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Aspectos da geografia financeira no mercado imobiliário

O mercado imobiliário urbano é altamente diversificado, com inúmeros produtos distribuídos espacialmente pelas cidades. É um setor que tem características próprias, principalmente no que diz respeito ao ciclo de produção, que é relativamente longo se comparado a outras atividades econômicas. Portanto, é uma indústria que aloca e acumula capital no espaço e no tempo.

Pesquisadores em economia urbana que estudam as bolhas imobiliárias, provocadas principalmente por distorções econômicas no mercado, apontam que seus efeitos vão desde a queda abrupta nos preços até os elevados riscos financeiros para os bancos e outros setores da economia. Além disso, ressaltam que efeitos como a vacância, a deterioração do estoque construído e a queda de preços afetam-se mutuamente, e podem prejudicar as áreas urbanas onde se situam.

As recentes crises do mercado imobiliário em países como Irlanda, Reino Unido e EUA revelam a estreita relação entre mercado imobiliário e mercado de capitais. A crise no mercado de hipotecas americano em 2007 e 2008 evoluiu, em pouco tempo, para uma crise financeira e econômica internacional. Isso foi possível porque o risco dos mercados imobiliários locais foi distribuído globalmente por meio de produtos e mecanismos financeiros inovadores (engenharia financeira e securitização), estabelecidos com controles insuficientes e responsabilidades de gestão pouco claras por parte de uma estrutura financeira sofisticada e bem conectada. Subsequentemente, esse risco circulante foi reforçado na forma de escassez internacional de capital no mercado interbancário, afetando novamente as economias locais.

Essa crise trouxe à tona a importância de um regramento mais claro nas operações que envolvem produtos imobiliários e o mercado de capitais. Contudo, expôs também a interdependência essencial que existe entre o mercado imobiliário e os mecanismos de financiamento.

Sob o ponto de vista dos mercados financeiros, a enorme quantidade de capital aplicada em investimentos imobiliários representava um problema fundamental. Os imóveis, financiados principalmente por empréstimos bancários, amarravam grandes somas de capital por longo prazo. As inovações no mercado financeiro acabaram por reestruturar os modelos de financiamento, nos quais o empreendedor necessitava de um fluxo de caixa estável para pagamento do empréstimo durante determinado período, e depois transferia o risco de inadimplência para os bancos.

Essa situação mudou por meio de inovações financeiras, como fundos imobiliários abertos e fechados. Esses fundos obtêm o capital necessário no mercado de capitais, por meio de investidores privados e institucionais. Desta forma, o risco do empréstimo passa do banco para o investidor privado, e o imobiliário é convertido em produtos de investimento financeiro negociáveis, com requisitos de rendimento claros, que, em princípio, podem ser liquidados a qualquer momento.

Atualmente, é imprescindível um amplo conhecimento dos ambientes financeiros globais e do mercado local. Esse conhecimento, no entanto, envolve numerosos aspectos, e é distribuído de forma desigual entre os atores do mercado. Os processos necessários de coleta de informações, de transformação dessas informações em conhecimento de mercado e da distribuição desse conhecimento são essenciais para que empreendedores, governo, bancos e agentes do mercado de capitais, responsáveis pela estruturação segura de modelos de financiamento, garantam um mercado imobiliário saudável dentro dessa nova geografia financeira.

Fonte: ibrafi.org.br

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Confira o que abre e o que fecha em São Paulo em 1º de janeiro

O paulistano precisa ficar atento com os estabelecimentos que mudam seus horários de atendimento ou fecham as portas. VEJA SÃO PAULO lista o que abre e fecha na cidade no dia 1º de janeiro:

Shoppings

O funcionamento das lojas é facultativo, das 14h às 20h.

Bom Retiro e 25 de Março

As lojas do centro comercial do Bom Retiro só reabrem no dia 2 de janeiro para o varejo e 6 de janeiro para o atacado. Já na Rua 25 de Março os lojistas decidem se abrem ou não. Alguns estabelecimentos devem funcionar, mas os horários podem variar.

Ônibus

De acordo com a SPTrans, o transporte público na cidade funciona com frota reduzida em 50% no dia 1º de janeiro. Os ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) trabalham como aos domingos, com 55% da frota.

Rodízio de carros

A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) informou que o rodízio de veículos está suspenso para carros de passeio e caminhões entre os dias 26 de dezembro e 12 de janeiro. A operação volta a funcionar normalmente no dia 13 de janeiro (segunda-feira).

