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SP concentra uma em cada três unidades residenciais em construção

Uma em cada três unidades residenciais lançadas no Brasil inteiro está em construção na cidade de São Paulo, o maior mercado imobiliário do País. Em 2018, ano base da premiação do 26º Top Imobiliário, os lançamentos somaram 32,8 mil apartamentos na capital paulista para um total de 98,6 mil espalhados pelo território nacional, com base nos dados do Sindicato da Habitação (Secovi).

Ocorreu um “boom” no quarto trimestre, que concentrou a maioria (56%) dos lançamentos de novos prédios em São Paulo. Para o presidente do Secovi, Basílio Jafet, o mercado imobiliário saiu fortalecido de 2018 para se consolidar neste ano. Os números, segundo ele, são indicativos da trajetória de retomada.

Considerando-se o ano passado inteiro, os imóveis de alto padrão chamaram a atenção. Apartamentos com valor superior a R$ 1,5 milhão registraram o maior crescimento porcentual, com 2.134 unidades lançadas – número 142% superior às 882 unidades

de 2017. Nesta faixa de preços houve a maior variação nas vendas, com 1.626 unidades comercializadas em 2018, alta de 123% sobre os 729 apartamentos do ano anterior.

Divulgada neste mês, a última pesquisa do Secovi aponta o total de 39,6 mil imóveis novos lançados em 12 meses (de maio de 2018 a abril deste ano), o que dá a média de 3,3 mil unidades/mês. “Olhando só os números, vemos claramente uma tendência de crescimento”, afirma o diretor da Embraesp, Reinaldo Fincatti. Parceira do Estadão no prêmio Top Imobiliário, a Embraesp identifica os maiores operadores do mercado em três categorias: Incorporadoras, Vendedoras e Construtoras.

“A outra face da moeda são a persistência do desemprego, contínua perda de renda das famílias e o adiamento das decisões de investimento”, diz Rodrigo Luna, diretor da Plano&Plano, a líder no ranking das incorporadoras nesta edição do Top Imobiliário. Para ele, a retomada do setor depende da melhoria na economia.

Bicampeã na categoria das construtoras do Top Imobiliário, a Tenda – como a Plano&Plano – atua exclusivamente no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), destinado a moradias de baixa renda. No ranking das vendedoras, a consultoria imobiliária Lopes foi a vencedora, com 40% dos seus lançamentos atrelados a produtos do MCMV.

Com participação crescente nos últimos três anos, os imóveis populares foram o motor do setor em meio à crise, chegando a 44% do total de unidades residenciais lançadas em São Paulo em 2018. Foram 14,4 mil moradias de baixa renda.

São Paulo é o único mercado com “sinais claros e efetivos” de retomada, diz Claudio Hermolin, presidente da Brasil Brokers Participações, que controla as imobiliárias Abyara e Brasil Brokers, também premiadas. “Nas outras regiões do País ainda são incipientes os sinais”, analisa. “Os imóveis econômicos do MCMV passaram ao largo da crise, porque a demanda é enorme.”

Fonte: ibrafi.org.br

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Setor imobiliário registra melhores indicadores

Ampliaram-se, em abril, os indicadores positivos do mercado imobiliário paulistano, avaliados na Pesquisa do Mercado Imobiliário do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). É sinal de que a retomada observada em levantamentos anteriores começa a se confirmar, com a ressalva de que o mesmo não se verifica nos demais municípios da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).

Três fatos promissores se destacam na pesquisa do Secovi-SP. Primeiro, as vendas acumuladas em 12 meses (maio de 2018 a abril de 2019) atingiram 31,7 mil unidades, melhor resultado dos últimos 9 anos. Em igual período dos últimos 15 anos, esse indicador só foi melhor em 2008 e 2010.

Segundo, foram lançadas 3.136 unidades na cidade de São Paulo, volume 50,7% superior ao de março de 2019 e 161,1% maior que o de abril de 2018, segundo informações coletadas pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) e distribuídas pelo Secovi-SP.

