda na fase de construção. Localizados em bairros como Perdizes, Jardins, Moema e Brooklin, os sete prédios que vão subir nos próximos anos trazem opções que vão de aquecimento de piso nos banheiros, aspiração central e infraestrutura de desembaçador de espelhos a fechaduras eletrônicas, automatização das persianas e biometria nos elevadores e na entrada de serviço.

“A tecnologia vem para facilitar e resolver o dia a dia”, observa Deborah Seabra, economista do Grupo Zap, portal de imóveis que organiza o Conecta Imobi, congresso de tecnologia do setor imobiliário. “Quem procura esse tipo de imóvel geralmente é um público mais jovem, que já nasceu em um berço tecnológico, mas também tem um pessoal de gerações anteriores, com um poder aquisitivo mais alto, que se identifica com o conforto e a praticidade que a automação traz.”

A economista diz acreditar que esses empreendimentos estão de olho não apenas no presente, mas no que está por vir. Ter um carro elétrico hoje em dia, por exemplo, ainda é para poucos, mas em alguns anos talvez não seja mais. “Outra facilidade que em breve vai ser realidade na grande maioria das casas é a central de controle, que permite que a pessoa comande tudo com um clique”, explica. Ou seja, sem mais aquela história de esquecer luz acesa, ferro de passar roupa ligado ou torneira pingando.

A Max Haus, que cria produtos imobiliários customizados, desenvolveu até um aplicativo para cuidar disso tudo à distância, a partir do smartphone. “Muitos controles para diferentes tipos de equipamentos é coisa do passado, nada cômodo e pouco funcional”, diz o diretor Luiz Henrique de Vasconcellos. De onde estiver, a pessoa programa como quer que cada detalhe aconteça: quais pontos de luz se acendem a que horas e com que intensidade, em que momento o tablet liga para tocar uma música em determinado volume, temperatura dos ambientes, trava das portas, ar condicionado, tudo.

Dá até para controlar remotamente os eletrodomésticos, programando-os para ligar e funcionar pelo tempo desejado. Luiz Henrique entende que a automação antes era encarada como item de luxo porque a instalação envolvia muita quebradeira e refações no imóvel – custos altos. Por isso a central da Max Haus já vem toda pronta. “A automação, quando bem utilizada, sempre gera economias e é mais sustentável.”

A empreiteira Eztec também aposta nessa direção. Dois dos edifícios que estão a caminho – o Le Jardin Ibirapuera e o Z. Pinheiros – contarão com recursos tecnológicos projetados para uma vida mais conectada. Os moradores terão opções inteligentes como acesso a wi-fi nas áreas comuns, vaga para carregamento de carro elétrico e elevador com controle de acesso.

Outra que já incorporou a tecnologia ao cotidiano do imóvel é a global Tishman Speyer, que está lançando o edifício Alameda Jardins. Além do pacote “básico”, que inclui fechadura biométrica, automação de persianas e irrigação eletrônica das jardineiras do apartamento, a empresa norte-americana oferece oito bicicletas elétricas em sistema “bike sharing”, para uso compartilhado dos condôminos.

A tecnologia também estará presente na academia do prédio, onde os equipamentos serão conectados aos gadgets dos usuários, com programas e aplicativos que medem a performance e sistema de som. É no Alameda Jardins, aliás, que os chuveiros do apartamento terão caixas de som bluetooth embutidas. “As pessoas hoje procuram um empreendimento que já esteja preparado para dialogar com o estilo de vida delas”, afirma Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer no Brasil.

“Este estilo de vida tem a ver com modernidade, por isso é cada vez mais necessário aliar uma tecnologia que facilite o dia a dia a questões como mobilidade e compartilhamento. Não se trata mais de tendência. Já é uma realidade.”

Fonte: economia.estadao.com.br

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Cadastro positivo automático impulsiona mais crédito imobiliário, diz Serasa

A inclusão automática de consumidores ao cadastro positivo e o potencial de que a medida impulsione o acesso a crédito no país poderiam injetar R$ 1,1 trilhão no setor imobiliário, em especial o de imóveis populares, estima estudo da Serasa Experian. O segmento automobilístico, com carros na faixa de R$ 45 mil, poderia se beneficiar de outros R$ 159 bilhões.

