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Mercado imobiliário entra na mira de brasileiros e estrangeiros que residem fora do país

Investir no país de origem e ainda ter a possibilidade de ver o patrimônio crescer é um ótimo negócio. Grande parte dos brasileiros que mora fora do país está tendo, neste momento, uma possibilidade real de investimento seguro e rentável. É o que afirma Leirson Cunha, diretor-executivo de marketing da Netimóveis e vice-presidente das corretoras de imóveis da CMI-Secovi/MG.

Ele explica que o mercado imobiliário brasileiro passa por um momento único, ideal para investimentos, e essa oportunidade já entrou no radar dos brasileiros ou estrangeiros que residem fora do país. O executivo, que acaba de voltar dos Estados Unidos, foi convidado para ministrar uma palestra em Boston (EUA) para brasileiros interessados em investir no Brasil. Ele conta que, na oportunidade, dezenas de pessoas tiveram a oportunidade de participar do encontro. “Muitos brasileiros que moram fora pensam em investir no Brasil, mas acabam não tendo ideia do que fazer com o dinheiro. Há um sentimento de otimismo com o cenário econômico brasileiro. O número de consultas tem crescido a cada dia”, garante o especialista.

 Leirson conta que o ano já começou com boas notícias no quesito valorização. “O preço nominal médio dos imóveis residenciais em 10 capitais brasileiras subiu 0,64% em 2018. Com isso, os preços no mercado imobiliário voltaram para o campo positivo após fechar em queda por três anos consecutivos: 2017 (-0,60%), 2016 (-2,26%) e 2015 (-0,20%). Segundo ele, os dados foram divulgados na segunda-feira, 21 de janeiro, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), cuja pesquisa considera os valores de imóveis vendidos por meio de financiamento bancário.

 A pesquisa mostrou que, em 2018, oito das 10 capitais pesquisadas tiveram alta nos preços: Belo Horizonte (0,27%), Brasília (0,29%), Porto Alegre (0,40%), Goiânia (1,14%), Curitiba (1,17%), São Paulo (1,31%), Fortaleza (1,31%) e Salvador (1,33%). Na contramão, houve queda dos preços no Rio de Janeiro (-1,49%) e em Recife (-0,22%).

 Leirson ressalta que a realidade de hoje, com o dólar ainda em patamares elevados, representa uma oportunidade segura e rentável. “Aquelas pessoas que conhecem um pouco do mercado de ações sabem que se compra na baixa e se vende na alta e, no mercado imobiliário, não é diferente”, alerta. De acordo com o executivo, a hora agora é aproveitar o poder de compra e investir o quanto antes. “Com a melhora da economia, a valorização dos imóveis é certa”, garante.

 Ele explica que as taxas de juros também são fatores que contribuem para que este seja um momento tão especial no mercado imobiliário. Em 2018, o Banco Central fez o maior corte de juros dos últimos cinco anos. Com as sucessivas quedas das taxas, o financiamento imobiliário se torna cada vez mais atrativo e facilitado. “Se fizermos comparação com os anos anteriores, a disputa pelo mercado imobiliário aumentou muito e isso fez com que os bancos brasileiros baixassem suas taxas para se tornar mais competitivos.”

 PLATAFORMA –  Com base em dados coletados na plataforma imobiliária, a Netimóveis confirma uma evolução significativa do mercado entre 2016 e 2018 – reforçando as expectativas positivas para 2019. “As consultas ao site aumentaram 70% nos últimos dois anos. Além disso, a nossa carteira de imóveis aumentou 27% e já supera em 2019 a marca dos 100 mil imóveis em ofertas únicas (venda e locação), sem repetição”, garante o executivo.

 Ele ressalta ainda que a Netimóveis cresceu 53% em atuação de 2016 para 2018. “Saltamos de 229 para 351 cidades, nas quais compartilhamos negócios na América do Sul. E, em 2018, inauguramos nossa primeira unidade internacional na Europa, a Alphasul Netimóveis, na região de Algarve, em Portugal. Isso só confirma a melhora significativa do mercado e a nossa visão de um crescimento ainda maior para este ano”, acredita Leirson.