Metrô

No dia 1º de janeiro o Metrô funciona normalmente.

Bancos

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências bancárias ficam fechadas. Contas de consumo como água, luz, telefone, gás, além de carnês com vencimento não ajustado ao calendário de feriados, poderão ser pagas no próximo dia útil, na quinta (2), sem cobrança de multas. Canais alternativos para pagamento de contas, como os caixas eletrônicos, o internet banking, o mobile banking e o banco por telefone estarão disponíveis.

Parques e Esportes

Todos os parques municipais abrem normalmente em seus horários habituais. Os Centros Desportivos Municipais abrirão para atividades esportivas e de lazer ficarão fechados no dia 1º de janeiro, bem como o Parque Esportivo do Trabalhador, antigo CERET.

Ciclofaixa e Bike Sampa

Os trajetos da Ciclofaixa não serão ativados em 1º de janeiro. O funcionamento normal será retomado no domingo (5). O programa de compartilhamento de bicicletas Bike Sampa funciona em horário especial durante o Ano Novo. O sistema será bloqueado às 18h do dia 31 até as 10h do dia 1º.

Unidades do Sesc

Quem ficar pela cidade e quiser aproveitar a programação do Sesc deve ficar esperto. A maioria das unidades fecha nos dias 30, 31 e 1º de janeiro. Os horários de funcionamento de cada unidade estão disponíveis no site oficial do Sesc.

Saúde

No dia 1º de janeiro, os hospitais e prontos-socorros funcionarão o dia todo, ininterruptamente.As 99 AMAs tradicionais abrem de segunda-feira a sábado, inclusive nos dias 31 e 1º, das 7h às 19h. As 19 AMAs Especialidades, as Unidas Básicas de Saúde (UBS), as UBS Integrais e os Ambulatórios de Especialidades fecham nos dias 31 e 1º, retornando o atendimento no dia 02. As 20 AMAs, que funcionam 24 horas, abrirão todos os dias, sem interrupções.

Espaços Culturais

Catavento Cultural e Educacional: fecha.

Centro Cultural São Paulo: fecha.

Estação Pinacoteca: fecha.

Memorial da Resistência: fecha.

Museu Afro Brasil: fecha.

Museu da Casa Brasileira: fecha.

Museu da Imagem e do Som – MIS: fecha.

Museu da Língua Portuguesa: fecha.

Museu de Arte Sacra: fecha.

Museu do Futebol: fecha.

Paço das Artes: fecha.

Pinacoteca: fecha.

Mercados Municipais

No primeiro dia de 2014, todos os mercados municipais e sacolões fecham. As feiras livres foram antecipadas para o dia 31 de dezembro.

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Fundos imobiliários podem figurar entre os melhores investimentos de 2019

Especialistas do mercado financeiro estão otimistas para a economia em 2019. A projeção do Banco Central é que o crescimento econômico do país gire em torno de 2,4% ao longo do próximo ano, valor que é considerado bom quando comparado às expectativas dos anos anteriores.

Dessa forma, os Fundos de Investimento Imobiliário, ou FIIs , estão entre as melhores alternativas para conseguir bons rendimentos, caso aconteça o crescimento esperado. Isso se deve ao fato do setor imobiliário ser um dos mais beneficiados com essa situação.

O novo governo, que toma posse no dia primeiro de janeiro de 2019, apresentou propostas e uma pauta econômica que visa o aumento de renda dos brasileiros, focando, principalmente, no combate ao desemprego e aumento da concessão de crédito pessoal.

Além disso, o preço do metro quadrado no Brasil continua atrativo. Essas medidas são importantes para que as pessoas voltem a investir no setor imobiliário, resultando em uma valorização.

Outra ação que pode fazer com que os FIIs figurem entre as boas opções de investimentos em 2019 é a manutenção da taxa Selic. O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a taxa em patamares considerados baixos. Essa decisão reflete diretamente no preço dos FIIs, que devem seguir valorizando ao longo do próximo ano.

Em consulta realizada junto a especialistas da Toro Investimentos, foram levantados os principais Fundos Imobiliários que podem se transformar em boas opções são:

– AEFI11

– BBPO11

– BCFF11

– BRCR11

– KNRI11

– HGLG3

– VRTA11

– FEXC11

É importante destacar que este movimento otimista para os Fundos Imobiliários não é algo que vai acontecer apenas em 2019, pois já vem se desenhando de maneira interessante em 2018.

