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Mercado imobiliário se molda a preferências de paulistanos

O mercado imobiliário vem percebendo mudanças nas preferências dos paulistanos em relação à compra de imóveis. O tamanho dos empreendimentos está perdendo para a localização. Além disso, a opção de alugar ao invés de comprar tem se fortalecido.

Para o vice-presidente de intermediação imobiliária e marketing do Secovi-SP, Elbio Fernandez Mera, as principais mudanças nas preferências dos paulistanos seguem dois modais. O primeiro é o de mobilidade, ou seja, os consumidores têm apostado mais em comprar ou alugar imóveis considerando sua proximidade com estações de metrô e linhas de ônibus do que em relação ao tamanho.

“As pessoas querem morar a, no máximo, 30 minutos de onde onde trabalham”, afirma. Esse critério, segundo ele, acaba sendo mais importante que as características do apartamento ou da casa negociada, como o tamanho.

Outro modal que tem conduzido as preferências do paulistano, na visão de Mera, é a proximidade com as opções de lazer da cidade. Ele explica que as regiões ao entorno de parques, por exemplo, estão bem valorizadas e com grande demanda. “Os consumidores querem estar próximos de áreas verdes e ter um local para ‘esticar as pernas’ no fim de semana”, comenta o executivo.

Já para o economista-chefe do Grupo ZAP, portal de informações sobre o mercado imobiliário e de classificados, Sergio Castelanni, a principal mudança no perfil do consumidor foi o crescimento das buscas por aluguel.

Na visão do especialista, o gatilho para essa alteração foi o período de crise enfrentado pelo segmento nos últimos anos. “Os consumidores que queriam comprar um empreendimento, com a crise, passaram a querer alugar. Ou então procuraram por uma casa menor”, analisa.

De acordo com ele, o ápice da crise no mercado imobiliário ocorreu entre 2012 e 2013, com preços estagnados e, em alguns casos, com queda. Segundo um estudo da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), divulgado nesta semana, em 2012, foram comprados ou vendidos 146.779 imóveis. Nos últimos 12 meses, encerrados em março, esse número caiu para 112.956 unidades.

Castelanni avalia que, embora a procura por locação esteja cada vez maior, o mercado nacional de aluguéis de imóveis ainda é pequeno em comparação com o de países desenvolvidos. A previsão, porém, é que o segmento se consolide nos próximos anos. “As famílias estão cada vez menores e não valorizam tanto a casa própria ou imóveis muito grandes”, diz.

Fonte de renda – Mera, do Secovi-SP, considera que a percepção dos consumidores mais velhos em relação ao retorno financeiro que o mercado imobiliário oferece está fomentando a procura por locação. Ou seja, o interesse dos paulistanos, principalmente os que estão na chamada “terceira idade”, na compra de imóveis para, posteriormente, alugá-los vem ganhando força nos últimos anos.

“Quem está com mais idade pensa como vai ser sua aposentadoria. Por isso, ao analisar o cenário atual, acabam preferindo comprar um imóvel e contar com a renda de aluguel”, afirma o especialista.

Ele explica que, atualmente, o mercado vende ou aluga imóveis para três gerações diferentes. Segundo Mera, é preciso considerar as preferências dos Baby Boomers (pessoas nascidas até a década de 1960); os Millennials (nascidos entre 1980 e 1990); e os jovens da “geração z” (nascidos em meados de 2000). “Quanto mais jovem, maior a preferência por praticidade e por morar perto de locais com fácil acesso ao transporte e ao lazer”, afirma.

Além disso, os especialistas consideram que os bairros do centro ou aqueles mais consolidados e, logo, os mais valorizados, estão com a maior vantagem na preferência dos paulistanos. Segundo um levantamento divulgado pela imobiliária Lello nesta semana, considerando o primeiro quadrimestre de 2019, a média do valor de aluguéis nos bairros Pinheiros e Itaim é de R$ 3,5 mil mensais. Já em Santana, a média é de R$ 1,9 mil.

Garagens – A pesquisa realizada pela Lello também revelou que 84% dos contratos firmados foram para apartamentos, os outros 16% para casas residenciais. Um dos pontos que favorecem a escolha por apartamentos, segundo Mera, é que a maior parte das pessoas que moram na capital não necessita mais utilizar garagens.

“Pelo mesmo valor, as pessoas trocam as casas com garagem por outras que não tem espaço para veículos, mas compensam com um ou dois cômodos a mais”, diz.

Para atender a esta demanda, de acordo com Castelanni, o mercado já vem se adaptando há algum tempo. Ele explica que os lançamentos já estão sendo menores e, em muitos casos, sem garagens. “Atender a essas mudanças é um processo demorado, envolve planejamento e construção. No entanto, o segmento já está se moldando para isso”, afirma o especialista.