Terceiro, o número de unidades lançadas em períodos de 12 meses atingiu 39,6 mil em abril, segundo melhor resultado para o período nos últimos 15 anos, só superado em 2008.

Não há sinais de euforia no mercado, notando-se que os preços têm acusado, em geral, variação positiva apenas em termos nominais (sem descontar a inflação). Isso ocorre, até aqui, apesar da oferta insatisfatória de áreas edificáveis na capital, o que tem levado algumas construtoras a lançar empreendimentos até em avenidas de grande circulação, o que era pouco comum no mercado paulistano.

Os dados menos satisfatórios aparecem na RMSP, excluída a capital, com apenas 248 unidades vendidas em abril de 2019, queda de 33,2% em relação a março e de 40,5% comparativamente a abril de 2018. Em 12 meses, apenas 8,3 mil unidades foram vendidas na área. O desemprego e o aperto financeiro das famílias de baixa renda explicam o recuo do setor em locais periféricos.

Dada a importância da construção civil para a economia, a tendência positiva registrada entre fevereiro e abril propicia alívio para o setor. Mas será necessária a oferta adequada de recursos para a habitação social.

Além disso, como notou o presidente em exercício do Secovi-SP, Caio Portugal, a perspectiva de aprovação da reforma previdenciária criará um ambiente favorável aos investimentos, inclusive imobiliários.

Fonte: ibrafi.org.br

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Lançamentos imobiliários cresceram 4,2% no primeiro trimestre

Os lançamentos imobiliários no país tiveram aumento de 4,2% no primeiro trimestre de 2019 na comparação com o mesmo período do ano passado, aponta levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Em relação ao último trimestre de 2018, no entanto, houve queda de 62,5%.

As vendas, por sua vez, cresceram 9,7% nos três primeiros meses do ano em relação ao primeiro trimestre do ano passado, e caíram 18,9% em relação ao último trimestre de 2018. De acordo com a entidade, os melhores indicadores do setor são verificados nos trimestres pares, o segundo e o quarto, e por isso a diferença em relação aos meses imediatamente anteriores. “Há uma tendência clara do aumento de lançamento, do aumento de vendas [nos trimestres pares]”, disse José Carlos Martins, presidente da CBIC.

A oferta final disponível, outro indicador que compõe o levantamento, registrou queda de 8,6% em relação ao primeiro trimestre de 2018, com um total de 120.422 unidades. Desse total, 29% são de imóveis prontos, 47% em construção e 24% na planta. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve queda no número de imóveis prontos para venda, de 32% para 29%.

“Para nós é muito importante esses 3%, significam aproximadamente 3,5 mil unidades que estavam prontas, estavam no patrimônio das empresas, na dívida delas, e é importante que os imóveis prontos vão se reduzindo”, avaliou Celso Luiz Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC.

Na análise por região, a maioria das unidades foi lançada no Sudeste, com 46,8% do total e foi responsável pela venda de 52,6%. Em seguida está o Nordeste, onde foram lançadas 26,6% do total de unidades e vendidas 23,1%. O Sul lançou 14,2% e vendeu 13,7% das unidades disponíveis. No Centro-Oeste foram lançadas 10,9% das unidades e vendidas, 7,9%. A região Norte reuniu 1,5% dos lançamentos e 2,4% das vendas.

O levantamento foi feito em 23 regiões em todas as partes do país, que representam 41% do mercado imobiliário.

Fonte: ibrafi.org.br

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Caixa reduz juro, mas Bradesco tem a melhor taxa no crédito imobiliário

Já estão em vigor as novas taxas no financiamento para a compra de imóvel na Caixa Econômica Federal, que foram reduzidas em até 1,25 ponto porcentual. A expectativa é que esse corte volte a acirrar a concorrência entre os grandes bancos nessa linha de crédito, favorecendo não só o candidato à compra de um imóvel, mas o mutuário que tem o contrato em andamento e pretende mudar de banco pela portabilidade, em busca de juros menores.