Assim como outros birôs de crédito, a Serasa defendeu a medida, questionada por órgãos de defesa do consumidor, mas que acabou aprovada pelo Senado na quarta-feira (13). O texto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

A relação entre todo o montante de crédito concedido no país e o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro está em 47,4%, de acordo com a Serasa, mas tem potencial para subir para 67% com a implementação do cadastro positivo. A modalidade deve estar em funcionamento no final de agosto.

O cadastro positivo é um banco de dados de consumidores que inclui informações não só de créditos em dia ou atraso —este último usado para compor as listas de negativados—, mas também o histórico de pagamento de contas de consumo, como luz, água e telefone.

Defensores do projeto dizem que, com mais informações sobre os clientes, será possível conceder empréstimo a taxas mais justas e incluir no mercado pessoas que hoje não têm acesso a crédito.

O cadastro positivo existe desde 2011, mas, por ser de adesão voluntária (na contramão de prática de outros países), conta com apenas 11 milhões de nomes.

Segundo a Serasa, cerca de 137 milhões de pessoas poderiam tirar algum proveito da inclusão no cadastro positivo, um montante que representaria 88,5% da população adulta do país.

Desses, 114,1 milhões já têm um escore —nota que mede o risco de um calote— considerado adequado para a obtenção de crédito no mercado, diz o birô. Mas outros 22,6 milhões de pessoas não estão inadimplentes, só que, pela falta de informações a respeito de seus créditos e hábitos, não têm acesso a empréstimos no mercado.

“Essa média estimada de 67% ainda está bem atrás do que se espera para um país do porte do Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, é mais de 100%. Para montantes maiores de empréstimo, como no financiamento de uma casa, é natural que os bancos precisem de uma análise mais detalhada, por isso o cadastro positivo pode ajudar especialmente nessa área”, diz Vander Nagata, vice-presidente de informações sobre o consumidor da Serasa Experian.

As mudanças no esquema do cadastro foram defendidas tanto pelo Banco Central quanto pela Febraban (associação dos bancos) como formas de reduzir as taxas de juros cobradas do consumidor e o risco de inadimplência às instituições, o que aliviaria também o spread (diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada no empréstimo). A inadimplência é responsável por cerca de 39% do custo do crédito, segundo relatório do BC de 2017.

Para Joelson Sampaio, coordenador do curso de economia da FGV EESP (Escola de Economia de São Paulo), o potencial da medida recai mais sobre o spread, porque “o que leva as pessoas a consumirem não é apenas o juro mais baixo”, ele afirma. O professor acrescenta, no entanto, que há uma chance ao menos marginal de que as taxas cobradas lá na ponta dos clientes também caiam.

Instituições de defesa do consumidor alegam que a lei compromete a privacidade e a segurança de dados das pessoas. Além disso, Bárbara Simão, pesquisadora em direitos digitais do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), aponta que a falta de informação sobre o assunto é um entrave.

A regra para inclusão automática passa a valer 90 dias após a sanação da lei. Nesse período, a inclusão no cadastro permanece voluntária. Após esse prazo, o consumidor deverá ser comunicado em até 30 dias de que seu cadastro foi aberto.

Caso não queira participar, precisará pedir a exclusão a um dos birôs de crédito, como Serasa, SPC Brasi e Boa Vista. A solicitação é gratuita.

Depois da carência de 90 dias, os birôs poderão incluir clientes automaticamente, mas só poderão fornecer o escore após 60 dias.

“As pessoas não sabem direito ainda o que é o cadastro positivo. É pouco tempo considerando a complexidade da matéria, existe um problema de informação também”, diz.

Fonte: ibrafi.org.br

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Imóveis: MDR E Caixa anunciam condições de crédito com FGTS

As novas condições de financiamento habitacional com recursos do FGTS, nos programas Minha Casa Minha Vida e CCFGTS, destinados às pessoas físicas – tanto nas operações individuais como ligadas a empreendimentos – estão em vigor. As novas regras estão amparadas pela Resolução CCFGTS 904/2018, Instrução Normativa Ministério das Cidades 42 e 43/2018 e Instrução Normativa Ministério do Desenvolvimento Regional 06/20019.