Fonte: ibrafi.org.br

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Mercado imobiliário: Com demanda firme, construção quer crescer 15%

O desempenho da economia brasileira neste ano tem sido decepcionante para muitos setores, mas nem todas as notícias são negativas. Um dos mais importantes geradores de emprego e riqueza no país, o mercado imobiliário dá sinais claros e consistentes de crescimento, tanto em vendas quanto em lançamentos de empreendimentos.

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), o número de contratos para aquisição de imóveis residenciais avançou 9,7% nos três primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período de 2018. Foram vendidos 28,7 mil imóveis, ante 26,1 mil de janeiro a março do ano anterior. Já o total de lançamentos no mesmo trimestre registrou alta de 4,2%, com 14,7 mil unidades em todo o país.

Embora o aparente descolamento entre a indústria da construção e a economia como um todo seja motivo de festa para as empresas do setor, a comemoração está sendo discreta. É consenso que uma eventual demora na recuperação da atividade econômica, em razão de atrasos na aprovação das reformas, pode comprometer a performance do setor imobiliário nos próximos meses.

“O resultado é positivo e, sem dúvida, deve ser comemorado, mas, dada a queda que o setor enfrentou durante a recessão, a fraqueza do mercado no ano passado e a esperança de que a eleição reduzisse as incertezas, a expectativa era de que as vendas estivessem crescendo acima de 15%”, diz José Carlos Martins, presidente da Cbic. “As construtoras esperavam que, passadas as incertezas de 2018, a agenda de reformas seria tocada com prioridade, a economia embalaria e o primeiro trimestre seria melhor.”

Embora com cautela, a previsão é de crescimento robusto para o setor neste ano. A Cbic estima aumento de 10% a 15% nas vendas no fechamento de 2019, puxado pelo segmento de imóveis de médio e alto padrões, no qual as moradias são financiadas por fundos que utilizam recursos da poupança.

Os números endossam essa perspectiva. Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 5,77 bilhões em abril último, expansão de 2,2% em relação ao mês anterior e de 40,3% perante abril de 2018.

No primeiro quadrimestre de 2019, foram aplicados R$ 21,4 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE, elevação de 39,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 12 meses (maio de 2018 a abril de 2019), os empréstimos de R$ 63,5 bilhões para aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE asseguraram elevação de 40,2% frente ao apurado nos 12 meses anteriores.

No segmento do programa Minha Casa, Minha Vida, de subsídio a moradias populares, que contam com financiamento por meio de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o ritmo dos contratos deve permanecer estável, considerando que o orçamento do fundo ficou estagnado do ano passado para cá. “Quem vai puxar o crescimento é a habitação de mercado médio e alto padrão”, diz o presidente da Comissão Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.

Baixa renda  – Isso não significa que os segmentos de imóveis populares ficarão fora do cenário de recuperação. Prova disso é a mineira MRV Engenharia, maior construtora da América Latina e líder nesse segmento. Os lançamentos da empresa cresceram 35,9% no primeiro trimestre na comparação com igual intervalo do ano passado, com R$ 1,094 bilhão.

De janeiro a março deste ano, as vendas líquidas aumentaram 6%, para R$ 1,309 bilhão. “Nosso primeiro trimestre foi muito bom”, diz o copresidente da MRV, Rafael Menin. “Gostaríamos de ter começado o ano pisando no acelerador, mas deixamos de reconhecer um volume grande de vendas por conta de atrasos no processo de repasses e na contratação de financiamentos à produção decorrentes da transição de governo.”

De acordo com Menin, o principal banco com atuação no Minha Casa, Minha Vida, a Caixa Econômica Federal realizou poucos repasses até fevereiro. E como a MRV pratica o modelo de venda garantida, na qual operação é registrada somente após o repasse, parte do que foi vendido não foi contabilizado dentro do trimestre.

“Estamos mais otimistas com o segundo trimestre e esperamos um primeiro semestre melhor do que o mesmo período do ano passado. Vamos lançar mais e produzir mais do que no ciclo anterior”, garante Menin. No primeiro trimestre, a MRV produziu 9.880 unidades, com alta de 24,1%, na comparação anual. Assim como a MRV, algumas empresas estão enxergando, em seus números, a melhora do setor imobiliário. “Dobramos o número de imóveis vendidos entre janeiro e abril, em relação a 2018. A expectativa era triplicarmos, mas foi um resultado expressivo”, afirma Marcos Bigucci, da construtora M.Bigucci, sediada no ABC Paulista. “Reconheço que o ano não começou tão bem como esperávamos, mas acredito que estamos no caminho certo.” 

Fonte: ibrafi.org.br

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Caixa Econômica vai lançar crédito imobiliário referenciado no IPCA

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente-executivo da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta terça-feira que o banco vai lançar em breve uma linha de crédito imobiliário referenciada no IPCA, o que deve ampliar o volume de recursos para o setor.

“Isso poderá beneficiar cerca de 400 mil pessoas”, afirmou Guimarães a jornalistas antes de reunião no Ministério da Economia.