Com a medida, ficam mais baixas as taxas tanto de clientes da Caixa quanto de não clientes. O juro mais baixo cobrado de clientes recua de 8,75% ao ano para 8,50% mais a Taxa Referencial (TR). O mais alto, exigido de não correntistas do banco, cai de 11% ao ano para 9,75% mais TR.

Mas nem por isso, a Caixa ocupará a dianteira de juro mais baixo para compra da casa própria, segundo comparativo feito pela Melhortaxa, maior plataforma digital especializada em crédito imobiliário do País: atualmente o Bradesco tem as menores taxas.

“O Bradesco vinha se destacando com a taxa mais atrativa, de 8,3% e podendo chegar a 8,1%. O Itaú reagiu recentemente, pareando a sua taxa e voltando a brigar por carteira. A queda nas taxas de juros pode impulsionar ainda mais o movimento de portabilidade dos empréstimos imobiliários, que teve um crescimento de 146% em 2018 em relação a 2017″, avalia Rafael Sasso, cofundador da fintech.

Por enquanto, não há nenhuma previsão de que os demais bancos, principalmente os privados, venham a baixar ainda mais os juros, como resposta à decisão da Caixa. Mas na opinião do especialista, “a tendência é que voltemos a ter uma pressão concorrencial maior neste mercado, o que pode abrir espaço para mais reduções nos grandes bancos, que vão precisar reagir”.

No gráfico abaixo vai o levantamento feito pela Melhortaxa, de 2014 a 2019, com um comparativo dos juros cobrados pelos cinco maiores bancos do mercado – Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú-Unibanco e Santander –, em contratos efetivamente assinados e não os anunciados no balcão.

Como explica o cofundador da Melhortaxa, Rafael Sasso, os juros dos contratos fechados fornecem uma dimensão mais precisa das taxas efetivamente cobradas pelos bancos, já que durante as negociações para o financiamento eles podem resultar em níveis diferentes dos anunciados ao grande público.

“A Caixa tinha, no passado, um papel histórico de fomentar a concorrência nesse setor, liderando a redução das taxas de crédito imobiliário”, avalia Sasso. No entanto, explica ele, em 2017, com a falta de recursos para essa linha de crédito, a Caixa deixou de exercer esse papel sem ter a preocupação de ajustar os juros do financiamento para uma Selic bem mais baixa, em 6,50% ao ano atualmente.

Em 2018, quando a CEF voltou a reduzir suas taxas, relata o executivo, a reação foi imediata entre os grandes bancos. Com um movimento inicial e significativo puxado pelo Santander, que cortou sua taxa para um dígito e foi seguido pelos demais. “ O movimento da última semana dá um fôlego para a Caixa de se reaproximar das ofertas dos concorrentes”.

Embora a redução seja positiva para o consumidor, para saber qual a melhor taxa, é preciso comparar não só a taxa anunciada pelo banco, mas o Custo Efetivo Total, que inclui outras despesas administrativas e seguros. “A Caixa, por exemplo, possui um dos custos de seguros mais altos do mercado”, alerta ele.

Outras condições – A redução do juro na Caixa valerá para os financiamentos em todas as modalidades para a compra de imóveis novos, usados, terreno, para construção e reformas. Tanto para os contratos regidos pelo SFH como pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).

O SFH financia a compra de imóvel avaliado até R$ 1,5 milhão com recursos da caderneta e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O SFI financia a compra de imóvel com valor de avaliação acima de R$ 1,5 milhão com recursos captados com letras de crédito e títulos imobiliários.

Por ter custo de captação de recursos, o chamado funding, mais elevado que o da caderneta e o do FGTS, fonte de recursos do SFH, o SFI tem como foco o financiamento de imóveis de valor mais elevado, por custos também mais altos, já que seguem as taxas livres de mercado.