Fonte: ibrafi.org.br

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Bradesco espera alta mais forte no crédito

Otimista com as perspectivas para a economia, o Bradesco espera um crescimento de 9% a 13% em sua carteira de crédito neste ano. Se confirmado, será o ritmo mais forte desde 2013, o que ajudou a elevar as ações do banco ontem à máxima histórica.

Sinais dessa melhora já começaram a aparecer no ano passado, quando o volume de empréstimos e financiamentos aumentou 7,8%. O banco fechou dezembro com R$ 531,615 bilhões em seu portfólio total de crédito. “Estamos trocando um ciclo de recessão por um ciclo de recuperação e agora vamos iniciar um ciclo benigno de crescimento”, afirmou o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Jr.

Mais forte, o crédito voltou a ser um dos motores do resultado do banco no quarto trimestre. O Bradesco teve lucro líquido de R$ 5,83 bilhões no período em termos ajustados, superando em 19,9% a cifra alcançada entre outubro e dezembro de 2017. O número veio acima das projeções de analistas. Em todo o ano passado, o lucro cresceu 13,4%, para R$ 21,564 bilhões.

O maior volume de operações e uma mudança na composição da carteira – com mais foco no varejo – ajudaram a atenuar o impacto da queda dos spreads médios no quarto trimestre. Spread é a diferença entre a taxa que o banco paga e a que cobra dos clientes.

De acordo com Lazari, será preciso ganhar ainda mais escala no crédito neste ano para compensar a tendência de compressão da margem. “Temos absoluta consciência de que a queda dos spreads é algo que está dado, vai continuar acontecendo.”

Os segmentos de pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas, que já vinham crescendo, devem continuar liderando a expansão da carteira do banco neste ano. Porém, a demanda de grandes empresas pode finalmente voltar a crescer caso o governo avance na agenda de reformas e privatizações ao longo do primeiro semestre.

Mesmo com uma perspectiva mais forte para os ativos, o Bradesco sinalizou uma nova rodada de queda no risco de inadimplência. O banco espera que as despesas com provisões contra calotes fiquem entre R$ 11,5 bilhões e R$ 14,5 bilhões em 2019. Isso significa que, no pior cenário, ficam no mesmo patamar do ano passado em termos absolutos, mas com uma carteira de crédito muito maior.

“A originação das novas safras de crédito tem mostrado bom desempenho e ainda há espaço para uma melhora marginal na inadimplência”, afirmou o diretor de relações com o mercado, Carlos Firetti, em teleconferência com analistas. “A normalização do custo de crédito ainda não está concluída.”

O banco fechou 2018 com índice de inadimplência de 3,51%, queda de 0,12 ponto percentual no trimestre e de 1,19 ponto em 12 meses. A combinação entre a perspectiva de crescimento das operações e a queda no risco levou as ações preferenciais do Bradesco à maior cotação da história. Os papéis fecharam o dia com alta de 5,65%, a R$ 45,26. “O Bradesco parece estar avançando em um novo ciclo de crédito”, escreveram analistas do UBS em relatório a clientes.

Se conseguir deter a pressão sobre a margem financeira, reduzir o custo de crédito e controlar o crescimento das despesas, o banco pode “facilmente” ultrapassar um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) de 20%, diz análise do Goldman Sachs.

O Bradesco gerou um retorno de 19,7% no quarto trimestre, ante 18% no mesmo período do ano anterior. A rentabilidade ficou em 19% no ano passado. No início de 2018, o banco perdeu para o Santander a marca de segunda maior rentabilidade entre os grandes bancos – o Itaú Unibanco lidera. O Santander gerou retorno de 21,1% no quarto trimestre e de 19,9% no ano todo. Desde então, o Bradesco vem tentando reagir com uma série de medidas – entre elas, uma reorganização administrativa anunciada neste mês para tornar sua estrutura mais ágil.

Lazari disse que há espaço para melhora na rentabilidade, embora não tenha traçado uma meta. “Retorno não é uma corrida de Usain Bolt, de 100 metros. É uma corrida de longo prazo”, afirmou.