Para o executivo, o uso do IPCA como referência vai ampliar as chances do banco de securitizar as carteiras, o que na prática permite que o banco consiga obter recursos no mercado financeiro. Nas contas de Guimarães, isso ampliará em cerca de 10 bilhões de reais o volume de recursos no banco para o setor.

Maior concessor de crédito imobiliário do país, a Caixa usa a TR como referência e a tabela SAC na maioria dos empréstimos para o público da classe média. Em geral, esse conjunto resulta em taxas de juros um pouco menores para o tomador.

Guimarães disse ainda que a Caixa também inicia em breve um programa de renegociação de dívidas dirigido a cerca de 3 milhões de pessoas e 300 mil empresas clientes.

A disposição do banco é oferecer um desconto de 40% a 90% no valor de face das dívidas. Com isso, prevê captar de um bilhão a 4 bilhões de reais.

“O foco desse programa é em pessoas de baixa renda e pequenas e médias empresas”, afirmou Guimarães.

Fonte: extra.globo.com

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Conheça 5 dicas para a hora de comprar um imóvel

Além das parcelas mensais, quem pretende adquirir a casa própria deve-se considerar gastos adicionais e taxas que sofrem alterações anualmente

O sonho da casa própria está presente na vida de milhões de brasileiros, mas, o que era para ser uma realização, muitas vezes, torna-se um pesadelo. Antes de fazer um financiamento ou assinar contrato com imobiliárias, é preciso considerar alguns pontos para não gerar uma frustração no futuro.

1 – Considere juros, inflação e parcelas mensais

Imagine um imóvel avaliado em R$ 500 mil, podendo ser alugado por R$ 2 mil ao mês. Se o interessado resolver financiar este mesmo imóvel, considerando uma taxa de juros de 0,9% ao mês, ele precisará pagar pelo menos R$ 150 mil de entrada e parcelar o restante em torno de 20 anos com prestações de, cerca de, R$ 3,5 mil ao mês.

Pensando pelo lado positivo do aluguel, com os R$ 1,5 mil extras mensais acumulados, o patrimônio chegaria a R$ 544 mil que, somados ao 150 mil investidos na entrada, totalizam no final um valor de R$ 852 mil considerando um rendimento de 0,3% acima da inflação — quase o dobro do valor total inicial do imóvel.

2- Prepara-se para os custos extras

Faça um planejamento financeiro com todos os seus ganhos e gastos. No ato da compra, muitas pessoas consideram apenas o valor das parcelas, mas se esquecem de calcular taxas extras como condomínio, IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), gastos com repasse da imobiliária, custos com o seguro obrigatório e documentação, além de contas mensais como energia elétrica, gás e internet.

Esses gastos sofrem reajustes anuais e, para não levar um susto no futuro, coloque tudo no papel e deixe uma brecha para os gastos extras.

3- Junte um bom valor para a entrada

Procure poupar e investir um valor mensal visando o sonho da casa própria. Utilizar o dinheiro da poupança ou FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) também são opções na hora de realizar uma boa entrada para o financiamento do seu imóvel.

Quanto maior a entrada, menor será o risco para o banco e, assim, é possível conseguir parcelas com juros menores e outras negociações para reduzir os gastos.

4- Compare as condições em bancos para realizar o financiamento

Pesquise e compare bancos que oferecem financiamento de imóveis. Leve em consideração taxas, juros e seu crédito pessoal na entidade financeira.

Também, é necessário analisar o Custo Efetivo Total (CET), que inclui todas as despesas do financiamento. A ideia é encontrar uma melhor opção para o seu perfil e negociar melhores condições.

5- Comprar nem sempre é a melhor opção

Muitas pessoas sonham em comprar um imóvel, mas nem sempre é a melhor opção para o seu estilo de vida. É necessário considerar as perspectivas de futuro em relação ao emprego, família, filhos ou até mesmo se há o plano de mudar de cidade.

Procure estudar a questão em relação ao financiamento ou aluguel, de acordo com o seu estilo de vida para fazer a escolha certa.

Fonte: revistaqualimovel.com.br

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Investir em imóveis residenciais ou comerciais: o que é mais vantajoso?

Os dois apresentam vantagens e desvantagens que são importantes ter em mente antes de tomar qualquer decisão

Na hora de fazer um investimento, comprar um imóvel se mostra uma solução cobiçada entre os brasileiros. Este é um mercado tradicionalmente valorizado e pode gerar uma margem de lucro boa se a escolha for acertada ao ter um imóvel para alugar. O preço, tamanho ou a localização são apenas algumas das diversas variáveis muito importantes para escolher o imóvel certo para investir.

Uma das principais definições, para quem vai investir em um imóvel, é a escolha entre um imóvel residencial ou comercial. Os dois têm pontos positivos e conhecer o que cada um proporciona pode garantir um resultado financeiro melhor, principalmente a médio e longo prazos. Saiba quais são as vantagens, desvantagens e como optar pelo melhor tipo de imóvel para ter o maior retorno possível.