À primeira vista, em termos porcentuais, uma redução como a promovida pela Caixa parece pouco em termos de impacto sobre o valor da prestação ou como economia no fim do contrato. Especialistas em crédito imobiliário lembram, contudo, que, como o financiamento habitacional se estende por longo prazo, podendo chegar a 30 e até 35 anos, o impacto no resultado final é significativo para o bolso do mutuário.

Portabilidade – A redução dos juros vai beneficiar também quem já tem um financiamento, mas fechou seu contrato em períodos em que os juros estavam bem mais altos do que os atuais. Esses compradores têm agora a possibilidade de transferir sua dívida com juros mais baixos para outro banco que queria assumir o seu contrato pelo processo de portabilidade.

Rafael entende que a troca de instituição financeira nos contratos de financiamento imobiliário ganhe agora ainda mais estímulo. Ele lembra que em 2018 o total movimentado pela portabilidade alcançou R$ 5,06 bilhões, com crescimento de 146% em relação ao ano anterior.

Fonte: ibrafi.org.br

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Registro de imóveis mostra tendência positiva

No primeiro trimestre de 2019, houve alta de 11,3% nos registros de compra e venda, em relação a igual período de 2018. Os leves sinais de melhora do mercado imobiliário neste ano, visíveis, por exemplo, nos levantamentos do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), foram confirmados pelos dados da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp). Trata-se de instrumento adicional de aferição do volume de negócios no mercado, indicando o número efetivo de transações realizadas. “Com esses dados, queremos contribuir para a melhoria do mercado”, afirmou o presidente da Arisp, Flaviano Galhardo.

No primeiro trimestre de 2019, foram registrados 24.957 contratos de compra e venda de imóveis, alta de 11,3% em relação a igual período de 2018. As transações com apartamentos responderam por 54,3% do total, seguindo-se casas (12,8%), terrenos (9,5%) e prédios residenciais (8,2%). Os dados foram extraídos de todos os cartórios de registro imobiliário da capital e indicam que a recuperação do mercado começou em 2017, interrompendo uma sequência de quatro anos de queda dos negócios.

Os levantamentos da Arisp começaram a ser feitos em 2012, quando o número de transações registradas foi de 146.779.

Com a queda que ocorreu a partir dali, o número total de negócios registrados reduziu-se a 89.650 em 2016, ano a partir do qual houve recuperação. Nos últimos 12 meses, até março de 2019, o número de transações atingiu 112.956 unidades.

O ritmo de recuperação é lento, mas, ainda assim, não pode ser ignorado. É provável que a velocidade de recuperação seria maior se a economia crescesse mais do que o ínfimo 1% ao ano observado em 2017 e em 2018. “O mercado, de fato, está reagindo, talvez não no ritmo de que o País precisa, mas o fato é que estamos em uma situação melhor do que a dos últimos anos”, notou o economista Eduardo Zylberstajn, da Fipe-USP – que patrocina o estudo junto com a entidade dos registradores.

Simultaneamente aos dados referentes ao registro das transações, a Arisp informou que a retomada de imóveis garantidos por alienação fiduciária caiu 18,7% nos últimos 12 meses, até março, em relação aos 12 meses anteriores. A queda já havia ocorrido entre 2017, quando 2.256 imóveis foram retomados, e 2018, quando esse número foi de 1.921 imóveis.

As informações sobre o número de negócios e a redução de retomadas refletem a melhora no mercado da capital, o principal do País.

Fonte: opiniao.estadao.com.br

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FGTS e PIS/Pasep podem elevar em 50% o PIB deste ano, diz ex-secretário

O impacto da liberação de dinheiro extra do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do PIS/Pasep pode elevar em 50% o crescimento da economia neste ano.

A estimava é do economista Marcos Ferrari, um dos responsáveis pelo plano de liberação desses recursos elaborado em 2017, na gestão Michel Temer.

Na época, a equipe do antigo Ministério do Planejamento calculou um impacto de 0,61 ponto percentual no PIB (Produto Interno Bruto) do ano com a liberação de R$ 44 bilhões somente de contas inativas do FGTS.