Fonte: ibrafi.org.br

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Bradesco ultrapassa a Caixa e lidera concessão de crédito imobiliário no Brasil

Os bancos privados assumiram as rédeas do crédito imobiliário, considerando apenas as linhas de financiamentos com recursos originados nas cadernetas de poupança, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) nesta quarta-feira, 30.

Em 2018, o Bradesco liderou a concessão de financiamentos para a compra e a construção de moradias no Brasil, com empréstimos que totalizaram R$ 15,1 bilhões, Já em 2017, o banco fechou o ano na terceira posição, com R$ desembolsos de R$ 7,8 bilhões.

A Caixa Econômica Federal – conhecida por ser o banco da habitação – ficou em segundo lugar em 2018, atingindo R$ 13,2 bilhões em financiamentos. No ano anterior, a estatal liderou o ranking, com R$ 16,4 bilhões em empréstimos nessa categoria.

O Itaú Unibanco chegou em terceiro lugar em 2018, com R$ 12,1 bilhões. No ano anterior, ficou em segundo lugar, com R$ 8,5 bilhões. O Santander Brasil se manteve na quarta colocação, com R$ 10,2 bilhões, ante R$ 6,2 bilhões. E o Banco do Brasil também manteve sua quinta colocação no ranking, com R$ 5,1 bilhões, ante R$ 2,7 bilhões.

Para 2019, a dinâmica do mercado não deve passar por mudanças significativas, estimou o presidente da Abecip, Gilberto Duarte. Ele lembrou que nos últimos anos, os bancos públicos, especialmente a Caixa, passaram a focar no mercado imobiliário destinado às pessoas de média e baixa renda. Este setor é enquadrado no Minha Casa, Minha Vida e conta com crédito subsidiado por recursos do FGTS, que não são operados pelos bancos privados. “O mercado deve continuar assim”, previu.

Duarte ressaltou que, nas linhas com recursos da poupança, os bancos públicos já vêm operando dentro das condições de mercado, sem incentivos artificiais, há cerca de três a quatro anos. “Os bancos públicos não precisam de subsídio para competir. Eles têm capacidade e competência para isso”, avaliou.

Nesse sentido, ele disse considerar “normal” e “nada estranho” o discurso recente do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de que a estatal vai praticar juros de mercado. “Na verdade, a prática já era essa. E ela tem condições de competir assim”, acrescentou.

Crédito imobiliário – Os financiamentos para a compra e a construção de imóveis totalizaram R$ 117 bilhões em 2018, aumento de 15% em comparação com 2017, de acordo com dados também divulgados pela Abecip. O desempenho ficou em linha com as expectativas da associação, que previa um crescimento na ordem de 15% a 17% para os desembolsos no ano.

Os empréstimos com recursos da poupança (SBPE) alcançaram R$ 57,4 bilhões em 2018, alta de 33%, enquanto o crédito com recursos do FGTS bateu em R$ 60 bilhões em 2018, crescimento de 2%.

No caso da linha com recursos da poupança, foi registrado aumento de 35% nos empréstimos para compra de imóveis usados e alta de 26% para unidades novas. A pesquisa mostrou também que os desembolsos desta linha para financiar a construção de imóveis (crédito destinado à empresas) teve alta de 43% em 2018, e para compra de imóveis (pessoas físicas) teve expansão de 30%.

Taxas devem ficar estáveis – As taxas de juros do financiamento imobiliário tendem a permanecer estáveis ao longo do ano, com possibilidade de oscilações para cima ou para baixo de acordo com a evolução da economia brasileira, especialmente de acordo com o desfecho das reformas estruturais, como da Previdência, disse também o presidente da Abecip, Gilberto Duarte.

O executivo explicou que as taxas praticadas no financiamento imobiliário levam em consideração principalmente as expectativas econômicas de longo prazo, pois os empréstimos tem duração de até 35 anos. “A taxa de juros do longo prazo pode cair se reformas forem aprovadas. Aí, a tendência de todos os setores, inclusive dos bancos, é de maior confiança nos financiamentos, e os juros podem cair”, disse. Duarte ressaltou ainda que os juros do crédito imobiliário já estão em níveis baixos e semelhantes ao do período anterior à crise.