A economia de uma forma geral foi afetada pela greve dos caminhoneiros que aconteceu em maio de 2018 e pela corrida eleitoral, que acabou no final de outubro com a eleição de Jair Bolsonaro. Porém, os números da B3 indicam que, antes destes acontecimentos, os Fundos Imobiliários apresentaram bons índices e após as eleições, em novembro, voltaram a reagir e melhorar o rendimento.

Segundo dados da Bolsa de Valores brasileira, houve um aumento de 70% nos investimentos nesses fundos, chegando a uma marca expressiva aproximadamente 185 mil investidores investiram em FIIs nos últimos 12 meses.

A principal expectativa do mercado financeiro é que os Fundos Imobiliários mais valorizados em 2019 sejam os que possuem relação com estabelecimentos comerciais, principalmente shoppings centers.

Como é esperado que as pessoas ampliem o seu poder de consumo no próximo ano, empreendimentos de galerias comerciais e shoppings devem ser beneficiados com o aumento do consumo, valorizando assim, os FIIs relacionados a esses imóveis.

Além do que foi falado, a facilidade em realizar este investimento é outra vantagem que deve favorecer a valorização e aumentar a procura pelos Fundos Imobiliários. Atualmente, é possível investir em um FIIs de maneira simples e rápida, com pouco cliques pela internet.

Portanto, no momento de escolher a melhor forma de aplicar uma quantia em 2019, é sempre interessante analisar o mercado e perceber os setores que mais devem se beneficiar com um possível crescimento da economia. Nesses casos, os Fundos Imobiliários, FIIs, tendem a ser ótimas alternativas para obter bons rendimentos.

Por fim, os Fundos Imobiliários se apresentam como ótimas alternativas para compor uma carteira de investimentos com maior diversificação e com grandes possibilidades de valorização em 2019.

Ao lado de outros tipos de investimentos como ações, Certificados de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito, os FIIs podem assumir a preferência dos investidores.

Fonte: ibrafi.org.br

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Vescovi sugere mudanças no FGTS

Presidente do conselho de administração da Caixa, a secretária executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, defendeu uma ampla remodelagem do FGTS para melhorar a remuneração dos recursos do trabalhador. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Vescovi alertou que o dinheiro do trabalhador hoje é “sub-remunerado”.

“A remuneração do FGTS é uma das fontes de desigualdade de renda do País”, avaliou. O FGTS é uma poupança compulsória dos trabalhadores com carteira assinada que rende 3% ao ano mais TR. Desde 2017, além da remuneração normal, o Fundo passou a dividir também a metade do lucro do ano anterior. Com a distribuição do lucro do ano passado, as contas tiveram rendimento de 5,59%.

Vescovi também sugeriu que o trabalhador possa aplicar os seus recursos no Tesouro Direto, programa de venda de títulos do Tesouro Nacional pela internet.

Nessa modelagem, a secretária ainda defendeu o fim do monopólio da Caixa na gestão do FGTS. Em 217, o banco estatal recebeu R$ 5 bilhões como taxa de administração. “A Caixa é remunerada por isso, mas também carrega todo o risco da gestão do FGTS, inclusive repasses que são feitos para outros bancos”. Segundo ela, é importante que a Caixa possa abrir essas funções para que haja uma competição entre todos os bancos, com regras bem definidas.

Para Vescovi, os financiamentos com recursos do FGTS devem ser remunerados pela Taxa de Longo Prazo (TLP), nova taxa aplicada aos empréstimos do BNDES que, em cinco anos, vai se igualar à taxa de mercado, tomando como base um dos títulos da dívida pública, a NTN-B. Essa mudança aumentaria o retorno do fundo para o trabalhador. “Qualquer mudança na remuneração do FGTS precisa ser responsável, preservando a remuneração já contratada nos estoques e mudando daqui para frente”, ponderou.

Ela avaliou ainda que a poupança do trabalhador é sub-remunerada porque é uma fonte de recursos mais barata para habitação e infraestrutura. Para os projetos de baixa renda com recursos do FGTS, como de habitação que não se viabilizem com a TLP, a secretária disse que se justifica o governo entrar com subsídio.