Desta vez, Ferrari diz que é possível injetar R$ 37 bilhões na economia com parte das contas inativas, das contas ativas e também com o PIS/Pasep.

O impacto sobre o PIB seria de 0,58 ponto percentual, mais da metade do crescimento previsto para este ano pelos economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus, de 1%.

A injeção de recursos naquele ano teve impactos positivos, como redução de endividamento, queda da inadimplência e aumento do consumo, além de ajudar a sustentar a primeira alta do PIB após dois anos de recessão.

O crescimento foi de 1,1% em 2017 e em 2018, após a queda acumulada de 7,6% em 2015 e 2016.

“Os canais de transmissão dessas medidas são os mesmos de 2017. Não mudam no curto prazo. Por isso, usei um modelo bem próximo do que foi usado naquela época”, afirmou Ferrari, que era secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento em 2017.

Naquela época, foi liberado o saque de contas inativas do FGTS até dezembro de 2015. Do total disponível, sobraram R$ 4 bilhões sem serem sacados, boa parte, contas com pequenos valores.

Ferrari estima que, com os valores acumulados nos últimos três anos, os saques podem chegar a R$ 16 bilhões. O cálculo é mais conservador do que o número apresentado preliminarmente pelo Ministério da Economia, cerca de R$ 20 bilhões.

Em relação ao PIS/Pasep, o economista estima a liberação entre 40% e 60% de um saldo de R$ 22 bilhões, pois muitos beneficiários já morreram e as regras e normas operacionais dificultam o saque pelos seus herdeiros.

Dessa forma, o impacto das duas medidas ficaria em 0,429 ponto percentual (R$ 27 bilhões).

O governo tem falado ainda em liberar parte das contas ativas para saque, algo que também foi discutido há dois anos.

“A dificuldade de avançar nas contas ativas é manter os indicadores do FGTS previstos em lei”, afirmou Ferrari.

“Na nossa época, chegamos a cogitar liberar a conta ativa para pessoas endividadas em um limite de até 5% da conta vinculada, mas concluímos que seria um corte difícil de controlar. A melhor ideia foi ficar com as inativas, que foi linear e valendo para todo mundo”, disse.

Segundo Ferrari, se o governo estabelecer uma regra em que se chegue a R$ 10 bilhões de liberação em contas ativas, seria possível atingir o impacto de acréscimo de 0,58 ponto no PIB, praticamente o mesmo efeito verificado com o FGTS em 2017.

“O governo está no caminho certo de estudar a liberação de um novo lote de recursos do FGTS e PIS/Pasep. Toda medida é bem-vinda para reverter as expectativas baixistas do PIB”, afirma o ex-secretário.

Os economistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (10) revisaram a projeção de crescimento da economia para este ano de 1,5% para 1% nos últimos 30 dias.

Para 2020, a projeção que seguia em 2,5% há seis semanas foi revisada para 2,23%, influenciada pelo resultado do PIB divulgado no fim do mês passado.

O IBGE informou em maio que o PIB recuou 0,2% de janeiro a março, ante o quarto trimestre de 2018.

Em relatório divulgado na sexta-feira (7), o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco informou que reduziu a projeção de crescimento do PIB em 2019 de 1,1% para 0,8% após a divulgação do resultado trimestral.

Essa estimativa pode ser alterada em função de eventuais estímulos ao consumo, como a liberação de recursos do FGTS e PIS/Pasep.

Fonte: ibrafi.org.br

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Governo estuda aumentar número de faixas de renda para o Minha Casa, Minha Vida

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, confirmou nesta quinta-feira que o governo estuda aumentar o número de faixas de renda para atender as diferentes demandas de comercialização dos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida. Com a reformulação, o programa também ganhará um novo nome. Os detalhes serão apresentados na próxima terça-feira, dia 4, na Comissão de Desenvolvimento Urbano na Câmara de Deputados.