Dentre as principais novidades, estão a mudança nos limites de valor do imóvel para municípios com população inferior a 50 mil habitantes e do subsídio para imóveis em municípios com menos de 20 mil habitantes. Os limites de valor de imóvel para a faixa 1,5 permanecem inalterados

Também foram alteradas as condições para subsídios nos dois últimos recortes territoriais dos programas. O valor máximo do subsídio para a faixa 1,5 do PMCMV, R$ 47,5 mil, será mantido para os mutuários com renda bruta até R$ 1,2 mil. Rendas superiores terão redução progressiva do subsídio. Para os beneficiários da faixa 2, o valor máximo de R$ 29 mil permanece para os mutuários com renda familiar bruta mensal de até R$ 1,8 mil, de acordo com a região em que estiver localizado o imóvel.

“Com essas novas condições, a Caixa está com plena capacidade para atender a demanda por moradia no mercado imobiliário e aplicar todo o orçamento disponível para 2019, promovendo o aquecimento da economia, gerando empregos e rendas, além de contribuir para a redução do déficit habitacional do País”, destacou a Caixa, em nota. 

Fonte: ibrafi.org.br

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Governo vai liberar R$ 700 milhões para o Minha Casa

Depois da pressão de prefeitos e parlamentares insatisfeitos com a paralisia quase completa do Minha Casa Minha Vida (MCMV) nos dois primeiros meses do ano, o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu liberar R$ 700 milhões para pagar parcelas vencidas às construtoras que participam do programa habitacional. A informação foi antecipada pela colunista Sonia Racy. Além de pagar as parcelas atrasadas, os recursos também devem garantir o fluxo de despesas pelo menos até o fim de março.

Os financiamentos do MCMV são feitos com recursos do FGTS. Para as faixas de renda mais baixa, porém, há um subsídio com recursos do Tesouro Nacional. E é nesse repasse que está o problema. Como o governo decidiu fazer um forte controle dos gastos no início do ano, isso acabou afetando os financiamentos.

Segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as contratações de unidades do programa recuaram de 78 mil em janeiro do ano passado para 14 mil em janeiro deste ano. Sem dinheiro para continuarem os empreendimentos, pequenas companhias chegaram a desmobilizar canteiros. A estimativa do setor é que entre 20 mil e 30 mil funcionários ligados a essas obras teriam sido dispensados no bimestre.

A promessa de liberação dos recursos foi vista com alívio pelo presidente da CBIC, José Carlos Martins. “Acredito que a situação voltará ao normal a partir de abril. Isso é fundamental, porque o PIB da construção caiu 2,5% em 2018 e acumula uma retração de 27,7% nos últimos cinco anos”, disse. Segundo Martins, o MCMV representa cerca de dois terços do mercado residencial no País.

A decisão de liberar os recursos foi tomada nesta semana, após reunião de Guedes no Palácio do Planalto com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto – responsável pelo programa.

O Estadão/Broadcast apurou que foi feito um apelo para que a equipe econômica abrisse uma exceção na contenção de gastos e acelerasse a liberação de recursos para o programa, para compensar os atrasos do começo do ano.

Orçamento – Procurado pela reportagem, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) admitiu, em nota, que a programação orçamentária e financeira do governo federal estava com limites mensais insuficientes às necessidades de pagamento do programa para janeiro e fevereiro. “Para compensar os desembolsos desses dois meses e regularizar os repasses a partir de março, o MDR solicitou ao Ministério da Economia a antecipação de limites de pagamento da pasta”, informou o ministério.

Ainda segundo o MDR, o Ministério da Economia vai publicar uma portaria nos próximos dias elevando a capacidade de pagamento da pasta em R$ 450 milhões em março. Com isso, o volume disponível até o final do mês será de R$ 700 milhões – já que R$ 250 milhões já estavam na programação. “Para garantir a execução do programa no decorrer do ano, a União, por meio da Junta de Execução Orçamentária (JEO), discutirá neste mês o cronograma de desembolsos”, completou a nota do ministério.

Os recursos previstos no Orçamento de 2019 para o programa habitacional somam apenas R$ 4,6 bilhões, o menor volume desde que o Minha Casa Minha Vida foi criado, em 2009. Durante a transição de governo, a equipe do presidente Jair Bolsonaro chegou a cogitar trocar o nome do programa para Casa Brasileira, desvinculando-o das gestões petistas. 