Caixa – A secretária também propôs à equipe de transição comandada pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, a segregação dentro da Caixa da contabilidade do banco das suas ações de função social e a parte comercial, de varejo. Na sua avaliação, é possível fazer essas mudanças por meio da atualização das normas, que já foi feita pela atual gestão, em relação à medida de cálculo de risco e retorno das operações.

O banco encerrou 2017 com lucro de R$ 12,5 bilhões, alta de 202,6% em relação ao resultado do ano anterior. Depois de ser usado pelo governo como locomotiva de crédito para impulsionar a economia nos últimos anos, o banco também registrou o primeiro recuo na carteira em pelo menos 15 anos.

Num primeiro momento, o Conselho de Administração (CA) da Caixa precisou segurar a concessão de crédito porque não tinha capital para aumentar a oferta: “O Brasil está num crise fiscal e não dá para ficar pedindo dinheiro para o Tesouro enquanto ele está em crise e a Caixa teve que se ajustar.” Adriana Fernandes

Fonte: ibrafi.org.br

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A queda lenta dos juros bancários

Para os aplicadores em títulos bancários ou fundos, obter uma taxa líquida próxima de 0,5% ao mês não é tarefa fácil. Para os que precisam de crédito, porém, tomar recursos em bancos ou outros financiadores – quando esses recursos estão disponíveis – significa pagar taxas reais muito elevadas, com a exceção de algumas operações de crédito direcionado, como as do financiamento imobiliário baseado na captação das cadernetas de poupança ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Levantamento sobre as taxas praticadas no mercado livre, divulgado mensalmente pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mostrou que os juros ativos (cobrados pelos bancos) caíram sem interrupção nos últimos nove meses. Ainda assim, seguem altíssimos. Em grande parte das linhas oferecidas aos clientes os juros são tão altos que o mais recomendável é evitar o endividamento em lojas ou bancos.

Entre novembro de 2017 e novembro de 2018, os juros do comércio caíram de 5,50% para 5,14% ao mês, os do crédito direto ao consumidor nos bancos cederam de 2,03% para 1,77% ao mês, os dos empréstimos pessoais recuaram, nos bancos, de 4,20% para 3,84% ao mês e, nas financeiras, de 7,55% para 6,85% ao mês. Já no cartão de crédito e no cheque especial, as taxas mensais superam os dois dígitos e as anuais estão na casa dos três dígitos (275% e 283% ao ano, respectivamente).

A taxa média paga pelas pessoas físicas diminuiu, em 12 meses, de 7,40% ao mês (135,63% ao ano) para 6,85% ao mês (121,46% ao ano). Para as pessoas jurídicas, a taxa média mensal caiu de 4,22% em novembro de 2017 para 3,62% no mês passado, ou seja, de 64,22% para 53,22% ao ano. Com isso, um leve aumento da procura por crédito foi observado nos últimos meses e as perspectivas para 2019 são de que a demanda de crédito continue crescendo. É o mais provável se a economia ganhar fôlego. Mas, ainda que haja crescimento das operações, o nível alto dos juros limita uma evolução vigorosa do crédito.

A consequência é que a retomada da economia será mais lenta do que poderia ser se existissem condições de crédito favoráveis para pessoas jurídicas e físicas. Entre essas condições está a oferta de empréstimos a custos compatíveis com a capacidade de pagamento de empresas e famílias.

Fonte: ibrafi.org.br

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Marco regulatório para compra de imóveis

O ambiente de disputas judiciais no setor imobiliário poderá ser pacificado com a aprovação pelo plenário da Câmara dos Deputados das nove emendas feitas pelo Senado ao texto do Projeto de Lei 1.220/15, que trata da rescisão do compromisso de venda e compra de imóvel (apartamentos ou unidades autônomas nas incorporações e lotes, nos loteamentos). O texto, que, agora, segue para sanção presidencial, é fruto de uma extensa discussão, envolvendo diversos interessados como construtoras, incorporadoras, associações de defesa dos consumidores, entre outros.

É, de fato, um importante marco regulatório, na medida em que define as condições nas hipóteses de distrato, permitindo tanto às empresas construtoras ou incorporadores quanto aos consumidores mensurar as consequências do desfazimento do negócio.

A proposta prevê que, nos empreendimentos com patrimônio de afetação (aquele que não integra o patrimônio da construtora), ao desistir do imóvel, o comprador receberá 50% do valor pago, deduzida a corretagem, 30 dias após a emissão do “habite-se”.