Historicamente, os imóveis comerciais costumam atrair mais investidores, porém é preciso analisar vários fatores que podem influenciar na escolha. Uma questão em comum é que a localização é importante tanto para os comerciais quanto para os residenciais, mas pode ter um peso maior e até auxiliar no sucesso de uma loja, por exemplo.

“É preciso que ele seja em um ponto que tenha a certeza da vocação comercial da região. E é importante ficar atento a outros detalhes também, como ver se em uma determinada rua um dos dois lados, o direito ou esquerdo, tem valor comercialmente maior do que o outro lado. É bom ter uma visão do local”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).

Outro fator é que os contratos de aluguéis de imóveis comerciais costumam ser mais duradouros. “No residencial, é comum precisar de algum tipo de reforma com a saída do inquilino. O locador precisa fazer isso o mais rápido possível para recolocar o imóvel no mercado e concorrer com outros reformados ou novos”, ressalta Luciano Novaes, vice-presidente do Sindicato da Habitação de Pernambuco (Secovi-PE).

A situação econômica do Brasil também pode influenciar na escolha do melhor tipo de investimento. Eventuais crises geram desconfianças e posturas mais conservadoras que retraem investimentos das empresas e também na aposta de empreender. O resultado é uma menor procura de imóveis comerciais e até mesmo a redução em valores de aluguéis para conseguir um locatário.

“Com a população empregada, havia mais possibilidade de as pessoas empreenderem. Com uma crise, a taxa de desemprego alta e a instabilidade, muitas pessoas preferem não arriscar. Portanto, a procura por imóveis comerciais para alugar consequentemente cai”, diz Manoel da Silva Maia, presidente do Creci-RJ.

Portanto, diante deste contexto, avaliar a atual situação da economia também é necessário. Para Manoel da Silva Maia, as pessoas acabam fazendo um esforço quando se trata de um lugar para morar. Nesta questão, o economista Antônio Pessoa, professor do UniFBV, aconselha investimento em imóveis menores, seja residencial ou comercial.

“As pessoas têm dado prioridade para imóveis pequenos até para trabalhar com aluguel na faixa mais acessível. Além disso, deve-se priorizar empreendimentos que agreguem serviços e que tenham o lazer como diferencial. A tendência de condomínio clube é uma alternativa que pode trazer benefícios”, reforça.

Ou seja, no final das contas, a decisão passa pela análise de vários fatores que podem influenciar o rendimento com um imóvel, seja residencial ou comercial.

“É importante buscar um imóvel que ofereça um custo benefício melhor, que possa cobrar um aluguel que seja com o preço do mercado, mas que também remunere o investidor. No mercado de aluguel, vale muito a localização, proximidade de área que ofereçam serviços, coisas que vão valorizá-lo. Se a pessoa tem esse tipo de imóvel, fica mais fácil de alugar e ter retorno, seja comercial ou residencial”, conclui Antônio Pessoa.

Fonte: revista.zapimoveis.com.br

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Mercado imobiliário mantém resultados positivos em março na Capital

A Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) apurou no mês de março de 2019 a comercialização de 2.987 unidades residenciais novas na capital paulista. O resultado foi 37,3% superior às 2.176 unidades vendidas em fevereiro e ficou 14,3% acima das vendas de março de 2018 (2.613 unidades).

No acumulado de 12 meses (período de abril de 2018 a março de 2019), foram vendidas 30.961 unidades – aumento de 15,8% em comparação ao mesmo período de 2018, quando as vendas totalizaram 26.729 unidades. A cidade de São Paulo encerrou o mês de março com a oferta de 20.376 unidades disponíveis para venda.

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), em março, o total lançado atingiu 2.081 unidades residenciais, resultado 139,2% superior ao mês de fevereiro (870 unidades) e 32,9% acima do volume de março de 2018 (1.566 unidades).

No acumulado de abril de 2018 a março de 2019, foram lançadas 37.706 unidades residenciais na capital paulista, 19,8% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, com 31.476 unidades.

Imóveis econômicos – Em março, foram vendidas 1.038 unidades de imóveis econômicos e apenas 22 unidades lançadas. A oferta totalizou 5.825 unidades disponíveis para venda, com indicador VSO (Vendas Sobre Oferta) de 15,1%.

Nos outros segmentos de mercado, foram comercializadas 1.949 unidades no mês e lançadas 2.059 unidades, com oferta final de 14.551 unidades e VSO de 11,8%.

Conclusão – O aumento no volume de vendas e lançamentos de março contribuiu para que o mercado encerrasse o primeiro trimestre do ano com resultados positivos. No período, a comercialização de imóveis na cidade de São Paulo totalizou 6.785 unidades, representando um crescimento de 17,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado (5.753 unidades). Os lançamentos foram 21,98% superiores quando comparadas as 3.237 unidades deste ano com as 2.655 unidades do mesmo período de 2018.