Em relação à demanda, o presidente da Abecip disse ter a expectativa de que a indústria da construção residencial vá reagir mais fortemente neste ano. “Assim como viu em 2018, o mercado deve crescer, com mais lançamentos, e maior demanda por crédito”, estimou. Já entre as pessoas físicas, também tem havido uma reação, porém gradual, de acordo com melhoria da economia e da redução do desemprego, disse.

Mudança de perfil – O mercado de crédito imobiliário deve passar por uma mudança em seu perfil de funding neste ano. Os financiamentos com recursos da caderneta de poupança devem superar os financiamentos das linhas com dinheiro proveniente do FGTS em 2019, uma situação que não ocorria desde 2015.

O crédito para a compra e a construção de imóveis no País deve atingir R$ 126 bilhões em 2019, de acordo com estimativa da Abecip.

As previsões apontam que os financiamentos com recursos originados nas cadernetas de poupança devem atingir R$ 69 bilhões, enquanto os empréstimos com dinheiro do FGTS devem somar R$ 57 bilhões, recuo de 5%.

O presidente da Abecip, Gilberto Duarte, destacou que a poupança voltou a apresentar um desempenho positivo, com mais depósitos do que saques, consolidando um cenário de captação positiva que tende a continuar ao longo dos próximos trimestres. O saldo das cadernetas chegou a R$ 618 bilhões em 2018, montante 10% maior do que em 2017.

“O ano de 2018 foi bastante forte para as cadernetas de poupança”, disse Duarte. “E o cenário econômico está mais favorável, com avanço do PIB, queda do desemprego e taxa de juros baixa, o que faz a poupança ser uma aplicação mais interessante”, pontuou.

Duarte afirmou que a disponibilidade de recursos para a compra e a construção de moradias é saudável e não preocupações em torno da falta de dinheiro para o setor no curto a médio prazo. “São recursos suficientes para financiar a construção”.

O presidente da Abecip destacou também o início das emissões das Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs) no último ano, formando um estoque de R$ 2 bilhões. Segundo o executivo, essa carteira pode vir a atingir “dezenas de bilhões de reais” no curto prazo, considerando a segurança do instrumento e o apetite dos bancos. “As LIGs vão crescer e ocupar uma parcela importante do mercado”, estimou.

Abecip também está conversando com o Banco Central para flexibilizar as aplicações em LIGs por estrangeiros. Hoje, investidores de fora do País precisam abrir uma conta no Brasil para a negociação das LIGs. O objetivo da Abecip é permitir que as aplicações possam ser feitas mesmo do exterior e em moeda estrangeira. Como as taxas de juros praticadas no Brasil são mais altas, a flexibilização das regras poderia abrir as portas para a entrada de um volume elevado de recursos, disse Duarte. Segundo ele, não há prazo para um desfecho dessas discussões, mas o Banco Central tem se mostrado cooperativo.

Fonte: ibrafi.org.br

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Mercado financeiro prevê dólar estável a R$ 3,75 durante 2019

Em consulta realizada pelo Banco Central (BC), instituições financeiras realizaram projeções sobre economia brasileira para 2019 e 2020. A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,75 no final deste ano, e em R$ 3,78, no fim de 2020.

Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a projeção de crescimento foi reduzida de 2,53% para 2,50%, em 2019. Para o próximo ano, a expectativa caiu de 2,60% para 2,50%. Em 2021 e 2022, a projeção segue em 2,50%. As previsões são de instituições financeiras consultadas pelo BC todas as semanas sobre os principais indicadores econômicos.

A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 4% este ano. Na semana passada, a projeção para o IPCA estava em 4,01%. A estimativa segue abaixo da meta de inflação (4,25%), com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, este ano.

Para 2020, a projeção para o IPCA segue em 4%, há 82 semanas seguidas. Para 2021 e 2022, a estimativa permanece em 3,75%. A meta de inflação é 4%, em 2020, e 3,75%, em 2021, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos (2,5% a 5,5% e 2,25% a 5,25%, respectivamente).

