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SP concentra uma em cada três unidades residenciais em construção

Uma em cada três unidades residenciais lançadas no Brasil inteiro está em construção na cidade de São Paulo, o maior mercado imobiliário do País. Em 2018, ano base da premiação do 26º Top Imobiliário, os lançamentos somaram 32,8 mil apartamentos na capital paulista para um total de 98,6 mil espalhados pelo território nacional, com base nos dados do Sindicato da Habitação (Secovi).

Ocorreu um “boom” no quarto trimestre, que concentrou a maioria (56%) dos lançamentos de novos prédios em São Paulo. Para o presidente do Secovi, Basílio Jafet, o mercado imobiliário saiu fortalecido de 2018 para se consolidar neste ano. Os números, segundo ele, são indicativos da trajetória de retomada.

Considerando-se o ano passado inteiro, os imóveis de alto padrão chamaram a atenção. Apartamentos com valor superior a R$ 1,5 milhão registraram o maior crescimento porcentual, com 2.134 unidades lançadas – número 142% superior às 882 unidades

de 2017. Nesta faixa de preços houve a maior variação nas vendas, com 1.626 unidades comercializadas em 2018, alta de 123% sobre os 729 apartamentos do ano anterior.

Divulgada neste mês, a última pesquisa do Secovi aponta o total de 39,6 mil imóveis novos lançados em 12 meses (de maio de 2018 a abril deste ano), o que dá a média de 3,3 mil unidades/mês. “Olhando só os números, vemos claramente uma tendência de crescimento”, afirma o diretor da Embraesp, Reinaldo Fincatti. Parceira do Estadão no prêmio Top Imobiliário, a Embraesp identifica os maiores operadores do mercado em três categorias: Incorporadoras, Vendedoras e Construtoras.

“A outra face da moeda são a persistência do desemprego, contínua perda de renda das famílias e o adiamento das decisões de investimento”, diz Rodrigo Luna, diretor da Plano&Plano, a líder no ranking das incorporadoras nesta edição do Top Imobiliário. Para ele, a retomada do setor depende da melhoria na economia.

Bicampeã na categoria das construtoras do Top Imobiliário, a Tenda – como a Plano&Plano – atua exclusivamente no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), destinado a moradias de baixa renda. No ranking das vendedoras, a consultoria imobiliária Lopes foi a vencedora, com 40% dos seus lançamentos atrelados a produtos do MCMV.

Com participação crescente nos últimos três anos, os imóveis populares foram o motor do setor em meio à crise, chegando a 44% do total de unidades residenciais lançadas em São Paulo em 2018. Foram 14,4 mil moradias de baixa renda.

São Paulo é o único mercado com “sinais claros e efetivos” de retomada, diz Claudio Hermolin, presidente da Brasil Brokers Participações, que controla as imobiliárias Abyara e Brasil Brokers, também premiadas. “Nas outras regiões do País ainda são incipientes os sinais”, analisa. “Os imóveis econômicos do MCMV passaram ao largo da crise, porque a demanda é enorme.”

Fonte: ibrafi.org.br

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Setor imobiliário registra melhores indicadores

Ampliaram-se, em abril, os indicadores positivos do mercado imobiliário paulistano, avaliados na Pesquisa do Mercado Imobiliário do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). É sinal de que a retomada observada em levantamentos anteriores começa a se confirmar, com a ressalva de que o mesmo não se verifica nos demais municípios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Três fatos promissores se destacam na pesquisa do Secovi-SP. Primeiro, as vendas acumuladas em 12 meses (maio de 2018 a abril de 2019) atingiram 31,7 mil unidades, melhor resultado dos últimos 9 anos. Em igual período dos últimos 15 anos, esse indicador só foi melhor em 2008 e 2010.

Segundo, foram lançadas 3.136 unidades na cidade de São Paulo, volume 50,7% superior ao de março de 2019 e 161,1% maior que o de abril de 2018, segundo informações coletadas pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) e distribuídas pelo Secovi-SP.

Terceiro, o número de unidades lançadas em períodos de 12 meses atingiu 39,6 mil em abril, segundo melhor resultado para o período nos últimos 15 anos, só superado em 2008.

Não há sinais de euforia no mercado, notando-se que os preços têm acusado, em geral, variação positiva apenas em termos nominais (sem descontar a inflação). Isso ocorre, até aqui, apesar da oferta insatisfatória de áreas edificáveis na capital, o que tem levado algumas construtoras a lançar empreendimentos até em avenidas de grande circulação, o que era pouco comum no mercado paulistano.

Os dados menos satisfatórios aparecem na RMSP, excluída a capital, com apenas 248 unidades vendidas em abril de 2019, queda de 33,2% em relação a março e de 40,5% comparativamente a abril de 2018. Em 12 meses, apenas 8,3 mil unidades foram vendidas na área. O desemprego e o aperto financeiro das famílias de baixa renda explicam o recuo do setor em locais periféricos.

Dada a importância da construção civil para a economia, a tendência positiva registrada entre fevereiro e abril propicia alívio para o setor. Mas será necessária a oferta adequada de recursos para a habitação social.

Além disso, como notou o presidente em exercício do Secovi-SP, Caio Portugal, a perspectiva de aprovação da reforma previdenciária criará um ambiente favorável aos investimentos, inclusive imobiliários.

Fonte: ibrafi.org.br

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Lançamentos imobiliários cresceram 4,2% no primeiro trimestre

Os lançamentos imobiliários no país tiveram aumento de 4,2% no primeiro trimestre de 2019 na comparação com o mesmo período do ano passado, aponta levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Em relação ao último trimestre de 2018, no entanto, houve queda de 62,5%.

As vendas, por sua vez, cresceram 9,7% nos três primeiros meses do ano em relação ao primeiro trimestre do ano passado, e caíram 18,9% em relação ao último trimestre de 2018. De acordo com a entidade, os melhores indicadores do setor são verificados nos trimestres pares, o segundo e o quarto, e por isso a diferença em relação aos meses imediatamente anteriores. “Há uma tendência clara do aumento de lançamento, do aumento de vendas [nos trimestres pares]”, disse José Carlos Martins, presidente da CBIC.

A oferta final disponível, outro indicador que compõe o levantamento, registrou queda de 8,6% em relação ao primeiro trimestre de 2018, com um total de 120.422 unidades. Desse total, 29% são de imóveis prontos, 47% em construção e 24% na planta. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve queda no número de imóveis prontos para venda, de 32% para 29%.

“Para nós é muito importante esses 3%, significam aproximadamente 3,5 mil unidades que estavam prontas, estavam no patrimônio das empresas, na dívida delas, e é importante que os imóveis prontos vão se reduzindo”, avaliou Celso Luiz Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC.

Na análise por região, a maioria das unidades foi lançada no Sudeste, com 46,8% do total e foi responsável pela venda de 52,6%. Em seguida está o Nordeste, onde foram lançadas 26,6% do total de unidades e vendidas 23,1%. O Sul lançou 14,2% e vendeu 13,7% das unidades disponíveis. No Centro-Oeste foram lançadas 10,9% das unidades e vendidas, 7,9%. A região Norte reuniu 1,5% dos lançamentos e 2,4% das vendas.

O levantamento foi feito em 23 regiões em todas as partes do país, que representam 41% do mercado imobiliário.

Fonte: ibrafi.org.br