O maior aumento percentual foi percebido no VGL (Valor Global Lançado). Houve crescimento real (descontado o INCC-DI) de 23,1% no período, quando se comparam o total de R$ 1,717 bilhão lançados no trimestre inicial de 2019 com R$ 1,395 bilhão do mesmo período de 2018.

O crescimento do VGL reflete a queda de 79,5% no volume de lançamentos de imóveis econômicos neste primeiro trimestre (217 unidades) em comparação ao mesmo período do ano passado (1.056 unidades). A retração deste tipo de imóvel nos três primeiros meses do ano foi compensada pelos lançamentos de 3.020 unidades de médio e alto padrão, um aumento de 88,9% comparado às 1.599 unidades lançadas nos três primeiros meses de 2018.

Para Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, o desempenho do mercado de alto e médio padrão no primeiro trimestre representa um bom sinal. “Esse comportamento demonstra que as empresas estão no caminho certo, buscando alternativas para atender a demanda”, diz.

Contudo, o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos da entidade, Emilio Kallas, adverte que estão esgotando os terrenos para os lançamentos de novos empreendimentos na Capital e aqueles que estão disponíveis apresentam uma série de restrições urbanísticas, inviabilizando novos projetos. “Esse movimento exerce forte pressão nos preços das unidades, que tendem a aumentar. Há muito tempo, temos alertado sobre a necessidade de calibragem da Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo, medida indispensável para que os empreendedores imobiliários atuem dentro da sua capacidade produtiva, gerem uma enorme quantidade de empregos e ofertem produtos compatíveis com as condições de pagamento da demanda”, reitera.

Além dos aspectos citados por Kallas, o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, acrescenta que a produção de empreendimentos residenciais exerce importante papel no aquecimento da economia como um todo. “A indústria imobiliária é um dos setores produtivos que mais geram empregos e renda no País. Movimenta uma extensa cadeia, que vai de insumos para a construção até os itens básicos para mobiliar uma casa, para dizer o mínimo”, lembra. “Consequentemente, também gera impostos para os cofres públicos.”

Jafet destaca ainda ser imperativo e urgente a aprovação da Nova Previdência neste primeiro semestre, a fim possibilitar ao governo equilibrar as contas públicas e estimular o retorno dos investimentos. “Somente assim, será possível assegurar condições mais favoráveis para o crescimento e o desenvolvimento econômico brasileiro, bem como permitir que nosso setor volte a produzir em sua capacidade máxima”, conclui.

Fonte: ibrafi.org.br

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Incorporadora, imobiliária e construtora: quais as diferenças?

Ter essas informações pode ser fundamental para que o negócio se concretize com sucesso

Na hora de comprar um imóvel, apesar de o preço ser fator determinante na escolha, essa não é a única parte importante. Ter mais informações pode ser fundamental para que o negócio, que envolve um valor alto e um contrato a longo prazo, se concretize com sucesso.

Muitas vezes, os clientes se informam apenas sobre a construtora para saber se é uma empresa com credibilidade no mercado e ter a certeza de que a obra será concluída. Mas, além dela, você sabe o que são a incorporadora e a imobiliária?

Saber a diferença entre as três e a função de cada uma pode munir o consumidor de informações importantes, caso ele venha a ter algum problema durante o processo e precise resolver.

A incorporadora é a empresa que desenvolve o empreendimento imobiliário. Ela é responsável pela parte burocrática no processo de pegar um terreno que não tem nada e transformá-lo em uma edificação.

“Para tudo acontecer, é preciso ter um terreno a ser transformado e, no cartório de imóveis, uma matrícula em várias, na quantidade de apartamentos que o empreendimento terá”, explica Thiago Melo, vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE).

“O anúncio de venda de um empreendimento só pode acontecer quando feito o registro no memorial de incorporação, momento em que é dada a entrada no cartório de imóveis informando que aquele terreno não será mais uma matrícula única e será a quantidade de apartamentos que ele terá”, complementa.

Segundo Manoel da Silva Maia, presidente do Conselho Regional de Corretores do Rio de Janeiro (Creci-RJ), a incorporadora é quem tem um terreno e se propõe a construir ou, em outro caso, vender o projeto para outra empresa. E é aí que entra o papel da construtora.

“A finalidade da construtora é a de construir dentro do que o incorporador aprovou”, afirma. Ela vai ser contratada pela incorporadora para fazer a obra que foi registrada no memorial.

Portanto, as funções da incorporadora e da construtora são diferentes. “A primeira é mais voltada para a venda, legalização e a parte burocrática, enquanto a segunda para a engenharia, obra e redução de custos na construção“, detalha Thiago Melo.