Fonte: mercadoeeventos.com.br

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Entenda O Que É O Valor Venal Do Imóvel

Entenda o significado deste termo que é muito utilizado no mercado imobiliário

No mercado imobiliário, o termo “Valor Venal” é muito utilizado, principalmente no cálculo de impostos, como o IPTU e o ITBI. Mas o que é o valor venal do imóvel? Qual a sua relação com o IPTU? E como é calculado o valor venal de um imóvel?

O Valor Venal é o valor de referência que vale o imóvel de acordo com o Poder Público – Prefeitura. “O cálculo do valor venal varia de município para município. Em geral, para calcular esse valor, são considerados critérios como: área do terreno ou edificação; valor unitário padrão residencial, com base na Planta Genérica de Valores (PGV); idade do imóvel; posição do imóvel no logradouro; e características construtivas”, explica a advogada Viviana Callegari, especialista em direito imobiliário do escritório Posocco & Advogados Associados.

O cálculo do valor venal do imóvel segue a seguinte fórmula: V = A x VR x I x P x TR

  • V = valor venal do imóvel;
  • A = área do terreno ou edificação;
  • VR = valor unitário padrão residencial, com base na Planta Genérica de Valores do Município (PGV);
  • I = idade do imóvel (contada a partir da concessão do “Habite-se”, da reconstrução ou da ocupação do imóvel — quando não houver “Habite-se”);
  • P = posição do imóvel no logradouro;
  • TR = tipologia residencial ou característica construtiva (modificações, acréscimos reformas etc.).

Esse cálculo varia de cidade para cidade. É importante saber que o valor venal não é o mesmo do valor da venda de imóvel, ele é apenas uma referência. Geralmente, os corretores de imóveis usam o valor venal para ter como base o cálculo do valor de mercado de um imóvel. “O valor venal foi criado para servir como parâmetro de cálculo de impostos e taxas, mas pode ser usado também como base para venda do imóvel”, comenta a advogada.

Mas qual a relação do Valor Venal com o IPTU?

O cálculo do IPTU é feito a partir de alíquotas definidas em lei municipal, aplicadas sobre o valor venal do imóvel.“Em São Paulo, por exemplo, o IPTU é calculado à razão de 1% do valor venal, com descontos e acréscimos definidos por faixa de valor venal, para imóveis construídos para uso residencial exclusivamente”, completa Callegari.

Por exemplo, um imóvel pode ter um valor venal de R$100 mil reais e um valor de mercado de R$130 mil reais, ou seja, para o cálculo de impostos como o IPTU, é usado o valor venal de R$100 mil reais. Para à venda do imóvel será utilizado o valor de R$130 mil.

Fonte: publicidadeimobiliaria.com

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2019 será melhor para o mercado imobiliário, diz presidente da MRV

São Paulo – A redução das incertezas após a eleição deve dar início a um novo ciclo para o mercado imobiliário, avalia o presidente da MRV, Eduardo Fischer. A construtora, que focou nos últimos cinco anos no consumidor de baixa renda, pretende voltar a lançar imóveis de maior valor.

O déficit habitacional do País, que já era elevado, aumentou em mais de 220 mil imóveis entre 2015 e 2017, batendo recorde. A seguir, trechos da entrevista do executivo ao periódico.

2019 deve ser um ano melhor para o mercado imobiliário?

Nesse setor, é preciso sempre tentar antecipar os próximos três anos. Mesmo em 2014, quando o desemprego estava baixo, já se vislumbrava que seriam anos difíceis pela frente, mas 2019 deve ser melhor para o mercado imobiliário. O pior da crise parece ter passado e a demanda por moradia é alta.

A MRV focará em baixa renda?

Não só. Ficamos os últimos cinco anos focados em unidades a partir da faixa 1,5 do Minha Casa, Minha Vida – a segunda menor do programa – e financiadas com recursos do FGTS. A demanda é alta pela baixa renda, mas queremos voltar a construir empreendimentos de valores mais altos e financiados com a poupança. Essas famílias também ficaram com o consumo represado.

O mercado está otimista com a nova equipe econômica?

Sim. A impressão é de que há uma grande racionalidade por parte da equipe. Ela conhece a necessidade de gerar empregos no País e sabe do potencial que o setor imobiliário tem para criar postos de trabalho.