O ministro negou que haja possibilidade de exclusão de alguma faixa, mas informou que os estudos que vêm sendo feitos desde a transição apontam falham na execução do programa.

— O que identificamos foi um diagnóstico preciso das falhas que existem, vão-se dez anos de execução do programa. A nossa proposta é um maior número de faixas, de categorias para melhor atender as diferentes demandas — disse sem adiantar o número de faixas.

Canuto afirmou que, ao dar moradia, o governo precisa resolver situações como a comercialização irregular de imóveis, invasão dos lotes por facções criminosas, conflitos sociais nos condomínios e problemas de violência doméstica.

— Então são questões que o governo não pode aceitar. Ele cria uma moradia, quer dar moradia digna para pessoas para melhorar a qualidade de vida delas. A gente não pode ver uma situação dessa acontecendo e simplesmente não fazer nada. A mudança do programa é para melhorar, é para aperfeiçoar — disse.

Uma das alterações que estão sendo estudadas é alugar para famílias de baixa renda (até 1,8 mil) sete mil unidades do Minha Casa, Minha Vida que já estão prontas e ainda não têm indicação de demanda por parte de estados e prefeituras.

A medida faz parte do conjunto de alternativas, diante da falta de recursos no orçamento federal e do alto índice de irregularidades no programa. Nessa faixa de renda, a casa é praticamente doada, os beneficiados pagam uma prestação simbólica. Mas o percentual de inadimplência, segundo fontes do setor da construção, atinge 50% e quem fica com o calote é a União.

O ministro confirmou que o nome “Minha Casa, Minha Vida” será mudado para se adequar à visão do novo governo, que vai buscar resolver o déficit habitacional de maneira diferente.

— É um novo governo, um novo programa. Ele está sendo reformulado. Então não é apenas uma mudança do nome por mudar. É porque é uma nova visão. Como eu disse: hoje a gente inaugura aqui um Plano Regional de Desenvolvimento, uma política nacional que tem uma outra visão de mundo. O governo atual tem uma outra visão de mundo. Ele quer que os programas principais reflitam isso — disse o ministro.

As declarações foram dadas após evento no Palácio do Planalto em que o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que editou a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). O novo texto substitui um anterior de 2007 e tem como foco a atuação nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

— A visão do plano é diferente. A missão principal é competitividade com equidade. Estamos com uma visão muito menos assistencialista e muito mais produtiva. Queremos induzir e promover o desenvolvimento para que essas regiões possam após os investimentos andar com as próprias pernas.

Fonte: ibrafi.org.br

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Mercado imobiliário se molda a preferências de paulistanos

O mercado imobiliário vem percebendo mudanças nas preferências dos paulistanos em relação à compra de imóveis. O tamanho dos empreendimentos está perdendo para a localização. Além disso, a opção de alugar ao invés de comprar tem se fortalecido.

Para o vice-presidente de intermediação imobiliária e marketing do Secovi-SP, Elbio Fernandez Mera, as principais mudanças nas preferências dos paulistanos seguem dois modais. O primeiro é o de mobilidade, ou seja, os consumidores têm apostado mais em comprar ou alugar imóveis considerando sua proximidade com estações de metrô e linhas de ônibus do que em relação ao tamanho.

“As pessoas querem morar a, no máximo, 30 minutos de onde onde trabalham”, afirma. Esse critério, segundo ele, acaba sendo mais importante que as características do apartamento ou da casa negociada, como o tamanho.

Outro modal que tem conduzido as preferências do paulistano, na visão de Mera, é a proximidade com as opções de lazer da cidade. Ele explica que as regiões ao entorno de parques, por exemplo, estão bem valorizadas e com grande demanda. “Os consumidores querem estar próximos de áreas verdes e ter um local para ‘esticar as pernas’ no fim de semana”, comenta o executivo.

Já para o economista-chefe do Grupo ZAP, portal de informações sobre o mercado imobiliário e de classificados, Sergio Castelanni, a principal mudança no perfil do consumidor foi o crescimento das buscas por aluguel.