No entanto, nada impede que uma única empresa seja incorporadora e construtora ao mesmo tempo. “Ela pode ter o terreno e ela mesma construir o empreendimento”, reforça Manoel da Silva Maia.

Independente de a empresa ter uma ou as duas funções, o cliente sempre vai tratar diretamente com a incorporadora. “Foi ela que vendeu para o consumidor. Se a incorporadora contratou outra empresa para construir ou não, para o cliente não importa, ela tem que entregar o que está no contrato do empreendimento”, ressalta o vice-presidente da Ademi-PE.

Já a imobiliária, por sua vez, tem como finalidade prestar serviços aos seus clientes no tocante de vender ou administrar os imóveis. “É uma empresa responsável pela intermediação. Os corretores são treinados para fazer a venda do empreendimento e ganhar comissão em cima disso”, diz Thiago Melo.

Ele ainda chama a atenção para o fato de que o mercado imobiliário é um dos poucos setores que terceirizam a parte da comercialização dos produtos. “Trata-se de um setor grande que terceirizou a parte comercial. Mas a incorporadora é quem conhece melhor o seu produto e está habilitado para vender”, afirma.

Por conta disso, hoje em dia é mais frequente acontecer de a incorporadora ter uma equipe própria de vendas. “Muitas vezes, os parceiros também podem vender, mas a incorporadora tem uma equipe própria mais focada no produto e isso tem acontecido cada vez com mais frequência”, conclui.

Fonte: revista.zapimoveis.com.br

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Caminho para o setor é a imersão tecnológica

Industrialização, incorporação de tecnologias digitais, sustentabilidade. O futuro da construção, segundo especialistas, passa por essas áreas. E no Brasil o setor ainda engatinha em todas elas. Mas a perspectiva é de avanço, a despeito da difícil retomada da economia e do próprio setor, após a maior recessão da história do país. Um sinal desse avanço são os vários fóruns que neste momento discutem como será o futuro e como chegar lá.

“A utilização disseminada de tecnologias digitais e um setor mais industrializado é onde gostaríamos de estar daqui a 20 anos”, afirma Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). “Mesmo com a crise, há empresas preocupadas com produtividade, racionalização de custos e processos, aplicação de tecnologia.”

Para Roberto de Souza, presidente da consultoria Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), a imersão tecnológica do setor é uma realidade inescapável. “A retomada mais forte da economia pode acelerar esse avanço, mas ele vai acontecer de qualquer forma”, afirma.

Sistemas como as estruturas de aço leve que permitem que banheiros, cozinhas e painéis sejam montados em fábrica e vão prontos para a obra, por exemplo, podem se tornar mais comuns. O uso de drones, impressoras 3D, asfalto permeável, bioconcreto, elevadores sem cabo, painéis leves, mas resistentes, de isopor, pode se disseminar, assim como a construção de casas e edifícios inteligentes, com gestão de energia, água, automação de tarefas domésticas, sistemas de áudio, vídeo etc.

O caminho, contudo, é longo. Num país de dimensões continentais como o Brasil, o setor construção guarda extremos. É o quarto no mundo na quantidade de edifícios no conceito “green building”, de construção e operação ambientalmente sustentáveis, mas na média das empresas ainda usa práticas consideradas artesanais.

No campo da digitalização, por exemplo, mapeamento sobre seu uso na construção civil mostra que é pouco disseminado o uso de ferramentas como big data (10% das empresas), blockchain (3%), inteligência artificial (12%) e aplicativos de inspeção em obras (33%), entre outros. Mais comum é a utilização de softwares de gestão empresarial (66%), planejamento (68%) e gerenciamento de projetos (63%).

A pesquisa, realizada pelo CTE e o instituto Quorum Brasil no fim de 2018, consultou as 502 maiores empresas brasileiras do setor, sendo 300 construtoras, 152 fabricantes e 50 projetistas, o que é sintomático. “Ferramentas que estão revolucionando a saúde e o agronegócio, por exemplo, ainda estão distantes do dia a dia da construção”, afirma Souza, que também é idealizador do EnRedes, núcleo de inovação baseado no CTE, que tem a participação de várias empresas.

Outro levantamento, realizado pelo Ibre-FGV em março deste ano, mostra que apenas 9,5% das empresas utilizam o chamado Building Information Modeling (BIM), ou Modelagem de Informações da Construção, ferramenta considerada uma das fronteiras tecnológicas do setor. Por meio dela é possível planejar todas as etapas de um empreendimento, do projeto ao pós-obra, reduzindo custos e desperdícios já que eventuais ajustes podem ser feitos virtualmente, antes do início físico da obra. Nas empresas de construção de residências onde o BIM é mais disseminado, apenas 17% delas usam a tecnologia. A inovação trazida pelo método é tal que o Reino Unido tornou seu uso obrigatório nos projetos de infraestrutura. No Brasil, o governo planeja um cronograma para estimular o uso da ferramenta nas obras públicas.