Para os empreendimentos sem patrimônio afetado, incorporadora reterá 25% dos valores pagos, ou seja, a restituição será de 75%, devendo ocorrer em 180 dias da celebração do distrato.

O projeto original fixava 10% de desconto na restituição das parcelas pagas para qualquer caso.

Nas duas hipóteses, caso o comprador, excepcionalmente, tenha o imóvel disponível para uso antes do “habite-se”, poderão ser descontados pela incorporadora os valores correspondentes aos encargos incidentes sobre a unidade, como impostos, cotas condominiais, encargos contratuais e à indenização pela fruição, uma espécie de compensação pelo uso do imóvel ou aluguel.

O montante relativo a esse último item corresponderá ao percentual fixo de 0,5% do valor atualizado do contrato, computado diariamente (pro rata die).

Assim, para um imóvel de R$ 1 milhão, a taxa mensal de ocupação será de R$ 5 mil (0,5%).

Quando a rescisão decorrer do atraso na entrega do imóvel e tendo escoado o prazo de prorrogação de 180 dias, caso esteja previsto no contrato, o comprador deverá receber integralmente todos os valores pagos, corrigidos e acrescidos da multa estabelecida no contrato, no prazo de 60 dias contados do pedido distrato.

Caso o comprador não desista do negócio, deverá receber, quando da entrega do imóvel, indenização correspondente a 1% do valor pago à incorporadora, corrigido monetariamente, por mês de atraso.

Outro ponto importante é a regulamentação da possibilidade o desistente indicar outro comprador para imóvel, ficando isento da pena contratual (25% ou 50%) se o novo interessado fechar negócio com a incorporadora.

Quando o imóvel objeto do distrato for revendido antes do prazo da restituição, o valor será devolvido ao consumidor em até 30 dias contados da revenda.

A proposta, ainda, prevê que o direito de arrependimento de compra realizada em estandes de venda e fora da sede da incorporadora deverá ser exercido dentro de sete dias subsequentes à compra. Se exercê-lo, serão restituídos ao comprador todos os valores pagos, inclusive a comissão de corretagem. Se o comprador não se manifestar nesse prazo (7 dias), o contrato será considerado irretratável.

Por fim, vale ressaltar a imposição de fazer constar dos contratos o quadro-resumo, contendo informações básicas sobre o negócio como preço, forma de pagamento, parcela de entrada (sinal), valor da corretagem, vencimento das parcelas, índices de correção monetária, taxas de juros e consequências da rescisão contratual.

A incorporadora deverá suprir a ausência de qualquer uma dessas informações no quadro, sob pena rescisão contratual por justa causa a critério do comprador.

A princípio, o texto aprovado jogou luz nas regras já existentes no Código de Defesa do Consumidor, adotadas como fundamento para solução das incontáveis discussões sobre o tema, especialmente no âmbito judicial.

Por isso, ao que tudo indica, será recebido com grande entusiasmo pelo setor, especialmente por trazer regras específicas, aclarando e, sobretudo, protegendo a relação entre empreendedores e consumidores, tão vital à economia brasileira.

Fonte: ibrafi.org.br

 

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Déficit habitacional começa a diminuir no país

Os brasileiros estão morando melhor. Desde maio de 2016 foram entregues 1,25 milhão de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV ). Um terço desse total foi destinado a famílias com renda mensal de até R$ 1.800 (faixa 1). Para isso, foram investidos R$ 135,3 bilhões em todo o território nacional. Parte dessas novas moradias – cerca de 66 mil unidades – veio de obras que estavam paradas e foram retomadas nos últimos anos.

Em novembro último, a Caixa Econômica Federal informou também que seu Conselho Curador aprovou uma suplementação de R$ 500 milhões de recursos não onerosos, ou subsidiados, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o programa MCMV. Os recursos serão direcionados à faixa 1,5, na qual se enquadram famílias com renda de até R$ 2.600 por mês. Os financiamentos são concedidos pelo prazo de 30 anos, com juros de 5%. O FGTS financia 90% do valor do imóvel, e o Tesouro banca os 10% restantes. Na faixa 1, a parcela bancada pelo governo é bem maior, e o mutuário não paga juros. A prestação é de, no máximo, R$ 270 por mês, e o financiamento dura dez anos.

Além de garantir moradia às camadas mais necessitadas da população, o MCMV também aqueceu o mercado imobiliário, gerando mais empregos e renda para os trabalhadores da construção civil. O mercado imobiliário começou a dar sinais de recuperação na primeira metade de 2017, com avanço nos lançamentos e nas vendas de imóveis pelas principais construtoras do País.