Na visão do especialista, o gatilho para essa alteração foi o período de crise enfrentado pelo segmento nos últimos anos. “Os consumidores que queriam comprar um empreendimento, com a crise, passaram a querer alugar. Ou então procuraram por uma casa menor”, analisa.

De acordo com ele, o ápice da crise no mercado imobiliário ocorreu entre 2012 e 2013, com preços estagnados e, em alguns casos, com queda. Segundo um estudo da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), divulgado nesta semana, em 2012, foram comprados ou vendidos 146.779 imóveis. Nos últimos 12 meses, encerrados em março, esse número caiu para 112.956 unidades.

Castelanni avalia que, embora a procura por locação esteja cada vez maior, o mercado nacional de aluguéis de imóveis ainda é pequeno em comparação com o de países desenvolvidos. A previsão, porém, é que o segmento se consolide nos próximos anos. “As famílias estão cada vez menores e não valorizam tanto a casa própria ou imóveis muito grandes”, diz.

Fonte de renda – Mera, do Secovi-SP, considera que a percepção dos consumidores mais velhos em relação ao retorno financeiro que o mercado imobiliário oferece está fomentando a procura por locação. Ou seja, o interesse dos paulistanos, principalmente os que estão na chamada “terceira idade”, na compra de imóveis para, posteriormente, alugá-los vem ganhando força nos últimos anos.

“Quem está com mais idade pensa como vai ser sua aposentadoria. Por isso, ao analisar o cenário atual, acabam preferindo comprar um imóvel e contar com a renda de aluguel”, afirma o especialista.

Ele explica que, atualmente, o mercado vende ou aluga imóveis para três gerações diferentes. Segundo Mera, é preciso considerar as preferências dos Baby Boomers (pessoas nascidas até a década de 1960); os Millennials (nascidos entre 1980 e 1990); e os jovens da “geração z” (nascidos em meados de 2000). “Quanto mais jovem, maior a preferência por praticidade e por morar perto de locais com fácil acesso ao transporte e ao lazer”, afirma.

Além disso, os especialistas consideram que os bairros do centro ou aqueles mais consolidados e, logo, os mais valorizados, estão com a maior vantagem na preferência dos paulistanos. Segundo um levantamento divulgado pela imobiliária Lello nesta semana, considerando o primeiro quadrimestre de 2019, a média do valor de aluguéis nos bairros Pinheiros e Itaim é de R$ 3,5 mil mensais. Já em Santana, a média é de R$ 1,9 mil.

Garagens – A pesquisa realizada pela Lello também revelou que 84% dos contratos firmados foram para apartamentos, os outros 16% para casas residenciais. Um dos pontos que favorecem a escolha por apartamentos, segundo Mera, é que a maior parte das pessoas que moram na capital não necessita mais utilizar garagens.

“Pelo mesmo valor, as pessoas trocam as casas com garagem por outras que não tem espaço para veículos, mas compensam com um ou dois cômodos a mais”, diz.

Para atender a esta demanda, de acordo com Castelanni, o mercado já vem se adaptando há algum tempo. Ele explica que os lançamentos já estão sendo menores e, em muitos casos, sem garagens. “Atender a essas mudanças é um processo demorado, envolve planejamento e construção. No entanto, o segmento já está se moldando para isso”, afirma o especialista.

Fonte: ibrafi.org.br

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Mercado imobiliário: Com demanda firme, construção quer crescer 15%

O desempenho da economia brasileira neste ano tem sido decepcionante para muitos setores, mas nem todas as notícias são negativas. Um dos mais importantes geradores de emprego e riqueza no país, o mercado imobiliário dá sinais claros e consistentes de crescimento, tanto em vendas quanto em lançamentos de empreendimentos.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o número de contratos para aquisição de imóveis residenciais avançou 9,7% nos três primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período de 2018. Foram vendidos 28,7 mil imóveis, ante 26,1 mil de janeiro a março do ano anterior. Já o total de lançamentos no mesmo trimestre registrou alta de 4,2%, com 14,7 mil unidades em todo o país.