Segundo Ana, a crise travou o processo de modernização e industrialização do setor e, consequentemente, de ganho de produtividade, um de seus maiores gargalos. “O setor de construção ainda é artesanal, depende muito de mão de obra”, diz.

Há iniciativas para mudar esse quadro. No ano passado, 32 empresas entre construtoras, fornecedores, projetistas e incorporadores se reuniram em um projeto do CTE chamado Rede Construção Digital para promover a cultura de inovação tecnológica por meio de troca de informações, realização de pesquisas e negócios. A ideia, segundo Roberto de Souza, é impulsionar a competitividade e promover o avanço da digitalização nas organizações que compõem a cadeia produtiva. O projeto tem apoio de empresas como Basf, Cyrela, Deca, Eztec, Gafisa, Intercement, MRV, Saint-Gobain, Samsung, Schneider e Thyssenkrupp.

No front acadêmico, empresas também se juntaram à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) para levantar um dos poucos laboratórios “vivos” de construção no mundo. O futuro edifício do Centro de Inovação em Construção Sustentável (CICS) foi concebido para ser um campo de testes. O chamado CICS Living Lab permitirá que as empresas acelerem seu processo de pesquisa, desenvolvimento e inovação ao mesmo tempo que proporciona um intercâmbio com o conhecimento gerado na universidade, afirma o professor Vanderley John, do Departamento de Construção Civil da Poli-USP e coordenador do CICS. “À medida que as rodadas de testes forem sendo concluídas, os materiais serão substituídos por outros e assim por diante. Existem apenas quatro desses laboratórios no mundo”, afirma.

Sustentabilidade é um ponto central nas pesquisas do laboratório. “Queremos formar um ecossistema de empresas de alta produtividade, inovadoras, de baixo impacto ambiental e também baixo orçamento”, explica. Entre as empresas que apoiam o projeto, que custa R$ 12 milhões e deve estar pronto em 2020, estão a siderúrgica ArcelorMittal e a InterCement.

A inovação no setor é urgente, diz John. “Precisamos aumentar nossa produtividade cinco vezes para chegar ao nível da norte-americana, que não é a melhor do mundo. E sem mudar a produtividade e impacto ambiental o setor não vai evoluir no país”. considera. O professor da Poli-USP se diz otimista com o futuro, porém. “Há um desejo de inovação nas empresas. Elas entenderam que quando a crise acabar quem estiver mais avançado vai ‘jantar’ os concorrentes.”

Nos últimos 40 anos, essa indústria investiu pouco em tecnologias, processos e industrialização e agora há um movimento tardio, mas bem-vindo nessa direção, afirma Rafael Menin, presidente da MRV Engenharia, maior construtora do país. “É uma agenda muito recente e que deveria ter sido implementada duas décadas atrás”, diz.

A MRV cresceu junto com o programa Minha Casa, Minha Vida e no processo precisou investir em ganho de produtividade e melhoria de processos por meio da industrialização e da digitalização. “A forma que construímos um apartamento é totalmente diferente de dez anos atrás. É tudo industrializado, mais produtivo, eficiente, sem desperdício.”

As mudanças implicaram menos tempo para a conclusão dos empreendimentos e redução de mão de obra. Em 2007, eram necessários 11 operários para construir um apartamento ao mês. Em 2019, a média é de 4,5 operários, com meta de chegar a 3. Um prédio de cinco andares que levava 180 dias para ficar pronto hoje leva 60.

Vanderley John, da Poli-USP, aponta para uma mudança de perfil no trabalhador da construção, que vai demandar investimento em uma formação que não está totalmente no radar das instituições de ensino. “Haverá muito mais máquina e vai surgir um novo operário. Precisamos resolver o ‘gap’ de educação”, afirma John, para quem além de requalificar os operários da construção será necessário atualizar os currículos das universidades com maior frequência. As disciplinas de engenharia e arquitetura vão mudar bastante. Nossos currículos em engenharia civil foram reformulados há dois anos e já estão obsoletos.”

Fonte: ibrafi.org.br

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Governo prepara pacote com até 50 ações para incentivar recuperação da economia

Depois de lançar uma medida provisória de combate à burocracia – a MP da Liberdade Econômica -, o governo prepara agora um novo pacote que deve conter até 50 ações para destravar o ambiente de negócios brasileiro e facilitar a retomada do crescimento. O receituário envolve desde decretos a projetos de lei que vão mexer em regulamentações de setores como o imobiliário e de crédito, passando por micro e pequenas empresas e produtores rurais. Nessa quarta-feira, Dia do Trabalho, o presidente Jair Bolsonaro exaltou medida que facilita abertura de empresas .

Entre as medidas em estudo, uma das mais avançadas é a criação da chamada hipoteca reversa. O sistema funcionaria como uma espécie de aluguel, em que o proprietário não precisa deixar de viver no imóvel.