Fonte: exame.abril.com.br

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Caixa cortará recursos de grandes empresas e focará ações

A Caixa Econômica Federal deve fechar a torneira do crédito para grandes empresas, direcionar recursos para a habitação e estimular o mercado de capitais com a venda de ações e debêntures.

A ideia é, com mecanismos próprios, levantar pelo menos R$ 150 bilhões em quatro anos para destinar a novos financiamentos imobiliários.

Desse total, pelo menos R$ 100 bilhões virão da venda de carteira de crédito, e outros R$ 50 bilhões, da abertura de capital de quatro subsidiárias.

Essa estratégia definida a executivos da Caixa pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, significa uma reviravolta na política da instituição, que, até o momento, se comportou como as demais estatais –dependente de recursos do FGTS e do Tesouro para fazer negócios.

Segundo o Banco Central, a Caixa concentra 67% dos empréstimos em grandes empresas, situação que se repete no Banco do Brasil e no BNDES.

“Quem vai para o mercado internacional buscar dinheiro não precisa ir lá [na Caixa]”, disse Guimarães em seu discurso de posse.

Com pouca margem de manobra para ampliar o volume de crédito por causa das exigências internacionais mais rigorosas de segurança nos empréstimos, a Caixa do presidente Jair Bolsonaro devolverá R$ 40 bilhões ao Tesouro.

Ao mesmo tempo, o banco implementará um plano severo para fazer dinheiro.

Pelo menos quatro braços do banco, cujo capital é predominantemente da União, terão participações relevantes vendidas em Bolsa: seguros, aposentadorias privadas, loterias e gestora de investimentos.

A expectativa de Guimarães é que essas operações movimentem o mercado de capitais. Segundo ele, hoje somente 700 mil brasileiros investem em ações, o equivalente a 0,35% da população.

A estimativa é que, com a abertura de capital das subsidiárias da Caixa, será possível fazer com que pelo menos 5 milhões de pessoas comprem papéis dessas empresas.

Em outra frente, Guimarães pretende vender a carteira imobiliária para terceiros, uma prática conhecida no mercado como securitização e que, até o momento, só encontrou barreiras nas administrações passadas.

O banco quer colocar no mercado recebíveis de contratos imobiliários, que têm mais liquidez. São receitas de financiamentos em curso. No entanto, incluem contratos do Minha Casa, Minha Vida, que têm elevado nível de inadimplência.

Outro impulso para o mercado virá do FI-FGTS, o fundo bilionário com recursos do trabalhador que investe em infraestrutura.

Alvo da Lava Jato, que investigou operações envolvendo projetos com grandes empresas, o fundo só deverá liberar recursos para companhias de médio e pequeno portes com ações negociadas na Bolsa.

A ideia é modificar as regras para que, em vez de reaplicar os lucros decorrentes dos investimentos, o FI-FGTS possa destinar os recursos não usados para financiamentos habitacionais —algo como R$ 2 bilhões por ano.

A Caixa também deverá atuar na emissão de debêntures de infraestrutura, papéis que o governo quer estimular para o financiamento de projetos dessa natureza.

Para isso, haverá uma reformulação para que pessoas jurídicas —como fundos de investimento— também possam aplicar em debêntures. Hoje, as regras do setor restringem esse investimento para pessoas físicas.

Com a medida, haverá espaço nos bancos públicos para levar crédito a lugares em que hoje há escassez, principalmente no Norte e no Nordeste.

A Caixa quer ser um banco para pessoas de baixa renda ao oferecer microcrédito nessas regiões. A meta é, em quatro anos, conceder 30 milhões de empréstimos com juros inferiores a 2%.

Executivos do banco, ouvidos pela Folha, dizem que as metas são muito ambiciosas e de difícil execução.

Abrir mão de grandes clientes seria como dar um cavalo de pau nos rumos da instituição.

Fonte: ibrafi.org.br

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Fundos imobiliários avançam 36,8% e terão maiores rendimentos em 2019

As emissões de fundos imobiliários somaram R$ 12,822 bilhões em 2018, alta de 36,8% ante 2017 (R$ 9,372 bilhões), no maior nível desde 2012 (R$ 15,747 bilhões). Para 2019, a expectativa é de “grandes ofertas” no primeiro semestre e de um crescimento ainda maior.

Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Ainda de acordo com os dados da associação, atualmente, os fundos imobiliários (FIIs) somam R$ 78,115 bilhões em patrimônio líquido.

O diretor de soluções financeiras da Ativa, Fábio Assumpção, explica que o crescimento vem puxado pela recuperação do mercado imobiliário, que de 2013 a 2015 passou por uma fase de altos níveis de vacância, inadimplência e reajustes para baixo do valor dos aluguéis.

“Agora que os investimentos imobiliários começam a se recuperar mais intensamente, junto ao fluxo de lançamentos e fundos, temos um ajuste cíclico da modalidade. Embora ainda exista uma vacância razoável, a expectativa é de melhora e a tendência é de valorização dos fundos”, afirma.

Por meio de relatório, no entanto, o BTG Pactual reitera que ainda há “um longo caminho para que os preços reais dos imóveis alcancem os níveis tidos pré-crise”. Tal situação poderia, por exemplo, influenciar os dividendos distribuídos nos fundos no curto prazo, mas trariam retornos positivos na medida de retomada econômica do País.

De acordo com o responsável pela área de fundos imobiliários da XP Investimentos Gustavo Bueno, porém, tanto a parte de procura de aluguéis como de lançamentos serão beneficiados. “A demanda está puxando todo esse movimento de alta e deve trazer um aumento de margem desses fundos. O mercado acabou de entrar em ciclo proprietário e, agora, segue com boas perspectivas”, acrescenta.

Os últimos dados da B3, consolidados em novembro, apontam que 193 mil investidores alocam seus recursos nos fundos imobiliários. Olhando para as ofertas públicas (a grande maioria das emissões) desse total de investidores, 61,6% são pessoas físicas, 34,5% são investidores institucionais e 3,9% são intermediários e demais participantes ligados à oferta.

“O crescimento de 2019 será ainda maior do que o observado no ano passado, principalmente porque já existem muitas ofertas no pipeline. Mesmo que alguns fundos ainda mostrem vacância, a tendência é de uma alta no valor da distribuição e a expectativa é de já no primeiro semestre teremos forte captação e grandes fundos imobiliários”, opinou o sócio-diretor da Coinvalores, Fernando Silva Telles.

Riscos e dividendos – Seguindo a linha dos rendimentos, os especialistas ainda destacam o apelo dos FIIs em um cenário de taxa básica de juros (Selic) a 6,5%. Atualmente, o rendimento dos aluguéis que tem sido distribuído aos cotistas fica entre 7% a 8% ao ano, com a vantagem de isenção do imposto de renda (IR).

Para Assumpção, o cenário de Selic baixa trará um aumento generalizado na demanda por alocações em renda variável, onde os investidores aceitarão assumir riscos um pouco maiores em prol de manter os rendimentos vistos quando a taxa básica estava elevada.

“Apesar de os fundos imobiliários ainda não terem recuperado completamente toda a correção feita desde o pico, em 2013, essas carteiras são promissoras. A migração do investidor brasileiro para ativos de maior risco, como um todo, já começou a acontecer e deve se intensificar”, avaliou.

Já o executivo da XP chama a atenção para os riscos desses ativos. “É preciso filtrar e localizar os fundos ‘blue chips’ que temos na bolsa. Existem muitas posições arriscadas, cujos lastros não condizem com a entrega de dividendos, então é preciso ter cuidado”, diz.

“Além disso, é preciso analisar a praça do ativo e se é o momento certo de ingressar. O ambiente macroeconômico influencia, mas não é preciso pirotecnia para fazer bons investimentos”, conclui Bueno.

Fonte: ibrafi.org.br

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Limite do FGTS permite aos consorciados adquirirem imóveis de até R$ 1,5 mi

No primeiro dia do ano entrou em vigor o novo limite máximo do valor do imóvel que pode ser adquirido utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O teto, anteriormente de R$ 950 mil, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal, passou agora a R$ 1,5 milhão. A medida, anunciada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), permite ao trabalhador consorciado novas opções de compra da casa própria.