Estudo da Fundação Getulio Vargas aponta que o déficit habitacional bra- sileiro era de 7,7 milhões de habitações em 2015 (dado mais recente). Diante desse desafio, o MCMV tem sua distribuição orçamentária feita nas 27 unidades federativas do Brasil, conforme o déficit de unidades habitacionais por unidade da federação.

Para fins de contratação são selecionados, preferencialmente em cada estado, os projetos que apresentarem as características com maior contrapartida do setor público local. O número de unidades habitacionais por empreendimento é estabelecido em função da área e do projeto, e os empreendimentos na forma de condomínio devem ser segmentados em número máximo de 300 unidades habitacionais por área condominial.

Fonte: ibrafi.org.br

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Abrainc: Aprovação do distrato imobiliário ampliará investimentos

O mercado imobiliário recebeu bem a aprovação, hoje, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei que regulamento o distrato imobiliário — quando um comprador desiste de adquirir um imóvel antes de concluir o pagamento.

Em nota, o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França, disse que a entidade vem lutando, há alguns anos, por esse assunto. “isso é relevante para os incorporadores do mercado de médio e alto padrão”, afirmou.

Segundo França, com a regulamentação do distrato, “que só tem mais um passo, a sanção presidencial, nós teremos a segurança jurídica para entrarmos com mais investimentos no mercado”.

Ele diz que a Fundação Getúlio Vargas fez, com a Abrainc, um estudo que mostra que a necessidade de habitações, para acompanhar o crescimento populacional, nos próximos dez anos, é de 9 milhões de unidades. “O nosso déficit habitacional é de 7,7 milhões. Portanto, existe demanda no mercado”.

Para o dirigente da Abrainc, a economia brasileira precisa reduzir o nível de desemprego e o segmento de incorporação imobiliária é o que mais rapidamente pode empregar. Além disso, como a cadeia produtiva é grande, vai também gerar impostos.

O projeto de lei aprovado na Câmara fixa multa de 25% em caso de desistência da compra, que subirá para 50% quando o empreendimento for por patrimônio de afetação. A versão aprovada inclui emendas do Senado e seguirá para sanção do presidente Michel Temer.

Segundo Luciano Mollica, sócio do Bicalho e Mollica Advogados, o texto altera a Lei de Incorporação (Lei Federal nº. 4.591/64) e a Lei de Loteamentos (Lei Federal nº. 6.766/79), para estabelecer regras mais claras para o caso de inadimplência de qualquer das partes, trazendo maior previsibilidade e, portanto, segurança jurídica.

“A aprovação desse projeto de lei e sua eventual sanção presidencial representa um grande passo não só na definição objetiva para a formalização dos distratos de compromissos de compra e venda de unidades imobiliárias, mas também prevê regras para a rescisão e/ou penalidades como decorrência do inadimplemento do empreendedor; proporcionando, enfim, maior equilíbrio, previsibilidade e segurança jurídica às partes”, destaca o advogado especialista em mercado imobiliário.

Fonte: ibrafi.org.br

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Crédito imobiliário em outubro é o segundo maior volume do ano

Levantamento realizado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) revelou que, em outubro, os financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) tiveram o segundo melhor resultado do ano – cerca de R$ 5,66 bilhões. O valor é 15,2% maior do que o registrado em setembro e 53,3% maior do que o de outubro de 2017.

No acumulado de janeiro até outubro de 2018, foram financiados R$ 46,5 bilhões, valor 27,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, até outubro, o montante financiado alcançou R$ 53,3 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE, avançando 16,6% em relação ao apurado nos 12 meses precedentes.

Em outubro, nas modalidades de aquisição e construção, o número de imóveis financiados foi de 23,1 mil imóveis, apontando crescimento de 11,5% face a setembro. Na análise com outubro do ano passado, houve alta de 46,3%.

Nos primeiros dez meses de 2018, o financiamento imobiliário viabilizou a aquisição e construção de 185,2 mil imóveis, elevação de 25,5% na comparação com o mesmo período de 2017 (147,6 mil unidades)

Em 12 meses até outubro de 2018, foram financiados 213,2 mil imóveis, na categoria de aquisição e construção, o que representa alta de 16,4% em relação aos 12 meses precedentes.

Fonte: ibrafi.org.br