Hoje, na hipoteca, o tomador do empréstimo recebe um valor em crédito e paga esse financiamento em parcelas mensais. Em caso de inadimplência, a casa ou apartamento oferecida como garantia pode ser tomada pelo credor. O modelo em estudo seria justamente o inverso. O proprietário poderá oferecer seu imóvel ao banco, que lhe pagará prestações mensais por um período definido. Após sua morte, a instituição financeira passa a ser dona do bem, podendo negociá-lo no mercado.

O instrumento já existe em países desenvolvidos e pode interessar idosos que precisam complementar a renda.

Hoje, o imóvel só é usado pelo próprio proprietário. E esse bem poderia estar movimentando o mercado. Várias empresas comprariam pacotes de imóveis por preços mais baixos e, depois, poderiam alugar esses imóveis. Estaríamos aumentando a eficiência de alocação: um imóvel que tinha destinação só para uma pessoa morar poderia alavancar investimentos. É possível gerar negócios ali – afirma o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, que lidera os estudos dessa medida.

Mercado de recebíveis – O setor de micro e pequenas empresas — beneficiado pela medida provisória chamada pelo governo de MP da Liberdade Econômica, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na terça-feira – continuará na mira da equipe econômica, segundo outro integrante do governo ouvido pelo GLOBO. De acordo com essa fonte, uma das medidas em estudo é criar uma forma para que empresas fornecedoras de órgãos públicos antecipem pagamentos no mercado financeiro.

Hoje, quando um fornecedor vende um bem ou serviço para um órgão público, recebe a promessa de pagamento a prazo, muitas vezes em 30, 60 ou 90 dias, explica esse técnico. O plano da equipe econômica é permitir que esse recebível possa ser vendido no mercado financeiro, para fundos de investimentos.

Seria uma Bolsa de recebíveis de créditos públicos. A pequena empresa que fornece para o governo tem um título na mão, mas hoje não existe mercado para negociar esse papel. Com essa espécie de Bolsa, o pequeno passa a ter mais acesso a crédito e tem uma injeção de capital de giro – disse a fonte.

O mercado financeiro também poderia ser usado para simplificar a política de preços mínimos no setor agropecuário — outra ação em estudo. Hoje, o governo compra a produção do setor para compensar preços, quando os valores ficam abaixo do mínimo estabelecido. Essa política gera custos de manutenção dos estoques, que envolve a estrutura administrativa e de seguros dos silos.

Bolsonaro destaca MP – A medida em estudo usaria o chamado mercado de opções para fazer essa compensação. Esses papéis – direitos de compra ou venda de ações — são usados no mercado para proteger investidores das variações das cotações. Assim, o governo compraria opções na Bolsa e entregaria aos produtores. Caso o preço de um determinado produto agrícola caia muito, o produtor poderia vender o título no mercado financeiro. Isso ainda está em estudo e só valeria em 2020.

Nesta quarta-feira, em pronunciamento em cadeia nacional pelo Dia do Trabalho, o presidente Jair Bolsonaro evitou falar do alto desemprego e preferiu exaltar a assinatura da MP da Liberdade Econômica. Ele destacou que as medidas têm como objetivo reduzir a interferência do Estado nas economia como forma de gerar renda:

Esse é o compromisso do meu governo com a plena liberdade econômica. Única maneira de proporcionar, por mérito próprio e sem interferência do Estado, o engrandecimento de cada cidadão.

Bolsonaro ainda afirmou que “dificuldades são naturais em transições de governo” e prometeu estar “atento” para não decepcionar eleitores.

Fonte: ibrafi.org.br

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Lançamentos de imóveis caem 26,8% em fevereiro, diz Abrainc

Os lançamentos de imóveis caíram 26,8% em fevereiro, na comparação anual, para 2.396 unidades, segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e pela Fundação Instituto de Pesquisas (Fipe).

Já o total de vendas líquidas teve alta de 35,6%, para 7.385 unidades. Em fevereiro, as entregas aumentaram 48,9%, para 7.340 unidades, e os distratos caíram 29,8%, para 1.499 unidades.

No acumulado de 12 meses, os lançamentos cresceram 15,5%, para 98.602 unidades, e as vendas líquidas tiveram incremento de 13%, para 88.826 unidades.

Considerando-se apenas o segmento residencial, houve expansão de 14% nos lançamentos, para 96.220 unidades nos últimos 12 meses, e aumento de 10,3% nas vendas líquidas, para 88.417 unidades.

Enquanto o número de unidades do segmento de médio e alto padrão cresceu 12,3%, em 12 meses, para 21.400 unidades, o volume de imóveis enquadrados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida teve expansão de 14,5%, para 74.820 unidades.

As vendas líquidas de unidades do segmento de médio e alto padrão cresceram 16,4%, para 23.330 unidades, e as de imóveis para a baixa renda aumentaram 8,2%, para 65.087 unidades.

Fonte: ibrafi.org.br