No sistema de consórcios, os trabalhadores podem utilizar o saldo do FGTS para oferta de lance ou como complemento da carta de crédito; com o objetivo de adquirir imóvel residencial pronto ou em construção; ou, após contemplação, para amortizar o saldo devedor, pagar parte das prestações ou liquidar o saldo devedor.

“O leque de opções dadas aos trabalhadores de como utilizar o FGTS no consórcio faz com que o sonho da casa própria se torne uma realidade cada vez mais próxima”, destaca o vice-presidente de operações e parcerias da Embracon, Luís Toscano. “É importante, apenas, ficar atento aos pré-requisitos exigidos para usufruir deste recurso como: possuir três anos de trabalho sob regime do FGTS, ter a cota do consórcio no nome do trabalhador, não ser titular de financiamento ativo no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e não ter imóvel no município em que reside ou exerce sua atividade principal”, acrescenta o executivo.

Muitos brasileiros já recorrem a essa prática. De janeiro a setembro de 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC), 2.586 trabalhadores participantes do consórcio de imóveis utilizaram cerca de R$ 112,05 milhões do saldo das contas do FGTS. Desse valor, 62% foi direcionado para a aquisição de imóveis prontos, 17,6% no abatimento do saldo devedor, 9,7% para liquidação de saldo devedor, 6% no pagamento de parte das prestações e 4,4% em compra de imóvel em construção.

Consórcio de Imóvel – O número de participantes ativos do consórcio de imóveis cresceu constantemente ao longo de 2018 e alcançou 877 mil consorciados, de janeiro a outubro. Neste mesmo período, 219,75 mil novas cotas foram vendidas, apontam os dados da ABAC.

Ao longo desses dez meses, o sistema de consórcio imobiliário atingiu o volume de 30,07 bilhões em créditos comercializados, com tíquete médio (valor médio da cota no mês) de 138,6 mil, utilizados por mais de 60 mil contemplados. Ao todo, de janeiro a outubro de 2018, foram disponibilizados 5,99 bilhões em créditos no sistema de consórcio imobiliário brasileiro.

Fonte: ibrafi.org.br

 

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Novo presidente da Caixa descarta privatização do banco, sinaliza entrada no consignado e no microcrédito

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, descartou nesta segunda-feira planos para privatização do banco, preferindo dar ênfase na abertura de capital de subsidiárias, para destravar valor da instituição.

Em discurso na transmissão de posse, ele exemplificou que a Caixa Seguridade pode dobrar sua lucratividade dois anos depois de sua oferta inicial de ações (IPO) na bolsa.

Guimarães pontuou ainda que a Caixa entrará no mercado de cartões consignados, com a meta de atingir 20 milhões de cartões consignados em quatro anos, e que cogita parceria com Banco do Brasil para operar microcrédito.

Ele lembrou que a Caixa tem 96 milhões de cartões de débito e que é “inaceitável” que não esteja no mercado de cartões consignados.

Guimarães voltou a dizer que o banco público dará foco aos empréstimos a pequenas e médias empresas e que, para as grandes, vê o mercado de capitais como alternativa satisfatória para provimento de financiamento.

Em relação à infraestrutura, o novo presidente da Caixa disse que o banco irá priorizar projetos que sejam rentáveis para a instituição e também benéficos para a sociedade.

“Não vai ter financiamento de construir pontes que ligam nada a lugar nenhum”, afirmou.

Nesse campo, ele pontuou que o banco tem possibilidade de financiar a iluminação pública em mais de 500 cidades, sendo que poderá replicar nessa área a lógica de securitização de recebíveis que enxega como futuro para o crédito imobiliário.

Guimarães, que se emocionou em diversos momentos da cerimônia, voltou a dizer que a Caixa irá pagar à União a dívida de 40 bilhões de reais que possui em IHCDs (Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida) e que esse foi um compromisso firmado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Isso será feito ao longo de quatro anos, sendo que a Caixa empregará nesse pagamento os recursos levantados nas aberturas de capital das subsidiárias, notadamente de seguridade, de cartões, operações de loterias e de gestão de fundos.

Fonte: ibrafi.org.br