Fonte: ibrafi.org.br

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Blocos de carnaval para crianças: veja a programação de São Paulo para 2019

Os pequenos também podem ir para a rua e curtir o carnaval! Veja qual a programação para o pré, o feriado e o pós-carnaval na cidade de São Paulo

Os blocos de carnaval de São Paulo são um sucesso e estão atraindo cada vez mais turistas para a capital paulista. Engana-se quem pensa que a diversão é apenas para os adultos. Na verdade, existe uma série de blocos de carnaval para crianças que agitam as ruas da cidade.

Com muita fantasia e purpurina, os pequenos também podem ocupar a cidade e se divertir nos blocos de carnaval para crianças . Da Zona Norte a Zona Sul de São Paulo, a programação de 2019 promete! 

Blocos de carnaval para crianças em São Paulo

Veja a principal programação de bloquinhos infantis de São Paulo para o carnaval 2019 :

  • Mamãe Eu Quero

Fundado em 2015, o bloco Mamãe Eu Quero agita as ruas de Perdizes, Zona Oeste de São Paulo. Quem comanda a festa é a Bateria Encantada, que apresenta músicas infantis e clássicos de cantores como Gonzaguinha e Cartola.

Onde: Praça Irmãos Karmam, Perdizes

Quando: 23 de fevereiro (sábado), às 10h

  • Fraldinha Molhada

Fraldinha Molhada é um bloquinho infantil que diverte as crianças no bairro do Tatuapé, Zona Leste da cidade. Serão dois dias de festa.

Onde: Rua José Oscar Abreu Sampaio, 310, Tatuapé.

Quando: 24 de fevereiro (domingo), às 9h.

9 de março (sábado), às 14h.

  • Bloquinho da Vila

O Bloquinho da Vila é um bloco de carnaval infantil que acontece na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo.

Onde: Rua Áurea, Vila Mariana

Quando: 24 de fevereiro (domingo), às 13h 

  • Filhinhos da Mamãe

Filhinhos de Mamãe é um bloco infantil que reúne brincadeiras e desfile de carnaval para as crianças de Pirituba, Zona Oeste.

Onde: Avenida Elísio Cordeiro de Siqueira, 1200, Pirituba

Quando: 24 de fevereiro (domingo), às 10h

  • Confraria do Pasmado – Pasmadinho

Pasmadinho é a versão infantil do conhecido bloco de carnaval Confraria do Pasmado. A folia acontece no bairro de Pinheiros, Zona Oeste da cidade.

Onde: Rua dos Pinheiros, Pinheiros

Quando: 2 de março (sábado), às 8h

  • Bloco Urubózinho

“Filho” do bloco Urubó, o Bloco Urubózinho surgiu com a ideia de integrar os pequenos no carnaval da Freguesia do Ó, Zona Oeste de São Paulo.

Onde: Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, Freguesia do Ó

Quando: 2 de março (sábado) e 3 de março (domingo), às 9h

  • Ajayô Kids

Carlinhos Brown vai animar o carnaval das crianças no bloco infantil Ajayô Kids. A folia acontece no parque Ibirapuera.

Onde: Monumento às Bandeiras , Av. Pedro Álvares Cabral, Ibirapuera

Quando: 3 de março (domingo), às 10h

  • Charanguinha do França

O bloco Charanga do França é um dos clássicos de Santa Cecília, região central da cidade. Ele cresceu tanto que acabou surgindo o bloco infantil Charanguinha.

Onde: Rua Major Sertório, Vila Buarque

Quando: 9 de março (sábado), às 9h

  • ErêTantã Bloco do Brincar

Fundado em 2014, quem comanda o bloco são arte-educadores sociais que se dedicam às infâncias. A ideia é facilitar a brincadeira em ambiente aberto.

Onde: Rua Pereira do Lago, Butantã

Quando: 9 de março (sábado), às 13h

  • Bloquinho

O Bloquinho é um dos blocos infantis que vai agitar o bairro de Pinheiros, Zona Oeste da cidade. A ideia é brincar e inspirar a atitude cidadã dos pequenos.

Onde: Praça Vitor Civita, Pinheiros

Quando: 10 de março (domingo), às 9h

Anotou na agenda? Não deixe de ir para a folia curtir com seu filho os blocos de carnaval para crianças que vão acontecer em São Paulo!

Fonte: delas.ig.com.br