Embora o aparente descolamento entre a indústria da construção e a economia como um todo seja motivo de festa para as empresas do setor, a comemoração está sendo discreta. É consenso que uma eventual demora na recuperação da atividade econômica, em razão de atrasos na aprovação das reformas, pode comprometer a performance do setor imobiliário nos próximos meses.

“O resultado é positivo e, sem dúvida, deve ser comemorado, mas, dada a queda que o setor enfrentou durante a recessão, a fraqueza do mercado no ano passado e a esperança de que a eleição reduzisse as incertezas, a expectativa era de que as vendas estivessem crescendo acima de 15%”, diz José Carlos Martins, presidente da Cbic. “As construtoras esperavam que, passadas as incertezas de 2018, a agenda de reformas seria tocada com prioridade, a economia embalaria e o primeiro trimestre seria melhor.”

Embora com cautela, a previsão é de crescimento robusto para o setor neste ano. A Cbic estima aumento de 10% a 15% nas vendas no fechamento de 2019, puxado pelo segmento de imóveis de médio e alto padrões, no qual as moradias são financiadas por fundos que utilizam recursos da poupança.

Os números endossam essa perspectiva. Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 5,77 bilhões em abril último, expansão de 2,2% em relação ao mês anterior e de 40,3% perante abril de 2018.

No primeiro quadrimestre de 2019, foram aplicados R$ 21,4 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE, elevação de 39,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 12 meses (maio de 2018 a abril de 2019), os empréstimos de R$ 63,5 bilhões para aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE asseguraram elevação de 40,2% frente ao apurado nos 12 meses anteriores.

No segmento do programa Minha Casa, Minha Vida, de subsídio a moradias populares, que contam com financiamento por meio de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o ritmo dos contratos deve permanecer estável, considerando que o orçamento do fundo ficou estagnado do ano passado para cá. “Quem vai puxar o crescimento é a habitação de mercado médio e alto padrão”, diz o presidente da Comissão Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.

Baixa renda  – Isso não significa que os segmentos de imóveis populares ficarão fora do cenário de recuperação. Prova disso é a mineira MRV Engenharia, maior construtora da América Latina e líder nesse segmento. Os lançamentos da empresa cresceram 35,9% no primeiro trimestre na comparação com igual intervalo do ano passado, com R$ 1,094 bilhão.

De janeiro a março deste ano, as vendas líquidas aumentaram 6%, para R$ 1,309 bilhão. “Nosso primeiro trimestre foi muito bom”, diz o copresidente da MRV, Rafael Menin. “Gostaríamos de ter começado o ano pisando no acelerador, mas deixamos de reconhecer um volume grande de vendas por conta de atrasos no processo de repasses e na contratação de financiamentos à produção decorrentes da transição de governo.”

De acordo com Menin, o principal banco com atuação no Minha Casa, Minha Vida, a Caixa Econômica Federal realizou poucos repasses até fevereiro. E como a MRV pratica o modelo de venda garantida, na qual operação é registrada somente após o repasse, parte do que foi vendido não foi contabilizado dentro do trimestre.

“Estamos mais otimistas com o segundo trimestre e esperamos um primeiro semestre melhor do que o mesmo período do ano passado. Vamos lançar mais e produzir mais do que no ciclo anterior”, garante Menin. No primeiro trimestre, a MRV produziu 9.880 unidades, com alta de 24,1%, na comparação anual. Assim como a MRV, algumas empresas estão enxergando, em seus números, a melhora do setor imobiliário. “Dobramos o número de imóveis vendidos entre janeiro e abril, em relação a 2018. A expectativa era triplicarmos, mas foi um resultado expressivo”, afirma Marcos Bigucci, da construtora M.Bigucci, sediada no ABC Paulista. “Reconheço que o ano não começou tão bem como esperávamos, mas acredito que estamos no caminho certo.” 

Fonte: ibrafi.org.br